HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes
Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadoresESCOLHAS
“A coisa mais difícil de aprender na vida é qual ponte precisamos atravessar e qual devemos Queimar.”
daniel.rn2008
É a velha questão do livre arbítrio. Você sempre terá opções. Você tem que fazer “escolha” e arcar com as conseqüências dela. Isso se chama responsabilidade sob suas ações, ter o discernimento em sua consciência do que se passa no crivo da sua razão. É o que lhe torna juiz dos seus próprios atos. ESCOLHA. Não é uma tarefa fácil! É a forma mais simples de se ver a aplicação concreta, palpável, visível da “Lei de Causa e Efeitos” que rege nossas vidas.
Nada fica oculto por muito tempo. A verdade se desembrulha dos véus do tempo, no tempo certo. A verdade é sempre única e absoluta. Relativo são as nossas interpretações a cerca dela. Cada um, mais uma vez, escolhe como quer enxergar a vida e o que fazer dela.
Um dia eu estava bem baixo astral. Isso foi há uns 3 anos atrás eu acho. A HS já havia se manifestado a todo vapor há algum tempo apesar de eu não ter tido, naquela época, o diagnóstico prescrito por um Doutor, por assim dizer. Mas o fato é que eu estava mal. Muitos antibióticos que não traziam resultados, muitos efeitos colaterais, e a vida social, profissional, pessoal e emocional completamente abalado. Meu ex-marido se dirigiu a mim e disse: – Tenho pena da HS agora. Então eu questionei sem entender onde ele queria chegar! Ele disse novamente: – É que a HS não tinha cura até agora, mas ela veio parar na pessoa errada. Agora ela vai ser desvendada, porque você vai encontrar. Ela já era!
Eu me senti tão grande… E percebi o tamanho da injeção de energia positiva que ele mandava para mim. Ele acreditava em mim mais do que eu mesma. Mas isso me fez tomar decisões e rumos que eu jamais havia sequer me questionado anteriormente. Vencer a vergonha, o medo e a dor não teriam sido tarefas fáceis, se eu não tivesse tido o suporte emocional que me foi necessário para superar diversas situações.
O mundo inteiro me reportava informações confusas e de referência pouco creditáveis. Fui buscar no meio científico o que havia de conhecimento responsável dentro da área de saúde. Abstracts Médicos, pesquisas científicas, casos ainda em estudo, relatos de casos, comunidades de portadores, absolutamente tudo que rondasse a respeito da Hidrosadenite Supurativa (Hidradenitis suppurativa), HS para os íntimos, a fim de entender melhor o que eu estava vivendo. Deparei-me com estudos de casos titulados: “Hidradenite supurativa, uma doença abjecta”. Esclarecendo os termos, para os que não entendem a palavra do nosso vocabulário português “abjecção”, bem, ela expressa o estado de uma excessiva baixeza moral. Descobri então que a doença não é tão rara assim, mas os registros dela sim. Um dos grandes tabus a se vencer nessa constante batalha do portador é a “vergonha” de se expor, o que contribui para dificultar um diagnóstico mais precisa e rápido, entre outros fatores de igual importância.
O resultado da ausência de registros gera a falta de interesse e INVESTIMENTO para um antídoto. Diante desse fato, mais do que real, a minha busca foi experimentar o que fosse concebível sob meus julgamentos as possibilidades que eu tinha para administrar o que quer que fosse a tal HS…
COBAIA DAS MINHAS ESCOLHAS. Isso mesmo! Adquiri o conhecimento necessário do que precisei e resolvi testar o que e como funcionava em mim. Não sou médica, não sou cientista, sou portadora de uma chaga e não sou burra. Sei descrever exatamente o que sinto, como sinto, o que faço e meu estado mental AINDA é socialmente normal sob a avaliação de qualquer psicoterapeuta…
Quando apoio e divulgo a Auto-Hemoterapia, estou simplesmente dando o meu testemunho de vida sob os resultados que essa técnica me trouxe. Não tenho vínculo de qualquer espécie nem sob qualquer circunstância com ninguém, nem qualquer entidade. Reporto o que vivo e o que adquiri de conhecimento ao longo dos últimos 5 anos com o único propósito de ajudar outros portadores da mesma forma que recebi auxílio quando dele necessitei. Trata-se primeiramente de uma questão de “humanidade”, depois julguem os senhores da forma que melhor lhes convier…
Meu lado sentimental entrou em conflito quando me deparei com uma matéria onde vários adeptos do movimento que difama a prática da auto-hemoterapia me classificam como uma charlatã. Meu suposto envolvimento e apoio a Campanha do Dr. Luis Moura e a difusão de uma série de fatos que resolvi expor ao conhecimento público tornaram-se o estopim de uma rede de intrigas que mais se assemelha a uma novela. Pensei comigo mesma: – Que roteirista pobre! Acho que foi nesse instante que pude, talvez, de longe avaliar 1/3 da decepção que o Senhor Doutor Luis Moura deva sentir ao ver sua contribuição para a humanidade tão manipulada e distorcida ao bel prazer de interesses vis.
