HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

AUTOHEMOTERAPIA – O impacto médico do século

Certo dia, quando chegou os DVD´s que havia comprado de São Paulo, da série de TV americana ‘Babylon 5′, o professor Ed Garcia percebeu que havia um outro DVD junto daqueles, sem que ele houvesse pedido. Estava escrito a caneta, de tinta azul, no disco: ‘Auto-Hemoterapia: Contribuição para a Saúde’.

Ele, então, ligou para o rapaz de que havia comprado e falou sobre o DVD. O vendedor disse que uma senhora, que contou que aquele filme a tinha ajudado muito e até mudou de vida, pediu para ele fazer 50 cópias daquele vídeo e distribuir, mas a cópia tinha ido parar nas mãos do professor Ed por engano. Como ficaria muito caro mandar novamente o DVD para São Paulo, a cópia ficou em sua casa.

No começo ele não se interessou muito, porém, um dia colocou e assistiu um pouco. No vídeo apareceu um médico, já idoso, chamado Luiz Moura, que explicava o que era auto-hemoterapia, de forma bem simplificada: é a retirada do sangue da veia e aplicação, na mesma pessoa que se retirou o sangue, nos músculos do braço ou nas nádegas.

A compensação para quem faz essa terapia é um estímulo imunológico. ‘É um método facílimo, com custo baixíssimo. Basta apenas uma seringa. O sangue é retirado no momento, não se faz nenhuma técnica com o sangue. E ter uma pessoa que saiba aplicar na veia, para fazer a retirada’, explica Dr. Luiz Moura, no DVD.

O segredo da auto-hemoterapia está nas células chamadas macrófagos, que fazem parte do Sistema Imunológico. São células de defesa, que fazem a limpeza ou comem de tudo: as células cancerosas, os vírus, as bactérias, e até as fibrinas, que é o sangue coagulado. O Dr. Luiz Moura explica que a aplicação do próprio sangue funciona como um ativador de macrófagos.

Quando o sangue é aplicado no músculo, o Sistema Retículo-Endotelial (SRE) o reconhece como um corpo estranho e é rejeitado, assim há o aumento de produção de macrófagos pela medula óssea. ‘A taxa de macrófagos no sangue é de 5%, com a auto-hemoterapia, eleva-se para 22%’, diz o médico. Isso significa, em linhas gerais, que o organismo fica super protegido.

Essa taxa fica nesse valor por cinco dias e depois começa a declinar. No sétimo dia já se normalizou. Por isso, o procedimento deve ser repetido de sete em sete dias. O processo é muito lógico e fácil de entender, com a quadruplicação dos macrófagos, o organismo aumenta quatro vezes também o poder de destruir corpos estranhos como: vírus, células cancerígenas, bactérias, doenças auto–imunes (que é uma reação do organismo quando uma proteína normal é reconhecida como estranha, por exemplo, artrite reumatóide, lúpus, diabete tipo I, vitiligo, esclerodermia, psoríase), inclusive para Aids, pois com o sistema imunológico ativado aumenta as chances de bloquear os efeitos da doença. Quer dizer, para quase todas as doenças, mas principalmente também, como prevenção.

Mudança de vida

 ’Arrisco dizer que salvou minha vida, meu mestrado e meu casamento’, diz o professor Ed Garcia. Por coincidência ao assistir o vídeo, como uma cura quase milagrosa, ele estava com um quadro de paralisia das pernas há alguns anos, mal ficava de pé, as pernas inchavam, a panturrilha empedrava quando ficava sentado por mais de uma hora. Sem contar as cãibras quase o tempo todo. Chegou ao ponto de ficar deitado por seis meses. Ele fazia um tratamento no Crer, mas não estava surtindo efeito. Os médicos achavam difícil que voltasse a andar.

E ele acreditou naquele vídeo, naquele senhor que explicava de forma tão didática, simpática e com entusiasmo o que era, como funciona e o porquê desse método. Passava uma credibilidade e fidedignidade. Ele conta que usa nele mesmo e na esposa, para prevenção ‘Me protege contra o câncer e outras doenças do dia a dia’. Nem as vacinas para gripe para idosos, (ele estava com 79 anos, hoje está com 81), quando o Governo faz as campanhas, ele toma. ‘Com a auto-hemoterapia não preciso nem a minha esposa. Tenho o meu sistema imunológico ativado’. Até dá uma amostra de como é a aplicação, fazendo na própria esposa.

Além do mais, o Dr. Luiz Moura não estava ganhando nada com aquilo. O vídeo era caseiro, feito de forma simples, sem grandes recursos e não estava sendo comercializado. A técnica que ele ensinava também era simples e de baixo custo.

Na segunda aplicação de auto-hemoterapia as pernas do professor Ed desincharam completamente. Hoje, além das pernas não incharem mais, a panturrilha não empedrar e não sentir mais dor, Ed voltou a caminhar, com certa dificuldade ainda. ‘As pessoas tem que entender que não é milagroso, o efeito não é imediato’, diz.

E não é só a aplicação. No caso de Ed, que se consultou com um terapeuta, mudou a alimentação. O terapeuta prescreveu, junto com a auto-hemoterapia: um copo de 200ml de suco de chuchu, três vezes ao dia; meio chuchu, um folha de couve, duas folhas de hortelã, uma colher de mel e um limão. Além de não deixar de fazer a fisioterapia, e ainda começar uma hidroginástica.

Médicos nervosos, pacientes satisfeitos

Uma seringa e um pouco do próprio sangue. Está é a base de uma receita do Dr. Luiz Moura para uma polêmica dentro da medicina. Quando em 2004 foi feito o DVD ‘Auto-Hemoterapia: Contribuição para a Saúde’, a intenção do médico era apenas divulgar a técnica que ele já vinha fazendo há muitos anos, com ótimos resultados e com baixo custo, para que o maior número possível de pessoas tomasse conhecimento. ‘Poderia ser usado em regiões que as pessoas não têm recursos’, coloca o Dr. Luiz Moura.