O Dr. Luis Moura jamais me prometeu a cura para a HS. Aliás, em seus estudos não há a reportagem de um único caso de cura de um portador de HS através do uso da auto-hemoterapia. Foi-me informado através de contatos que fiz da melhora de determinados sintomas devido ao aumento da minha taxa imunológica. Nada mais me foi prometido. E de fato, com o tratamento que venho executando obtive pelo menos 90% de melhora visível em minha qualidade de vida, muito embora não tenha sido a cura. O que não significa necessariamente que essa prática não seja a cura para outras tantas enfermidades que existem…
Vi um comentário na revista Época (GLOBO) fazendo referência a algo que postei sobre a HS. Foi reconfortante para o meu EGO saber da aderência e da credibilidade de alguns pelo menos aos meus relatos. O meu muito obrigado pela cautela no julgamento á credibilidade dada ao que se refere a mim. O meu apoio e divulgação da Auto-Hemoterapia são devido à experiência que vivencio e espero tão somente com isso dar a minha parcela de contribuição á humanidade.
Como diria Gordon Livingston: “Tudo que conheço são os meus sentimentos e a minha esperança.”
Aos incrédulos e maquiavélicos eu deixo uma história que me foi transmitida muito interessante sob certo ponto de vista… Trata-se dos 3 últimos desejos de ALEXANDRE O GRANDE:
1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata, ouro, e pedras preciosas;
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou:
1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Pensem nisso! A forma como você vê o mundo pode mudar a sua vida!
Solidão Hereditária
Comportamento:
Solidão Hereditária
GENÉTICA EXPLICA POR QUE OS SOLITÁRIOS SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A INFLAMAÇÕES E DOENÇAS NO SISTEMA IMUNOLÓGICO
Imagine que hoje você acordou sentindo dores no corpo. Ou então que está com uma infecção que não sara há mais de mês. Você vai ao médico, e ele, antes de fazer o exame, pergunta: “Você se sente sozinho?”. Soa estranho, mas pode acontecer nos próximos anos. Cientistas americanos descobriram que os genes ligados ao sistema imunológico e à inflamação de tecidos são mais ativos nas pessoas cronicamente solitárias, aquelas que não conseguem manter laços estreitos em suas relações.
A equipe do pesquisador Steven Cole, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, avaliou o nível de interação social de 14 voluntários por meio da Escala de Solidão, um sistema de pontos criado na década de 1970. Feito isso, descobriu que os mais tímidos tinham uma atividade extra dos genes ligados à produção de inflamações.
Essa nova descoberta prova que o padrão molecular de indivíduos socialmente isolados é diferente do das pessoas cuja rede social é fortalecida. O que os cientistas levantaram é que a solidão é capaz de deixar marcas no nosso organismo. “O isolamento social pode causar um impacto biológico ao afetar alguns de nossos processos internos básicos mais importantes”, afirma Cole.
Faz tempo que estudos da solidão mostraram que pessoas sozinhas têm mais tendência a doenças cardíacas, infecções virais e inflamações, mas acreditava-se que isso estivesse ligado a fatores externos, como a falta de assistência física e econômica. Agora, com a descoberta dessa alteração na expressão genética, Cole acredita que os médicos vão poder refletir sobre a eficácia de terapias no tratamento da solidão com muito mais precisão.
Fonte: Revista Galileu (colaborou: Mariana Romão)
Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… A Saúde está aprisionada!
Publicada: 28/02/2009
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)
Do telefone principal de Londres (cidade onde Dr. Fleming faleceu em 1955), o escriba recebeu uma mensagem secreta que só agora passa para as simpáticas leitoras e os simpáticos leitores. Cadeia para Bush. George Walker Bush devia se preso. Julgado primeiro, claro, porque não se pretende privá-lo de direitos, como ele fez com outros. Sobretudo os torturados pelo mundo, porque o governo dele decidiu aplicar força bruta para extrair informações de prisioneiros, em nome da segurança nacional. Exatamente como faziam – e justificavam – os torturadores do DOI-CODI na época da ditadura militar brasileira.
Difícil acontecer? Nem tanto. A detenção de Augusto Pinochet em Londres, dez anos atrás, foi um precedente importante no Direito Internacional. Criou jurisprudência, para autorizar a prisão, em qualquer país, de quem seja acusado de crimes contra a humanidade. O velho ditador chileno escapou da Justiça (no caso, o pedido de um juiz espanhol) porque as autoridades britânicas julgaram que ele estava doente e sem controle de suas faculdades mentais (rapidamente recuperadas quando ele retornou ao Chile, mas isso é outra história).
O fato de que os EUA não reconhecem o Tribunal Internacional de Haia pode ser um complicador, mas não impedimento para julgar o ex-presidente fora de seu país. Assim ocorreu com o sérvio Slobodan Milosevic (que morreu de infarto na prisão, enquanto era julgado), com o seu compatriota Radovan Karadzic (1) (ainda preso em Haia e sob julgamento), e com o liberiano Charles Taylor e os responsáveis pelo massacre de tutsis em Ruanda.
Tem gente de olho em Robert Mugabe, do Zimbábue, para pegá-lo na mesma rede. O ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, já evita certas viagens com medo de captura por crimes cometidos no Chile, com seu beneplácito, na época em que servia ao governo Nixon. O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, em coma num hospital, já viajava com cuidado para não ser detido fora do país, acusado de crimes de guerra. Dois anos atrás, um general israelense evitou desembarcar em Londres de um avião da El Al (território soberano de Israel), quando lhe informaram que autoridades britânicas tinham ordens de prendê-lo sob acusação semelhante.