No boca a boca, através de pessoas beneficiadas pela técnica (como a senhora que fez cinqüenta cópias do DVD pra distribuir), e principalmente pela internet (que pipocam grupos de discussões e comunidades no Orkut sobre o assunto, em que além de se discutir a auto-hemoterapia, há vários relatos de pessoas que utilizam, e o vídeo em sites como o Youtube), a imagem do velhinho simpático falando como retirar o sangue da veia e aplicar no músculo tomou proporções nunca imaginadas por quem produziu o vídeo, muito menos pelo próprio Dr. Luiz Moura.

O fenômeno midiático e a procura pela auto-hemoterapia nas cidades brasileiras provocaram a ira dos médicos, que saíram ao ataque contra a técnica, com argumentos pouco satisfatórios, chegando ao fato de esculachar e zombar, não respeitando os pacientes que se submeteram. ‘É charlatanismo. É efeito placebo’, são algumas definições que se escutam dos ‘doutores’.

Como o Conselho Federal de Medicina (CFM) não reconhece a prática, todos os Conselhos Regionais também não, mas nenhum dá uma explicação plausível. Em nota para a imprensa, o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, justificou que esse método não tem respaldo científico nem eficácia terapêutica, além de expor o paciente a riscos, dependendo das condições em que o sangue é retirado e reaplicado, a pessoa pode sofrer infecções, apresentar hematomas e outras complicações.

A fundamentação

A auto-hemoterapia não foi uma criativa invenção da mente do Dr. Luiz Moura. As bases dele foram dois trabalhos científicos e também seu empirismo clínico. Em março de 1940, o professor Dr. Jessé Teixeira publicou na Revista Brasil – Cirúrgico o trabalho ‘Autohemotransfusão: Complicações Pulmonares Pós-Operatório’. Naquela época a grande dificuldade era as infecções pulmonares pós-operatórias, frutos do éter usado para anestesiar, que irritava os pulmões; daí a grande importância desse trabalho, tanto que foi premiado pala Academia de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Com esse trabalho o Dr. Jessé Teixeira descobriu uma maneira de combater essa infecção pulmonar, retirando o sangue de uma veia da prega do cotovelo do paciente e injetando na nádega. Na pesquisa, ele utilizou o método em 150 pessoas, em diferentes cirurgias, não apresentado nenhuma infecção. E comparou com outras 150, que não usaram a técnica, nas mesmas cirurgias, obtendo 20% de infecções.

Como aquela não era a primeira experiência de autohemotransfusão (o trabalho do Dr. Jessé foi baseado no artigo do Dr. Michael W. Mettenlette, ‘Autohemotranfusion in Preventing Postoperative Lung Complications’, publicado em maio de 1936, no The American Journal of Surgery, em que foram relatados os excelentes resultados do processo, como método preventivo das pneumonias pós-operatórias declaradas), tinha-se uma ‘explicação razoavelmente clara e perfeitamente aceitável’, nas palavras de Dr. Jessé, em seu trabalho, de como funciona. ‘Quando o sangue empregado fora de sua situação normal, no aparelho circulatório, ele se torna uma substância completamente diferente para o organismo’. Assim, o sangue extraído de uma veia e colocado em contato com um corpo estranho (seringa), tem-se sua físico-química alterada. E ao ser injetado no organismo atua como uma proteína estranha.

E não ficou apenas nisso, a maior contribuição do Dr. Jessé Teixeira para a auto-hemoterapia foi a constatação científica do porquê de a injeção do próprio sangue no paciente prevenia e combatia as infecções, estimulando o Sistema Retículo-Endotelial, e conseqüentemente aumentando a produção de macrófagos, as células responsáveis pela defesa. Provocando a formação de uma bolha na coxa de pacientes, passando cantárida, um inseto que transformado em pó é usado na medicina e é irritante na pele. Analisando o conteúdo da bolha, ele verificou que a quantidade de macrófagos era de 5%. Fez o mesmo experimento outras vezes e a taxa continuava a mesma. Depois fez a experiência com a auto-hemoterapia. Após oito horas a taxa estava em 22%, para depois ir decaindo gradualmente, e no fim do sétimo dia voltou para os 5% iniciais.

Após 36 anos desse trabalho, em março de 1976, o Dr. Ricardo Veronesi, publicou na Revista Medicina de Hoje o artigo ‘Imunoterapia: O impacto médico do século’, que nas palavras do Dr. Luiz Moura sobre os dois trabalhos, ‘parece que um foi feito para o outro’. O artigo do Dr. Veronesi não falava especificamente de auto-hemoterapia, mas explicava bem as funções do SRE, ampliando o leque de ações, que na época do Dr. Jessé Teixeira se restringia às infecções causadas por bactérias.

Os estudos em imunologia já haviam avançado muito é se tinha descoberto novas funções para o SRE: limpeza de partículas estranhas provenientes do sangue ou dos tecidos (inclusive células neoplásicas, cancerígenas), toxinas e outras substancias tóxicas; limpeza de esteróides e sua biotransformação (eliminação de hormônios);  remoção de micro agregados de fibrina e prevenção de coagulação intra vascular (previne tromboses e infatos); ingestão do antígeno, seu processamento e ulterior integra aos linfócitos B e T (antígeno que produz a reação alérgica); biotransformação e excreção do colesterol; metabolismo férrico e formação de bilibirrubina; metabolismo de proteínas e remoção de proteínas desnaturadas (anormais); e desintoxicação e metabolismo de drogas.      ‘Respondendo por tantas e tão importantes funções, fácil é de se entender o papel desempenhado pelo sistema RH no determinismo favorável ou desfavorável de processos mórbidos tão variados como sejam os infecciosos, neoplásicos, degenerativos e auto-imunes’, conclui Dr. Ricardo Veronesi sobre a função do SRE. Esse trabalho de imunoterapia se restringia na importância de se estimular o Sistema Imunológico do organismo, mas através de vacinas, já que o Dr. Veronesi era, na época, um dos maiores especialistas nessa área.

Ele descreve o SRE como o principal componente do Sistema Imunológico, tanto que tem maior destaque em seu trabalho. E sua ativação na imunoterapia é fundamental. Essa estimulação produz mais macrófagos, que são as células que fazem a limpeza e destruição de partículas estranhas. É a mesma lógica da auto-hemoterapia. A única diferença é a utilização do próprio sangue. 