É irrelevante que Bush tenha preferido chamar tortura de “método aplicado de interrogatório”, porque simular afogamento de prisioneiro (waterboarding é o eufemismo) para fazê-lo confessar nada mais é do que tortura. Ou “método invertido de suspensão” seria menos condenável do que “pau-de-arara”? Bush autorizou essa prática. O ex-presidente Bush autorizou, o seu vice-presidente Dick Cheney adorou (defende até hoje), o secretário de Defesa Donald Rumsfeld (2) aprovou e o ministro da Justiça/Procurador-geral Albert Gonzalez forneceu um arcabouço jurídico de desculpas (“a Convenção de Genebra não se aplica”, escreveu) para justificar as práticas abusivas. Cadeia para os três.
Tais palavras foram escritas na coluna do jornalista Silio Boccanera, transmitida pela Agência Alô e publicada no JORNAL DA CIDADE (SE), no dia 24 de janeiro de 2009, caderno A-2. O brilhante e muito bem informado jornalista mandou a mensagem de Londres (cidade na qual Dr. Fleming foi cremado em 1955).
Afinal, quem é mesmo ou quem foi Radovan Karadzic (1)? Segundo a revista Veja, edição 2.071, de 30 de julho de 2008, na página 88 consta o seguinte: Internacional – O Assassino que virou guru – Como Radovan Karadzic (1) o carniceiro da Bósnia, se disfarçou numa personificação de bondade – Médico e monstro. (A reportagem é do jornalista Duda Teixeira). As crianças o chamavam de Papai Noel. A barba branca cobria seu rosto e o cabelo era preso no alto da cabeça com um coque. O objetivo do adereço, Radovan (1) explicava às pessoas, era atrair energias vitais (3) do ambiente. O mais surpreendente é que o carniceiro da Bósnia, procurado por crimes de guerra há treze anos, não se contentou em disfarçar-se para não ser reconhecido. Ele forjou uma nova personagem que pretendia ser a personificação da bondade. Bom vizinho, atencioso e educado, ganhava a vida escrevendo artigos e dando palestras sobre bioenergia (3) e auras pessoais. Em um consultório num bairro popular de Belgrado, a capital da Sérvia, oferecia serviços de homeopatia, acupuntura, meditação e medicina quântica. A farsa terminou quando ele foi preso pela polícia sérvia, que deve entregá-lo para ser julgado no Tribunal Criminal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Psiquiatra de formação e poeta de certo prestígio, ele se tornou o chefe da rebelião sérvia contra a independência da Bósnia.
No DVD em que o médico Dr. Luiz Moura (absurdamente cassado pelo Cremerj aos 82 anos de idade e com 57 anos de profissão) dá uma aula humanitária sobre a “Auto-Hemoterapia: Uma Contribuição para a Saúde”, ele fala sobre bioenergia (3) ou energias vitais (3). Vejamos: “Agora depois, só depois o Reich (4) com a bioenergética (3), que deu para explicar o porquê a ventosa curava; porque a ventosa puxava um sangue carregado de energia, subia o potencial de energia acima dos micróbios e a energia que estava sendo usada pelos micróbios, para se reproduzir, era tirada dele, e a ventosa com isso curava a pneumonia. Mas, sem esperar o Reich (4) publicar os livros dele, nos anos 40 do século XX, não se sabia, mas os médicos tinham juízo e usavam a ventosa sem saber disso…
É interessante observar que o Dr. Luiz Moura, além da auto-hemoterapia, no DVD, fala também em ventosa e em bioenergética (3), como sendo terapias que complementam a “terapia oficial”, ou seja, a terapia das multinacionais. No entanto, a terapia com o uso de ventosa, no passado, já foi muito usada no Brasil. Hoje em dia, vários países estão retomando o seu uso, inclusive o Japão. A história da bioenergética (3) é um pouco mais complicada, merecendo vários artigos à parte. Todavia, os psiquiatras e psicanalistas têm conhecimento de sua existência e também devem saber das perseguições por que passou o médico Wilhelm Reich (4), culminando com a sua morte dentro de uma penitenciária, por causa de suas descobertas em favor da saúde humana. Curiosamente, o CFM e a Anvisa proibiram unicamente a prática da auto-hemoterapia e, consequentemente, qualquer pesquisa sobre o assunto. Por que será?
O jornalista Silio Boccanera em seu artigo empurra todos num mesmo balaio. O médico Radovan Karadzic, que é o carniceiro da Bósnia, e as demais ex-autoridades dos EUA. E eles são carniceiros de onde mesmo? A decisão será dos juízes que irão julgá-los. Condenados ou não, as multinacionais continuarão às soltas. Cadeia nelas também. A auto-hemoterapia foi usada no passado, sempre fez o bem. Está sendo usada no presente, não fez mal a ninguém. Será que, ao cassar a profissão de um médico idoso (o caso do Dr. Luiz Moura), será que, ao proibirem pesquisas sobre o funcionamento (vem de fisiologia) da auto-hemoterapia, os “donos” da Anvisa e os médicos do CFM, por acaso não estarão lesando a humanidade? Cometendo um crime de lesa humanidade? E, por conseguinte, um crime contra a humanidade?
Silio Boccanera citou Radovan Karadzic (1). A revista Veja citou Radovan Karadzic (1) e também citou a bioenergética (3), a homeopatia e a acupuntura. Dr. Luiz Moura citou a bioenergética (3), a ventosa, ao nos dar uma brilhante aula sobre a auto-hemoterapia. Será que devemos prender o jornalista Silio Boccanera? Será que devemos queimar a revista Veja? Será que o Dr. Luiz Moura deve continuar cassado? Até quando? Aprisionaram a palavra liberdade! Prenderam a liberdade de pensamento. Prenderam o pensamento! Prenderam a verdade. Aprisionaram a saúde. A saúde está aprisionada.
Elitismo da medicina retarda aprovação da Auto-Hemoterapia
Artigo publicado por Walter Medeiros
A discussão que vem sendo travada de forma acentuada sobre a auto-hemoterapia desde 2007 faz ganhar destaque um tema que é visto, avaliado e considerado por todos, mas que finda sendo evitado na maioria das vezes: o elitismo na Medicina. Os próprios adeptos, defensores e usuários da Auto-hemo fazem observações importantes, ao participarem do fórum de discussão que está se tornando um importante ambiente de auto e mútua ajuda. (veja a discussão no link http://inforum.insite.com.br/39550/ ).
Na opinião do jornalista Evaristo da Veiga, a auto-hemoterapia, por suas próprias características, “não está destinada a ser uma terapêutica de elite, ministrada em instalações de luxo e aplicada a preços exorbitantes”. Por isso, ele diz que vê “com desconfiança a intenção de transformá-la numa especialidade médica”. Explica o jornalista: “Sou a favor do leigo esclarecido e responsável, a mesma perspectiva que o grande Hahnemann seguiu quando criou a Homeopatia, isto é, para ser receitada por não-médicos”. Lembra que no caso da AHT, o remédio está “dentro” do paciente, não necessitando nenhum processamento ou preparo, não havendo, portanto, porque condicioná-la ao receituário de um médico”.
A aplicação da auto-hemo, no entanto, a seu ver deveria ser regulamentada no sentido de que se evite os eventuais acidentes derivados da extração / aplicação do sangue. Considera que “Este é um ponto sensível”. Observa que “A aplicação é mais simples, mas a extração do sangue tem os seus mistérios”, acrescentando: “Digo por experiência própria. Hoje aplico exclusivamente na minha esposa (que é, por sua vez, minha aplicadora), mas já esbarrei em alguns obstáculos nesse processo. Consultei especialistas, enfermeiros, livros, inúmeros sites, e hoje, depois de um ano, posso dizer que cheguei num patamar estável na técnica”.
Evaristo é plenamente a favor de que o maior número de pessoas leigas aprendam a técnica de extração/aplicação, e isso é o mais importante. Mas recomenda “que o façam com total segurança”. Espera a aprovação da auto-hemo por parte dos conselhos e vislumbra um futuro com cursos que formarão “pessoas com certificação para fazer a aplicação segura da AHT”. Adverte que “O que temos que combater é a escalada dos preços da prática” opinando que “Se criticamos a ganância dos laboratórios e dos médicos mercenários, temos que preservar a AHT de tais males”.
SINTONIA
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Plenamente sintonizado com essas idéias, o usuário Arnaldo Ferreira fez referência à aprovação pelo Conselho Federal de Medicina da Medicina Antroposófica, mostrando que “Aprovar a Medicina Antroposófica, que beneficia uma ultra minoria intelectual foi muito fácil para o CFM”, indagando: “Qual o peso econômico disso?” para explicar que “a auto-hemoterapia, que atinge muitos milhares de pessoas é muito diferente, uma vez que o impacto econômico é brutal”
Acrescenta Arnaldo que “a Medicina Antroposófica não ganhou a popularidade da AHT, ficando restrita a uma minoria da elite esclarecida e intelectualizada, não ameaçou assim a poderosa e Bilionária ‘indústria da doença’”. Adianta que no Rio de Janeiro surgem cada vez mais Hospitais moderníssimos, um luxo só, e ressalta que “não gostaria que deixássemos esta chama maravilhosa cair no ostracismo e morrer”. Informa que aplica a auto-hemo desde abril de 2007 e diz que ficará feliz no dia em que fizerem justiça ao Dr. Luiz Moura.
ALTERNATIVAS
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Essas abordagens intensificaram-se quando publicamos artigo mostrando que o Parecer nº 21/93 do Conselho Federal de Medicina, que aprova a prática da Medicina Antroposófica começava afirmando que “Fazer do método científico convencional o único método possível de conhecimento significa renunciar a um conhecimento integral da natureza humana”. Esta afirmação é exatamente o contrário do que diz o Parecer Nº 12/07 do mesmo Conselho Federal de Medicina, que tratou da Auto-hemoterapia, negando-lhe eficácia. O parecer da Antroposofia reconhece ainda que “Acontecem processos que não podem ser compreendidos pelos métodos científicos usados para o conhecimento do mundo exterior”.
Defendemos que diante de todas estas situações, cabe mais uma vez mostrar que o Conselho Federal de Medicina precisa tratar de forma mais objetiva questões que são tão importantes. Elas envolvem a vida das pessoas que precisam de alternativas de tratamento e que se vêem cerceadas no seu direito humano de preservar a própria saúde, devido a este verdadeiro mar de contradições e desencontros em que se transformaram alguns dos seus Pareceres Técnicos. Uma forma digna de sanar essas falhas, seria a reabertura da discussão a respeito da auto-hemoterapia, com a revogação do Parecer Nº 12/07.