Só esses trabalhos ainda não são suficientes para ter uma ‘fundamentação científica’. Mas ainda há outros. Em 1911, F. Ravaute já empregava a auto-hemoterapia em diversas enfermidades infecciosas, dermatoses, em casos de asma, urticária e estados anafiláticos.

O Conselho do Rio de Janeiro (Cremerj), num parecer sobre a prática da auto-hemoterapia, em que condena o uso, não aceita esses trabalhos por serem antigos. ‘Não há na literatura médica recente, ou mesmo antiga (até 20 anos), nenhuma referência que recomende a utilização da hetero ou auto-hemoterapia. Utilizar este tipo de prática para reforçar o sistema imunológico, tratar cânceres ou qualquer outra doença, de qualquer etiologia, não tem absolutamente nenhum respaldo em trabalhos científicos’, diz o parecer.

O próprio Dr. Luiz Moura, no DVD, ressalta a importância e necessidade de se fazer estudos sobre auto-hemoterapia. Em relação a quantidade, o peso corporal, a técnica em crianças e adultos. Porém, esses trabalhos e a prática também geram outras dúvidas: não ficou bem explicado no trabalho do Dr. Jessé Teixeira o motivo do sangue ao ser injetado no músculo estimula o SRE. Em quais doenças que realmente funcionam? Pela função dos macrófagos são várias, mas teria que estudar uma por uma. Pode-se haver casos de pessoas não recomendadas para a terapia? Produz-se algum efeito com o uso contínuo?

Nesse último caso, o Dr. Luiz Moura é o exemplo que não faz mal, pois usa a técnica há 28 anos e tem uma ótima saúde. Ele confirma que os estudos dele vieram todos da prática. ‘Tenho certeza que é uma técnica absolutamente inocente que nenhum mal faz para as pessoas’. Apenas em casos graves ele recomenda que se faça a aplicação toda semana. Em outros, diz para o paciente dar um tempo entre uma e outra. Não por fazer mal, mas para descansar os músculos e veias.

Além da esculhambação da classe médica, os argumentos usados pelo CFM e os Conselhos Regionais são, no mínimo, cômicos. Fala-se que esse método (injetar o próprio sangue) pode oferecer riscos para a saúde, mas não falam quais. Outro ponto engraçado é em relação ao perigo do uso de agulhas e seringas. Esse, então, seria o mesmo risco que qualquer pessoa corre ao se submeter a um exame de sangue ou tomar uma vacina.

Mas o mais importante é sobre os efeitos ou benefícios terapêuticos, que segundo os Conselhos de Medicina e classe médica em geral, não existem. Não há ainda uma pesquisa especifica de auto-hemoterapia, com tudo comprovado. Porém, não se pode ignorar o fato de que várias pessoas estão utilizando a aplicação e estão melhorando, em relação a várias enfermidades.

‘Medicina é a arte de curar. Eu só tenho um compromisso com os meus pacientes: aliviar o sofrimento e se possível curar. E por isso, não respeito os chamados padrões científicos. ‘Isso não posso fazer porque não é comprovado pela ciência’. Para mim, o que comprova qualquer coisa é o efeito do tratamento. Se produz benefícios para o paciente, é um tratamento cientifico. Mesmo que não saibamos quais os mecanismos de ação. Eu uso recursos sejam quais forem para beneficiar os pacientes. Depois, então, tenho uma mente com forte tendência para investigação, não me satisfaço e procuro saber o porque se curou’, conta o seu modo de trabalho Dr. Luiz Moura.

 Por que não há interesse?

O professor Ed Garcia afirma com convicção que auto-hemoterapia é medicina social. Praticamente tendo apenas o custo da seringa. E quando se fala em dinheiro, o social e o humanismo desaparecem, ficando apenas o econômico. Ao perguntar para qualquer paciente que faça aplicações ou para os profissionais que aplicam e prescrevem, por que a classe médica não aprova nem se interessa pelo assunto? Por que não existem pesquisas? Surge um vilão para a auto-hemoterapia: a indústria farmacêutica.

Remédios e medicamentos são boas fontes de lucros. Os laboratórios investem pesado nos estudos e pesquisas de novas formas de tratamentos. E, evidentemente, querem retorno. Essa é a lógica do mercado.  O Dr. Luiz Moura, que dá a cara para bater sem medo, e não é muito querido pela indústria farmacêutica (tanto que quando foi presidente do INPS, hoje corresponde ao INSS, no governo do presidente Emílio Garrastazu Médici, chocou-se de frente com a mesma, o resultado, além de ameaças de atentados, ficou apenas sete meses à frente da instituição), canta a pedra sobre o interesse dos laboratórios: ‘Nem pode haver. Estão certíssimos, só vai dar prejuízos’, fala o médico. ‘Vai vender o sangue dos próprios pacientes?’.

Mesmo não dando para contar com os financiamentos da indústria farmacêutica, ainda há os médicos e as universidades que podem ter interesses. ‘A maioria está comprometida’, continua Dr. Luiz Moura. O marketing feito pelos laboratórios é muito grande. É normal o paciente receber dos médicos, nas consultas, amostras grátis, que são pequenos brindes da indústria aos profissionais.

Mas o lobby não fica apenas nisso. Isso seria muito pequeno. Além dos recursos para pesquisas, já são famosas as acusações do financiamento dos laboratórios para médicos e professores universitários irem a congressos e viajar. Isso com tudo incluso, inclusive podendo levar a família. ‘É um investimento estritamente inteligente’, ironiza Dr. Luiz Moura. ‘Eu faria o mesmo’.

Uma matéria publicada no jornal New York Times, no dia 12/02/2007, de autoria de Stephanie Saul, ‘Médicos e laboratórios farmacêuticos: uma medida para acabar com os conflitos de interesses’, mostra que nos Estados Unidos há grupo de médicos insatisfeitos com essa ‘promíscua’ relação, condenando até mesmo os almoços gratuitos entregues nos consultórios médicos e as canetas com logotipo de laboratórios.

Junto com a Community Catalyst, um grupo de defesa de pacientes, e o Instituto Medicina como Profissão, lançaram o Projeto Prescrição, que será uma campanha nos centros acadêmicos, entidades de médicos, para disseminar essas restrições e basear as prescrições de medicamentos em evidências médicas, não em marketing.