ALGO MAIS
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Nesse sentido, o jornalista Evaristo da Veiga também observou que a citada contradição “revela que existe um ‘algo mais’ por detrás do parecer do dia 12 de dezembro último, que cassou o CRM do Dr. Moura”. Discorre que “Os pareceres favoráveis a medicinas alternativas, como a Antroposófica, a Ortomolecular, a Acupuntura, etc. não provêm apenas do fato delas serem meios terapêuticos eficazes e consagrados pelo uso. Os Conselhos os aprovam, mesmo a contragosto, porque trata-se de matéria “difusa”, envolvendo diversas técnicas e procedimentos”. Aduz que “Já com a AHT passa-se algo completamente diferente, pois é um procedimento terapêutico incisivo e pontual, altamente eficaz, e que confronta de forma direta e aberta uma fatia importante do mercado farmacológico de imunomodulatórios e imunoestimulantes, além dos anti-alergênicos (que não funcionam), antibióticos, trombolíticos e outros. Esse é o “x” do problema”. – assevera.
Enfatiza ainda que “é intolerável para as mentes ortodoxas e capciosas dos conselhos, ver o Dr. Moura, inegavelmente um renomado médico, com invejável folha de serviços prestados ao longo de seus 58 anos de profissão, desancar o método científico num DVD que circula entre milhões de pessoas. Assim, o parecer contraditório do dia 12.12 foi um ato político aberto, de represália direta e incisiva, uma espécie de punição exemplar, previamente decidida, pela ‘grave desobediência’ e por expor de forma ostensiva os métodos da medicina oficial à execração pública”.
Pondera que “É claro que isso jamais será admitido…”, mas avisa que “A contradição entre os vários pareceres dos conselhos pode servir de arma eficaz, principalmente em mão de advogados, para fazer valer os direitos do Dr. Moura”. Finalmente, avalia que a pressão popular, derivada da difusão e prática da AHT, que cresce em escala logarítimica, vai fazer toda a diferença. E conclui: “Quando chegar no ponto em que, politicamente falando, os conselhos passarem a ter uma imagem intensamente ruim perante a opinião pública, esse jogo vira”.
Auto-Hemoterapia: NENHUMA LEI BRASILEIRA PROÍBE
“A atitude drástica, injustificada e enviesada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, do Conselho Federal de Medicina – CFM e da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia – SBHH declarando proibida a auto-hemoterapia nos serviços de saúde do Brasil vem se tornado cada vez mais absurda. A cada dia cidadãos de credibilidade e competência a toda prova vêm se manifestando e mostrando ao Brasil que as autoridades da saúde estão na contra-mão da história, com suas decisões arbitrárias.
Somente nos últimos dias alistamos três casos de manifestações importantes sobre auto-hemoterapia: o artigo “A prática da auto-hemoterapia no Brasil”, do Professor Douglas Carrara, Antropólogo; a série de artigos “Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos…”, do Dr. Jorge Martins Cardoso, Médico; e a matéria “Auto-hemoterapia: sem comprovação científica, técnica é aplicada em Araguari”, na qual o Dr. João Batista Caetano, Médico Hematologista diz que a ação de realizar a auto-hemoterapia não é ilegal.
Depois de fazer uma exposição completa sobre a auto-hemtoerapia, o Professor Carrara afirma: “Para concluir, há que reclamar do descumprimento da missão primordial da ANVISA, que objetiva ‘proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso.’”. Segundo o professor, “Além disso tal proibição impede as pessoas de realizarem a livre escolha dos serviços de saúde, infringindo o direito do consumidor (Lei 8078/90).”. Encerando, conclama: “Enfim convidamos os cidadãos brasileiros violentados em seu direito à saúde garantido pela Constituição Federal de 1988 a assinarem o abaixo assinado dirigido ao Presidente da República e ao Ministro da Saúde em http://www.abaixoassinado.org/“.
Em trecho de um dos seus brilhantes artigos, o Dr. Jorge Martins Cardoso assevera que “os médicos Dr. Jésse Teixeira, Dr. Olívio Martins e Dr. Luiz Moura afirmam que a auto-hemoterapia também regula o sistema nervoso autônomo, trazendo benefícios para a nossa saúde. Sendo assim, entre as terapias que podem atuar no sistema nervoso autônomo, dispomos: da acupuntura, da eletroacupuntura, da auto-hemoterapia, da homeopatia e da alopatia (drogas, remédios, fármacos, multinacionais, etc.). (…) Todavia, por enquanto, focalizemos nosso microscópio óptico nessas terapias, conquanto, exceto a auto-hemoterapia e a eletroacupuntura, as demais já são do conhecimento público.” Então ele indaga: “Pensado no seu bolso, no meu bolso, no nosso bolso, qual a terapia mais barata, a de menor custo? E, pensando na sua saúde, na minha saúde, na nossa saúde, qual a terapia mais eficaz e menos nociva?” E explica: “Pois é, simpáticos leitores e muito simpáticas leitoras. É só pensar e escolher, conscientemente, livremente e por que não dizer, o tão em voga, democraticamente…”
Por outro lado, em 22 de janeiro de 2009 o jornal Gazeta do Triângulo publicou a matéria “Auto-hemoterapia: sem comprovação científica, técnica é aplicada em Araguari”, na qual o Hematologista João Batista Caetano, que possui 32 anos de profissão, afirma que a ação de realizar a auto-hemoterapia não é ilegal, somente o será, na medida em que for aplicada em uma farmácia ou em um hospital, visto que para a realização de qualquer procedimento nesses lugares é preciso prescrição médica.” A matéria cita os mesmos textos de lei que a ANVISA usou para alegar que a auto-hemoterapia poderia ser enquadrada como “infração sanitária”, mas que nós já comprovamos que não têm nada a ver, pois “ninguém será proibido de fazer nada senão em virtude da Lei”. Aqui eu mostro mais uma vez que a ANVISA está desnorteada. Por quê ela não apresenta nenhuma norma que afirme a proibição da auto-hemoterapia? A resposta todos sabemos: porque não existe nenhuma norma proibindo a auto-hemoterapia no Brasil. A proibição é, portanto, arbitrária.”