  Pacientes desobedecem médicos

Enquanto a comunidade médica fica discutindo, ou melhor, ironizando a auto-hemoterapia, chamando de charlatanismo, xamanismo, curandeirismo, e outros ismos, e ninguém quer fazer pesquisas nem torná-la aceita pelo CFM; os pacientes, que não encontraram cura nos medicamentos prescritos, continuam procurando as aplicações. E os resultados são fabulosos.

Em Goiânia, o professor Ed tem o seu terapeuta, que também atende outras pessoas. O terapeuta, adepto das terapias complementares, aprendeu sobre a auto-hemoterapia em seu curso de Medicina Biomolecular, e sabe muito bem que não há nenhum risco. Ele diz que qualquer alimento industrializado, consumido diariamente pela população, tem mais chances de fazer mal, por ser um corpo estranho e com muitas substancias nocivas ao organismo.

Mas o terapeuta não é o único. Um farmacêutico que aplica, sem cobrar nada, apenas para ajudar, conta que já são mais de cem pessoas fazendo em sua farmácia. Ele decidiu fazer depois de aplicar em si mesmo, por ter um problema de acne, e ter uma cura que não havia tido com medicamentos.

Já que os médicos estão se escondendo, as pessoas buscam formas de fazerem as aplicações. Além de terapeutas, farmacêuticos e enfermeiras, o mais impressionante é o número de pessoas que faz em si mesmas. Aprende-se a manusear uma seringa e começa a aplicar na família e amigos. Até existe um grupo que toda semana se reúne para a aplicação. A técnica é simples, mas a displicência da comunidade médica faz com que os pacientes corram riscos, por não estarem aptos a retirar o sangue e injetar no músculo.

Essa proibição faz crescer o medo e apreensão. ‘Se ficarem sabendo que eu faço e tem resultados vêm aqui e me mata’, brinca o terapeuta. Porém, essa brincadeira tem um fundo de verdade. Quem faz não quer se identificar. Até mesmo os pacientes não gostam de se identificarem. O farmacêutico se mostrou relutante em conversar. Fica parecendo que estão fazendo algo errado, que faz mal para a população.

Em todo país surgem manifestações, e os Conselhos Regionais tentam perseguir.Em Rondônia, foi vinculado pela imprensa do Estado, que o Conselho de Medicina entrou com uma ação no Ministério Público contra os profissionais de enfermagem que fazem. Em Recife, um médico, Dr. Marcos Paiva, é um dos poucos do Brasil que tem coragem de assumir a auto-hemoterapia. Sem contar, que o Secretário de Saúde de Olinda, Dr. João Veiga, estuda a possibilidade de colocar o método na rede pública de saúde da cidade.

Mas o caso mais famoso é do Dr. Luiz Moura. Desde o final da década de 1970 ele estava aplicando a auto-hemoterapia e ajudando muitas pessoas no Estado do Rio de Janeiro. Ao sair o DVD, também passou a ser perseguido. Uma médica ‘ignorante’, nas palavras do próprio médico, o denunciou ao Conselho do Estado no ano passado. Dr. Luiz Moura teve que se defender para uma banca de 38 médicos, mas acabou sendo fácil, pois os argumentos que a médica usou foram ridículos e preconceituosos. Ele afirmou que o médico estava esclerosado, por causa de sua idade, em palavras populares, ‘estava gaga’. Para isso, ela usou o número de seu registro, 41.690, ou seja, já bem antigo, da década de 1940. No fim, Dr. Luiz Moura venceu a disputa por unanimidade, 38 a 0, e hoje está devidamente autorizado a praticar a auto-hemoterapia no Rio de Janeiro.

 O médico pop

Ao ser informado de que teria que tirar uma fotografia para a reportagem, o Dr. Luiz Moura não aceitou. ‘Por favor não faça isso. Estou adorando a matéria sem nem ter lido ainda. Mas tenho ojeriza por fotos’, disse ele para o fotógrafo. A secretária do médico depois avisou que se ele disse assim nem adianta insistir. O interessante é que ele esta´no vídeo circulando por todo o país.

Louco para alguns ou apenas excêntrico, Dr. Luiz Moura é muito conhecido na cidade de Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, não apenas por causa da auto-hemoterapia, mas também por usar a energia orgônica (de forma simplificada, é a energia que liga a mente ao corpo e a os locais onde essa energia é percorrida, onde há o desequilíbrio ocorre as doenças) para tratamentos. Porém, o que mais impressiona é a máquina que possui, o Cloud Buster ou Rompe Nuvens, que tem o objetivo de se fazer chover, através da energia orgônica.

A energia orgônica é mais recente em sua vida. Já a auto-hemoterapia é desde que era estudante de medicina, em 1943. Seu pai, Pedro Moura, que também era médico, baseado nos trabalhos do Dr. Jessé Teixeira, usava o método nos pacientes que iria operar, e ensinou para o filho também, como retirar sangue e aplicar no músculo. E ele mandava Dr. Luiz Moura aplicar nos pacientes antes das operações, 10 ml de sangue, e cinco dias depois, com o paciente ainda internado, a mesma quantidade. ‘Ele teve uma das menores taxas de infecção hospitalar que vi até hoje’, conta o médico no DVD.

Por cerca de 30 anos, Dr. Luiz Moura usou a auto-hemoterapia em pessoa que fariam cirurgias e também em infecções de acnes juvenis. Em 1976, quando era Diretor-Assistente do Hospital Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro, Dr. Luiz Moura conheceu as novas possibilidades da aplicação.

Quando o Dr. Floramante Garófalo, com 71 anos na época, se queixou de dores nas pernas, que quando caminhava 100 ou 200 metros tinha que se sentar por causa das câimbras, Dr. Luiz Moura o indicou para um angiologista, Dr. Antônio Vieira de Melo. O angiologista, após fazer uma arteriografia, constatou que sua artéria estava entupida, com uma obstrução de cerca de 10cm. Dr. Antônio Vieira de Melo propôs colocar uma prótese de material plástico para substituir as artérias entupidas.

O Dr. Floramante não aceitou isso, e Dr. Luiz Moura propôs tratar com a auto-hemoterapia. Durante quatro meses, de sete em sete dias, O Dr. Floramante levou uma seringa para o Dr. Luiz fazer uma aplicação de 10ml. No fim desses meses, ele não sentia mais nada. O Dr. Antônio Vieira de Melo não acreditou e atribuiu a sua melhora à sugestão, o famoso efeito placebo, a pessoa se convence que aquele tratamento pode surtir efeito e no fim melhora. Feita novamente a arteriografia, constatou-se que não havia mais obstruções na artéria.

Em retribuição, Dr. Floramante presenteou o Dr. Luiz Moura com os trabalhos de Jessé Teixeira (já conhecido dele), e um mais recente, do mesmo ano, 1976, de Ricardo Veronesi. Aquele foi o pontapé inicial para Dr. Luiz Moura passar a fazer auto-hemoterapia em mais casos, pois enquanto no trabalho mais antigo se falava na estimulação do SRE, o outro explicava as várias funções do mesmo.

Famoso pelas curas

Não foi bem uma solução de loucura usar a auto-hemoterapia. Dr. Luiz Moura praticamente fez experimentos, ou como o próprio diz, ‘meus estudos vêm de aplicação prática’, mas não foi irresponsável. No começo, depois que usou a primeira vez no Dr. Floramante, não partiu fazendo aplicações adoidadas. Ainda continuou por mais um tempo no Hospital Cardoso Fontes e houve alguns casos em que os médicos já não tinham esperança. Não havia mais nada a fazer. E ele propôs a aplicação. Como na sua segunda cura, ainda em 1976, de esclerodermia. Um caso crônico. Uma senhora entrou no hospital com a doença já em estado terminal. Esclerodermia é uma doença auto-imune, que deixa a pele da pessoa que nem a de um ‘jacaré’, explica o médico. O doente morre asfixiado. E naquela situação estava ocorrendo isso. Ele fez as aplicações, com doses cavalares, 20ml. Cinco em cada braço e cinco em cada nádega. Um mês depois, a paciente, que estava de cama há oito meses, saiu andando do hospital.

E as curas foram se sucedendo e sua fama se espalhando. Ele também passou a usar em si mesmo, juntamente com sua esposa. Também usou em sua filha, que era estéril, tinha  cistos nos ovários. Começou a fazer as aplicações e seis meses depois não tinha mais cistos, e pode engravidar.

Após vários anos aplicando, apenas no Rio de Janeiro e Visconde de Mauá, de forma anônima, apenas em pessoas que o procuravam para casos gravíssimos, em que nada mais havia como ser feito, Dr. Luiz Moura gravou o DVD, para divulgar esse método para todo país. E virou um astro pop. Consultas com ele são difíceis de serem marcadas. Só há vagas para depois de julho. Mas o objetivo foi alcançado, seja com polêmica e uma boa dose de rebeldia de quem não aceita os diagnósticos médicos, a auto-hemoterapia é uma realidade crescente e não há como a medicina fechar os olhos. ‘Com o tempo, espero que alguns colegas usem, eles serão pressionados pelos próprios pacientes’, falou Dr. Luiz Moura.

Auto-hemoterapia: Sangue que cura
Fábio Mendonça
fonte: http://www.filoterapia.com/redirect.php?ler=357

A prática da Auto-Hemoterapia no Brasil: Não negligencie a HISTÓRIA

A auto-hemoterapia é uma técnica terapêutica com certeza bastante antiga. Trata-se, segundo o Dr. Luiz Moura, de um recurso terapêutico de baixo custo, simples, que se resume em retirar uma determinada quantidade sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o sistema retículo- endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo o organismo. Entretanto a auto-hemoterapia foi proibida pela ANVISA em abril de 2007, apenas porque ficou em evidência a partir de um vídeo contendo uma entrevista com o Dr. Luiz Moura, praticando e defendendo a auto-hemoterapia, veiculada através da Internet a partir de 2004.

Com a matéria do Fantástico da rede Globo, também de abril de 2007, mostrando o interesse da população na utilização da novidade, na verdade, uma prática que existe há mais de 100 anos, as autoridades da área médica se mobilizaram para proibir uma prática que poderia gerar muitos prejuízos para as grandes empresas e laboratórios que não se interessam por práticas terapêuticas passíveis de se tornarem populares e de baixo custo operacional.

O próprio médico Dr. Luiz Moura foi julgado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro em função da entrevista difundindo a técnica, por receitar a auto-hemoterapia e posteriormente absolvido por unanimidade de votos, em 11 de janeiro de 2006 por não constatar ilícito ético-profissional em sua conduta. Por outro lado, a partir da portaria da ANVISA, nem mesmo o Dr. Luiz Moura poderá mais receitar ou praticar a auto-hemoterapia que tantos benefícios trouxeram aos seus pacientes.

Apenas para termos uma idéia do alcance da técnica, vamos relacionar algumas doenças que, segundo o testemunho idôneo do Dr. Luiz Moura obtiveram bons resultados: esclerodermia, asma brônquica, psoríase, doença de Crohn, lúpus, artrite reumatóide, miastenias, miomas e cistos de ovário, púrpura trombocitopênica, acne, ictiose, amigdalites, gota, dermatomiosite, etc. Doenças tratadas complementarmente com a auto-hemoterapia, com resultados surpreendentes, e que vem convencendo as pessoas que assistem ao vídeo pela fidedignidade do relato e a sinceridade manifestada durante a entrevista.

Por outro lado a mais alta e única missão do médico é restabelecer a saúde nos doentes, que é o que se chama curar. Quando um paciente, em estado de atroz sofrimento, procura ajuda médica, seu objetivo é obter a cura para seus males. Desde que sare não lhe interessa saber como nem porque sarou. Portanto, basta que o médico obtenha a confiança legítima do paciente para que o processo de cura se inicie. Se a sociedade o reconhece como médico, e no caso, foi cumprida a principal exigência, a realização do curso superior de medicina, acrescido de mais de 50 anos de clínica. Quanto à escolha do método de tratamento de cada paciente, somente o médico pode decidir ao examinar cada paciente. Em casos extremos, para salvar um paciente em estado grave, todos os recursos são possíveis, ainda que não totalmente conhecidos pela ciência.