Artigo de Walter Medeiros
Polêmica de Sangue
Cresce uso de terapia experimental que aplica injeções de plasma em lesões.
Uma terapia polêmica e experimental que aplica o sangue do próprio indivíduo para tratar tendões, meniscos, ligamentos e fraturas tem atraído atletas e praticantes de exercícios que sofrem de problemas ortopédicos crônicos…
Façam download da matéria na íntegra…
Publicação do Jormal O GLOBO, caderno de Saúde de 16 de Agosto por André Coelho.
Médicos vendem nome e reputação para estudos de laboratórios farmacêuticos
LIGAÇÕES PERIGOSAS
Publicada em 19/08/2009 às 23h40m
Globo
RIO – Surgem novas evidências de que integrantes de algumas das principais faculdades de medicina dos Estados Unidos estão emprestando o nome e a reputação para trabalhos científicos escritos por ghostwriters (escritores fantasmas) a serviço da indústria farmacêutica. Artigos que são cuidadosamente preparados para ajudar na aprovação e na venda de remédios, como mostra reportagem do New York Times publicada no GLOBO.
Especialistas em ética da medicina condenam essa prática, classificada como um desrespeito ao público. Mesmo assim, diversas universidades têm sido lentas na averiguação das denúncias e na adoção de medidas para deter a prática. Mas ao que tudo indica, elas deverão solucionar o problema o mais depressa possível caso não queiram problemas com o governo.
Semana passada, o senador republicano Charles E. Grassley, que faz parte da comissão que analisa a concessão de fundos públicos para pesquisas médicas, prometeu iniciar uma investigação de conflito de interesses na área médica, começando por pressionar o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para por um fim a essa prática.
A escolha é significativa porque o NIH, que é um órgão federal, avalia e aprova a maior parte das pesquisas médicas nos EUA. E boa parte dos maiores especialistas do país depende de verbas públicas para suas pesquisas.
Adotar ali novas regras para esses procedimentos pode ser uma boa forma de impor limites éticos para os centros de pesquisa.
Só que, como a maior parte das entidades de ensino, o NIH tem se mostrado relutante em abraçar a idéia. Um porta-voz do órgão disse que a responsabilidade por impor limites éticos é das universidades e demais instituições que empregam tais pesquisadores.
- Uma forma de deter essa prática seria punir os verdadeiros autores desses trabalhos – afirma Carl Elliott, professor do Centro de Bioética da Universidade de Minnesota. – Mas os acadêmicos que são cúmplices desses procedimentos nunca são punidos. Até quando isso vai continuar acontecendo?
Recentes descobertas indicam que a prática está disseminada. Dezenas de entidades de ensino médico selecionam trabalhos científicos em acordo com laboratórios farmacêuticos. E a publicação de tais estudos em revistas especializadas tem se mostrado uma importante estratégia de marketing para a indústria dos remédios.
Alegações desse tipo de prática existem há pelo menos uma década, desde o surgimento de artigos científicos sobre a combinação de drogas para emagrecimento conhecida como fen-phen, que foi tirada de circulação em 1997 depois que foi descoberto que ela poderia causar problemas cardíacos. Mas maiores evidências da extensão desse problema começaram a vir à tona só recentemente, graças à revelação de documentos em torno de remédios para aliviar os sintomas da menopausa, feitos pelo laboratório Wyeth.
Fonte: http://oglobo.globo.com
( a matéria na íntegra só é permitida para assinantes do jornal O GLOBO)
Questões para Reflexão: Não confie nos laboratórios!
Esta matéria foi publicada na Revista ÉPOCA – SAÚDE & BEM-ESTAR
02/08/2007 – 12:52 | Edição nº 480
ENTREVISTA:
Não confie nos laboratórios
O ex-executivo da Pfizer diz que as práticas da indústria farmacêutica são ilegais e antiéticas
por SUZANE FRUTUOSO
Escritor sueco Peter Rost tornou-se o pesadelo da indústria farmacêutica. Ele foi demitido do cargo de vice-presidente de Marketing da Pfizer em dezembro de 2005, depois de acusar a companhia de promover de forma ilegal o uso de genotropin, um hormônio do crescimento. A substância era vendida como um potente remédio contra rugas. A empresa teria faturado US$ 50 milhões com o produto em 2002. No fim da década de 90, quando era diretor da Wyeth na Suécia, Rost denunciou também uma fraude na companhia: sonegação de impostos. Ele diz que agora se dedica a escrever o que sabe contra a indústria em seu blog e em livros. No começo do ano que vem, ele lançará Killer Drug (Remédio Assassino), história de ficção em que um laboratório desenvolve armas biológicas e contrata assassinos para atingir seus objetivos. “Mas eu diria que boa parte é baseada em fatos reais”, afirma.