Hipócrates dizia que para as doenças extremas os tratamentos extremos são os mais eficazes.

Com a proibição, os maiores prejudicados foram os pacientes, especialmente, aqueles que padecem com graves, enfermidades e que não podem contar com o apoio do sistema de saúde, já que todos os profissionais estão agora impossibilitados de aplicar a técnica, correndo o risco de perder o direito de exercer a medicina. Na história da medicina, ambas as correntes, homeopática ou alopática utilizaram a auto-hemoterapia no tratamento de seres humanos e também de animais. Os médicos homeopatas extraindo o sangue venoso e processando o sangue extraído do próprio paciente como qualquer substância, diluindo e dinamizando para posterior uso interno. Pelo menos, desde finais do século XIX, a corrente alopática vem estudando e aplicando a denominada proteinoterapia, que procura combater as mais diversas enfermidades por meio de injeções de certos tipos de albuminas, leite, sangue e outras substâncias albuminóides, denominada então, terapêutica estimulante não específica, baseada sobre a noção de que o essencial do processo de proteção do organismo na luta contra a enfermidade é uma modificação do metabolismo, uma ativação do protoplasma da célula. Entretanto o embasamento teórico da auto-hemoterapia tem origem em Broussais (1772-1838), segundo o primitivo conceito de irritação e o da teoria da excitação de Virchow (1821-1902), talvez um dos maiores patologistas de todos os tempos. Quando ficou solidamente fundamentada a ação patogênica das bactérias, a partir das pesquisas de Pasteur (1822-1895), a figura mais importante e representativa da bacteriologia, começou-se a aprofundar os estudos a respeito das substâncias tóxicas produzidas pelos microrganismos em geral. Bem depressa se reconheceu que as proteínas de que são formadas as bactérias, podem provocar fenômenos análogos aos desencadeadas pelas toxinas. A verificação desse fato foi o ponto de partida dos primeiros ensaios realizados com o fim de provocar uma reação geral do organismo, mediante a introdução parenteral de substâncias não bacterianas. Os primeiros estudos clínicos desta natureza foram seguramente os de Winternitz (1859-?) em Praga e Von Krehl (1861-1937) em Jena, no ano de 1895.

Uma das primeiras proteínas utilizadas foi o leite de vaca, já esterilizado pelo processo pasteuriano. Graças às necessárias medidas de precaução e de técnica, a injeção parenteral de leite é asséptica. Como conseqüência de tal procedimento em animais, na dose de 20 ml., a temperatura do corpo se eleva de 0,9 a 1,6o. Nas reinjeções, a reação febril era maior. Observou-se também que nos animais tuberculosos o aumento de temperatura era maior do que no são. Além disso, era possível observar nitidamente uma reação local do tecido tuberculoso. Dos ensaios promovidos por von Krehl em animais bovinos, surgiu mais tarde a excitoterapia ou proteinoterapia. Esta consiste em produzir uma ação inespecífica com injeção de albumina, dando em resultado uma reação aguda de todo organismo. Segundo August Bier (1861-1949) a injeção de leite, sangue ou outras proteínas, desde que perfeitamente esterilizado, por via intramuscular, produz uma irritação local, que definia como inflamação curativa.

A reação geral consiste em febre, com seus fenômenos concomitantes, e numa leucocitose às vezes considerável, traduzindo uma reação da medula óssea. Opera-se assim um aumento das forças defensivas do organismo. Os melhores êxitos obtidos com a terapêutica da excitação registraram-se no reumatismo articular crônico. Bem como nas infecções inespecíficas de curso tórpido e nas dermatoses. É de grande importância a dose e o momento da injeção. Vale mencionar também o seu emprego nas afecções oculares de natureza infecciosa, especialmente na oftalmoblenorréia (conjuntivite de natureza blenorrágica) dos recém-nascidos. Foram registrados também notáveis resultados de tais injeções com fins profiláticos (para evitar as infecções em casos de traumatismos por corpos estranhos). Esta terapia está indicada quando as defesas orgânicas são insuficientes. Os diversos estimulantes que se injetam no corpo do paciente funcionam segundo a regra biológica fundamental de Arndt-Schulz de 1898: os estímulos débeis despertam a vitalidade do organismo, os médios a fomentam, os fortes a inibem e os demasiado fortes a eliminam. Assim os estímulos excessivamente fortes fazem com que a célula morra, os estímulos moderados incitam a célula a recuperar o equilíbrio alterado e com isso obter o funcionamento normal. O próprio professor August Bier reconheceu em texto publicado em 1925, que a terapia irritativa de Arndt-Schulz se aproxima da homeopatia fundada por Samuel Hahnemann (1755-1843), colocando no mesmo nível, pela primeira vez na história da medicina, a doutrina alopática da homeopatia. Nesse mecanismo desempenha um importante papel a receptividade do indivíduo como também o tipo de enfermidade que o aflige, já que um indivíduo são reage diferente do indivíduo doente. Assim a incorporação parenteral de albuminas estranhas provoca uma reação parecida com a que produzem as infecções agudas: as células aumentam sua atividade, e da mesma maneira os tecidos locais afetados, aumento dos glóbulos vermelhos e brancos e de todas as funções biológicas, do metabolismo e da diurese, enfim o organismo sofre uma alteração, suas defesas e a formação dos anticorpos se ativam.

Como o principal efeito da auto-hemoterapia é o estimulo do sistema retículo-endotelial esclarecemos que suas principais funções são a limpeza de partículas estranhas ao organismo provenientes do sangue ou dos tecidos (inclusive células neoplásicas), toxinas e outras substâncias tóxicas. Além disso, promove a biotransformação e excreção do colesterol, o metabolismo de proteínas e a remoção de proteínas desnaturadas. Assim respondendo por tantas e tão importantes funções, fácil é de se entender o papel desempenhado pelo sistema retículo-endotelial no determinismo favorável ou desfavorável de processos mórbidos tão variados como sejam os infecciosos, neoplásicos, degenerativos e auto-imunes. No Brasil, a auto-hemoterapia também foi introduzida no início do século XX, porque diferentemente dos tempos atuais, os médicos da época avaliavam as experiências realizadas em outros países. O próprio Prof. Miguel Couto (1864-1934), patrono da medicina brasileira, sabia dos efeitos positivos da injeção de sangue autógeno. Cita inclusive as experiências promovidas por Kitasato e Hehring, publicada em 1890, relativas à imunidade do tétano. Com o sangue extraído da carótida de um coelho realizou-se as seguintes experiências: dois coelhos receberam na cavidade abdominal uma injeção de 2 e de 3 cc. deste sangue. Vinte e quatro horas depois, estes dois animais e dois outros testemunhas foram inoculados com uma cultura do bacilo do tétano (de Nicolaier). Os animais testemunhas morreram tetanizados, enquanto que os dois vacinados com seu próprio sangue continuaram sadios. Experiências análogas feitas com o soro sangüíneo do coelho surtiram o mesmo efeito obtido com o próprio sangue. Na época concluiu-se, a partir de inúmeras experiências do mesmo gênero, que o soro sangüíneo dos animais em condições de imunidade contra uma dada moléstia infecciosa, tem propriedades profiláticas e terapêuticas em relação a essa moléstia, sobretudo se os animais forem da mesma espécie. Sabemos também que o Dr. Jesse Teixeira promoveu experiências no Hospital de Pronto Socorro com 150 pacientes, seguindo sugestão de seu chefe Dr. Sylvio Ávila, a partir de um artigo publicado nos EUA em 1936 por Michael Mettenietter, cirurgião de Nova York. A auto-hemoterapia foi aplicada como profilaxia das complicações pulmonares pós-operatórias, que segundo o autor, eram as únicas existentes na época e consideradas da mais alta valia, podendo ser vantajosamente empregada, quer na cirurgia de urgência, quer nos casos em que o doente pode ser preparado. O próprio pai do Dr. Luiz Moura, Dr. Pedro Moura já aplicava a vacina de sangue, em 1943, quando ainda era estudante de medicina, e seu pai, chefe da enfermaria da Santa Casa.

O próprio Dr. Luiz Moura aplicava na véspera da internação no paciente 10 ml. de sangue e cinco dias depois repetia a mesma aplicação. Ele obtinha na época uma das taxas menores de infecção hospitalar. Entretanto com a descoberta dos antibióticos na década de 40, o uso da auto-hemoterapia foi descontinuado, quando o mais normal seria acrescentar e não substituir. Além do mais os laboratórios que produziam os antibióticos obtinham lucros fabulosos com a venda dos medicamentos e com a auto-hemoterapia não lucravam absolutamente nada… Pelo que sabemos apenas no Brasil a auto-hemoterapia está proibida. Pelo menos no México, Rússia, Estados Unidos ou Alemanha sabemos que utiliza, ao lado de outros recursos terapêuticos, a vacina do sangue ou como se diz em Portugal, o auto-sangue. Quando Beckenbauer pendurou as chuteiras, alegou que atribuía seu desempenho físico à auto-hemoterapia. Antes de cada jogo ele fazia uma aplicação de 10 ml. e atribuía a isso tanto a saúde que tinha quanto a resistência física nos jogos. No Brasil, o médico da seleção brasileira, José Luiz Runco trata lesões em casos de fraturas de difícil calcificação, há vários anos, com injeções de concentrado de plaquetas extraídas do sangue do paciente, na área da fratura. Na opinião do médico essa técnica não provoca efeito colateral ou causa qualquer tipo de rejeição, já que o sangue é do próprio paciente.

Diante da popularidade que a terapia adquiriu a partir da entrevista do Dr. Luiz Moura, a atitude correta e ética das autoridades médicas, da ANVISA ou dos Conselhos de Medicina, seria solicitar que a universidade brasileira promovesse experiências duplo-cego, com avaliação clínica dos voluntários e, em pouco tempo, teríamos a comprovação científica necessária para apoiar ou negar autenticidade à sua introdução nos sistemas de saúde. Entretanto as autoridades da área médica não podem desconhecer as experiências anteriores, inclusive realizadas em países com maior tradição na área de pesquisa da saúde do que o Brasil. O que nos leva a concluir que se trata na verdade apenas de má fé ou de submissão colonizada a interesses extremamente maliciosos. Infelizmente a proibição somente gerou sofrimento e riscos para quem necessita de tal tratamento, já que sabemos que inúmeros pacientes, padecendo de doenças crônicas, vinham sendo submetidas a esse tratamento e agora serão obrigadas a contratar pessoas não qualificadas para extrair o sangue e aplicar a injeção. Porque dificilmente alguém deixará de procurar a auto-hemoterapia em função da proibição, principalmente porque o paciente, ao contrário do que se imagina, possui inteligência suficiente para perceber se um novo tratamento traz ou não benefícios para si mesmo. Especialmente no caso de doenças crônicas, quando o paciente convive anos com determinados sintomas e começa a perceber que alguns deles somente amenizaram a partir do início de um determinado tratamento.