Peter Rost
QUEM É
Médico, ex-vice-presidente de Marketing da Pfizer. Demitido por denunciar práticas ilegais do laboratório. Ganhou US$ 35 milhões no processo contra a empresa
VIDA PESSOAL
Casado e pai de dois filhos, nasceu na Suécia e mora nos Estados Unidos
O QUE PUBLICOU
The Whistleblower: Confessions of a Healthcare Hitman (O Denunciante: Confissões de um Combatente do Sistema de Saúde), lançado em 2006 nos EUA e inédito no Brasil
ÉPOCA – O senhor comprou uma briga grande…
Peter Rost – Eu não. A diretoria da Pfizer é que começou a briga. Eu fazia meu trabalho. Certa vez, presenciei uma ação ilegal e cheguei a questioná-la. Fui ignorado. Quando falei o que sabia, eles me demitiram.
ÉPOCA – Como a indústria farmacêutica se tornou tão poderosa?
Rost – Eles ganham muito dinheiro, cerca de US$ 500 bilhões ao ano. E podem comprar a todos. Os laboratórios se tornaram donos da Casa Branca. O governo americano chega a negociar com os países pobres em nome deles. Como isso é feito? Os Estados Unidos pressionam esses países para que aceitem patentes além do prazo permitido (15 anos em média). Quando a patente se estende, os países demoram mais para ter acesso ao medicamento mais barato. E, se as nações pobres não aceitam a medida dos americanos, correm o risco de sofrer retaliação e de nem receber os medicamentos. Essa atitude é o equivalente a um assassinato em massa. Pessoas que dependem dos remédios para sobreviver, como os soropositivos, poderão morrer se o país não se sujeitar a esse esquema.
ÉPOCA – As práticas de venda da indústria farmacêutica colocam em risco a saúde da população mundial?
Rost – Não tenha dúvida. Basta lembrar o caso do Vioxx, antiinflamatório da Merck Sharp & Dohme retirado do mercado em 2004 por causar ataque cardíaco em milhares de pessoas pelo mundo.
“Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas”
ÉPOCA – Então, não podemos mais confiar nos laboratórios?
Rost– Não, não podemos confiar. A preocupação principal deles é ganhar dinheiro. As pessoas têm de se conscientizar disso. Cobrar posições claras de seus médicos, que também não são confiáveis, pois seguem as regras da indústria. Eles receitam o remédio do laboratório que lhes dá mais vantagens, como presentes ou viagens. É uma situação difícil para o paciente. Por isso, é importante ter a opinião de mais de um médico sobre uma doença. E checar se ele é ligado à indústria. Como saber? Verifique quantos brindes de laboratório ele tem no consultório. Se houver mais de cinco, é mau sinal.
ÉPOCA – Os laboratórios são acusados de ganhar dinheiro ao lançar remédios com os mesmos efeitos de outros já no mercado. O senhor concorda com essas acusações?
Rost – Sim. Eles desenvolvem drogas parecidas com as que já estão à venda. Não necessariamente são as mesmas substâncias químicas. No geral, são as que apresentam os mesmos efeitos colaterais. É por isso que existem dezenas de antiinflamatórios e de antidepressivos. É muito fácil criar um remédio quando já se conhecem os resultados e as desvantagens para o paciente. O risco de falha e de perder dinheiro é muito baixo. Os laboratórios não estão pensando no benefício do paciente. É pura concorrência.
ÉPOCA – É por isso que não se investe em tratamentos para doenças como a malária, mais comuns em países pobres?
Rost – Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas. Os países pobres não podem pagar essa conta. O Brasil é visto pela indústria farmacêutica internacional como um mercado pequeno. Ela se baseia em dados de que apenas 10% dos brasileiros têm condições de pagar por medicamentos. Para eles, esse número não significa nada.
ÉPOCA – Segundo uma teoria, os laboratórios “criam” doenças para vender medicamentos. Isso é real?
Rost – É o caso da menopausa. Sei que as mulheres passam por problemas nesse período da vida. Mas não classifico a menopausa como doença. As mulheres usam medicamentos com estrógeno para amenizar calores e melhorar a elasticidade da pele. Os laboratórios se aproveitaram dessas reações naturais da menopausa e as classificaram como graves. Quando as mulheres tomam os remédios, sofrem infarto como efeito colateral.
ÉPOCA – As práticas ilegais da indústria farmacêutica são piores que as de outros setores, como o de tecnologia?
Rost – Sim, porque os laboratórios lidam com vida e morte. Você não vai morrer se a televisão ou o DVD não funcionarem direito.
ÉPOCA – Não devemos levar em consideração que, hoje, graças à pesquisa dos laboratórios, foi descoberta a cura para várias doenças e há maior qualidade de vida?
Rost – Claro que sim. Os laboratórios fizeram muita coisa boa. Em troca de muito dinheiro.
fonte: http://revistaepoca.globo.com/
ESPECIAIS
• Confira o blog de Peter Rost
OBS: Não espere ver esta reportagem num comercial de remédios…
(mais uma colaboração do Sr. Olivares Rocha e mais uma vez meu muito obrigado! R.)
A Auto-Hemoterapia faz a diferença e avança no primeiro mundo, mas é ignorada no Brasil
A Auto-Hemoterapia faz a diferença e avança no primeiro mundo, mas é ignorada no Brasil
por Marcio Fonseca Mata
O Brasil, ou melhor, as autoridades brasileiras poderiam se interessar mais pelo que está acontecendo na medicina natural no resto do mundo.
A imunoterapia (Auto-hemoterapia), por exemplo, que tem por base o sangue do próprio paciente, continua surpreendendo médicos e pesquisadores nos Estados Unidos. Duas matérias recentes republicadas pelos jornais O Globo e Jornal do Brasil chamam a atenção para essa realidade. Os artigos tiveram destaques nos jornalões The New York Times e The Independent.
A matéria assinada pelo jornalista Jeremy Laurence do The Independent, republicada no Globo, destaca que um homem de 52 anos com melanoma avançado ( forma letal de câncer de pele) foi tratado com sucesso com o próprio sangue.
De acordo com Laurence, o feito foi recebido por especialistas como um significativo avanço do uso da auto-hemoterapia, quando é retirado o sangue do próprio paciente e aplicado imediatamente no músculo do braço ou da nádega. Isso, segundo os especialistas, reforça o sistema imunológico do corpo e combate a doença.
É importante salientar que muitos médicos aqui no Brasil utilizam esse tratamento há mais de 70 anos, conforme relato do renomado médico carioca Luiz Moura em um vídeo disponibilizado na internet desde 2004 e que tem ajudado milhões de brasileiros.
Os pesquisadores americanos revelaram que o homem tinha um melanoma em estágio quatro, considerado o mais avançado, em que a morte acontece poucos meses depois do diagnóstico. O câncer, que normalmente é adquirido por queimaduras do sol, teve início num sinal de nascença na pele e rapidamente se disseminou para um nódulo linfático na virilha e para o pulmão. Mas dois meses de tratamento com o próprio sangue, um exame de ressonância magnética mostrou que não havia mais tumor. Ao fim de dois anos, os médicos fizeram mais uma revisão e o homem permanecia livre da doença. É importante dizer que antes do tratamento com auto-hemoterapia, ele tinha se submetido a uma cirurgia e tomado remédios sem apresentar qualquer resposta positiva ao tratamento.
Para o médico Cassian Yee, responsável pelo tratamento no Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, uma em cada quatro pessoas com melanoma em último estágio apresenta o mesmo tipo de sistema imunológico que o paciente tratado. Para esse grupo, a terapia poderia ser bem sucedida. O Dr. Yee ressaltou que o teste foi feito em apenas um paciente e que mais estudos são necessários.
_ Ficamos surpresos com o efeito antitumoral dessas células e com a duração da resposta_ afirmou o cientista. _ Para este paciente o tratamento foi um sucesso, mas precisamos confirmar a eficácia do tratamento num estudo mais amplo.
O que as autoridades brasileiras deveriam saber é que esse teste foi publicado na revista “New England Journal of Medicine” e descreve a auto-hemoterapia como “uma nova estratégia” que aponta “uma possível nova direção” para diversos tratamentos.
Já o jornalista Alan Schwarz publicou reportagem de página inteira no The New York Times, republicada pelo Jornal do Brasil, destacando a auto-hemoterapia no tratamento de inflamação no cotovelo e de tendinite no joelho para todo tipo de atletas. Segundo especialistas em medicina esportiva, a técnica da auto-hemoterapia é rica em plaquetas, eficaz e fácil de aplicar. Tal constatação foi revelada após o tratamento com o próprio sangue de dois dos maiores astros do super Bowl ( futebol americano). Hines Ward e Troy Polamalu, da equipe do Pittsburgh Steelers, se submeteram ao tratamento após vencer o Super Bowl.
De acordo com a matéria, pelo menos um lançador de beisebol da liga norte-amareicana, cerca de 20 jogadores profissionais de futebol e centenas de atletas amadores já passaram pelo tratamento, ou seja, usaram a auto-hemoterapia com o objetivo de curar seus ferimentos. Segundo os médicos, a técnica ajuda a regenerar ligamentos e fibras do tendão, o que poderia encurtar o tempo de reabilitação e evitar a cirurgia.
Diz a reportagem que a pesquisa sobre os efeitos do plasma rico em plaquetas ganhou um gás nos últimos meses, com a maioria dos médicos alertando para o fato de que estudos mais rigorosos são necessários. Outra corrente de pesquisadores suspeitam que o procedimento poderia se tornar uma linha de tratamento cada vez mais atrativa por razões médicas e financeiras. Aí cabe salientar que esse fenômeno vem se agigantando no Brasil, onde cerca de 12 milhôes de pessoas, segundo cálculos de especialistas, fazem uso da auto-hemoterapia.
Registro o recebimento de centenas de e-mails e telefonemas de pessoas comentando nosso artigo “Mais de 12 milhões de brasileiros fazem auto-hemoterapia” no Pôr do Sol de março, declarando ser usuárias da auto-hemoterapia. Muitas queriam conhecer essa notável terapia que continua crescendo no Brasil e fora daqui. Alguns depoimentos serão inseridos no livro que vai ser lançado brevemente sobre o assunto.
Marcio Fonseca Mata é jornalista e escritor.
Contato: marciofonseca76@hotmail.com
tel. 8737-8779
O Tratamento de Ronaldo quando contundido jogando pelo Milan foi com Auto-Hemo. Confira a matéria acima!
Auto-Hemoterapia: Eficiência Comprovada
O TS – Tampão Sanguíneo (Auto-Hemoterapia) terapêutico possui eficiência comprovada no tratamento da CPPD quando comparado com outras medidas terapêuticas.
Matéria do Centro de Estudos de Anestesiologia e Reanimação – Ano VI – N.19 – Jul/Set 2002