Com a proibição, ocorre algo semelhante que ocorre com a proibição das drogas alucinógenas. A proibição apenas estimula o consumo clandestino e ilegal, favorecendo o traficante que pode vender as drogas com preços extorsivos bem acima do seu custo. Além disso, o que mais tem revoltado os adeptos da auto-hemoterapia é a questão da prevenção do câncer. Ainda que não seja possível provar, é possível estimular o sistema imunológico a destruir as células pré-cancerosas no nascedouro. Com a ativação do sistema imunológico pela auto-hemoterapia podemos impedir a formação de um tecido canceroso, isto é, formado com células anormais. Novamente teríamos contribuído para aliviar o sofrimento de milhares de pacientes e com isso diminuir a produção de equipamentos radiológicos e quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer… Os próprios adeptos da auto-hemoterapia estão se organizando com objetivo de defender e finalmente obter o cancelamento da proibição e introduzir definitivamente a prática da auto-hemoterapia no Sistema Único de Saúde. Olivares Rocha, convencido dos benefícios obtidos com o tratamento praticado em membros de sua própria família, decidiu distribuir gratuitamente uma cópia do DVD com a entrevista do Dr. Luiz Moura e uma apostila completa com 145 páginas sobre todos os dados disponíveis no momento sobre a auto-hemoterapia. Lamentavelmente as novas gerações de médicos não conseguem nos deixar otimistas com relação ao futuro. O episódio ocorrido em São Paulo, quando formandos de medicina invadiram um pronto socorro, gritando e soltando rojões em comemoração pelo término do curso, faz-nos refletir se podemos continuar nos comportando como pacientes passivos diante da insanidade e a hipocrisia que vem acometendo médicos, que, na formatura se comprometem com os princípios do juramento de Hipócrates de abster-se de causar dano ou dor aos pacientes e seguem sua carreira como serviçais dos grandes laboratórios, que, para verificar a venda dos produtos e quem prescreveu, negocia cópias das receitas médicas com as farmácias. Além disso, financia as viagens de médicos que participam de congressos e com isso os médicos receitam o remédio do laboratório que lhes dá mais vantagens. Portanto, nós dentro em breve, teremos que deixar de ser pacientes diante desta realidade e nos organizarmos ativamente diante do comportamento anti-ético de médicos e de laboratórios. Basta analisar o raciocínio simplório de um financista da indústria farmacêutica, numa entrevista ao jornal Herald Tribune em 1o de março de 2003: O primeiro desastre é se você mata pessoas. O segundo desastre é se as cura. As boas drogas de verdade são aquelas que você pode usar por longo e longo tempo.

E, para concluir, há que reclamar do descumprimento da missão primordial da ANVISA que objetiva “proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso. Além disso, tal proibição impede as pessoas de realizarem a livre escolha dos serviços de saúde, infringindo o direito do consumidor (Lei 8078/90).

Matéria publicada em 27-Jan-2009 por Saúde & Lazer

Devido a toda a minha crença, iniciei novos procedimentos com a auto-hemoterapia, por conta própria. Após obter resultados, farei o relato de toda a experiência e reportagem dos resultados.
Espero poder relatar “bons” comentários em breve! Até lá, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos os meus leitores.

O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédio, Mais Ciência

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XIII)
Publicada: 14/03/2009
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Século XIX, início do século XX e parte do século XX – Duas famílias curitibanas de níveis completamente diferentes. A família Requião, bem situada na vida, com berço, posição, categoria. A família Souza Reis, modesta, pobre, humilde, mas com gente de muito talento. Meu pai, jornalista, desde a fundação da Gazeta do Povo, tem, em seu túmulo, uma placa de saudade dos repórteres policiais de Curitiba. Era um homem bom, bom mesmo, mas boêmio. Nunca vi um boêmio que não tenha um coração do tamanho do mundo… Mas irresponsável. Minha mãe se apaixonou por ele, isso em 1912. Curitiba era quase uma vila. Meus pais – Raul de Souza Reis, ela Sylvia Requião Reis.

Oposição do meu avô, Virgilio Requião, homem severo, o machão que mandava e desmandava até nos suspiros dos filhos. Foi contra o casamento, mas ao que parece minha mãe estava mesmo perdidamente apaixonada por meu pai – diga-se de passagem – naquela época era “um pão”. Além de tudo, tocava violão e fazia aquelas serenatas que deixavam minha mãe doidinha e meu avô Virgilio, furioso. Metade da minha vida se foi com Oduvaldo, quando ele morreu no dia 30 de maio de 1972: 37 anos de um grande, grande amor. Casamos no dia 11 de março de 1935.
No dia 2 de março de 1914, nascia a pessoa responsável por uma maravilhosa história, cuja vida merece um livro. O curioso é que o livro já está pronto, pois, o que acabamos de escrever, já foi escrito por Deocélia Vianna, autora de centenas de radionovelas, e do esplêndido livro “Companheiros de Viagem” (Editora Brasiliense S.A., Edição de 1984, 228 páginas).

No dia 4 de junho de 1936, aos 15 minutos, nascia Oduvaldo Vianna (filho) o Vianinha.
Um pouco de Oduvaldo Vianna (o pai): casa, sim, com 19 anos, porque a namorada estava grávida. Um casamento sem amor. Nasceu uma filha, que morreu quando estava com oito meses. Ele deixou a mulher, a quem sempre dava uma pensão, e viajou para o Rio. Ele tinha 22 anos. Isso era 1914, ano em que eu estava nascendo em Curitiba. O que Oduvaldo queria fazer era cinema. “Pensei um dia fazer cinema falado no Brasil. Fui à América do Norte estudá-lo. Voltei. Sabia cinema, de fato. Não sabia nada era do Brasil. Tanto que, nem isenção de direitos para os filmes virgens consegui… Ia prejudicar a Alfandega…” “Assim que todos se reuniam em torno da mesa, começava a discussão. Discussão provocada por D. Abigail (Abigail Maia), que por dá cá aquela palha fechava o tempo. Era um constrangimento total. Oduvaldo, com um sorrisinho meio irônico, me disse: – Eu entendo que você não queira almoçar aqui. Eu faria o mesmo, se pudesse…

Observação do escriba: o escriba já viu esse filme, e o que é pior, já passou por ele, e o que é bem pior, continua passando por ele… Uma certa pessoa sabe muito bem disso… Entenda-se, existem as multinacionais, existem as mini-nacionais e existe a nacional…

- “Amigos íntimos, sempre conosco, o casal Gilda de Abreu e Vicente Celestino. Como era o Vicente? Uma pessoa simples, leal, muito sincera.” – “Foi quem introduziu a novela de rádio no Brasil. Tenho esse crime de consciência.” Ao final ele evidenciou sua desilusão com a profissão de teatrólogo e a alegria com o filho, que vivia da mesma arte. “Hoje, com 75 anos, vejo meu filho fazendo aquilo que sempre quis fazer: viver para o teatro, na eterna busca de uma arte popular, bem brasileira, bem povo.”

Oduvaldo Vianna (o filho), ou seja, Vianinha, trabalhou para a Rede Globo de Televisão e, nos dias atuais, aparece uma vez por semana na telinha da Globo através de uma das suas criações: “A Grande Família”. Espera aí, Oduvaldão. Você vai ver a maior atriz brasileira: Fernanda Montenegro. Sabe que o Vianinha tem razão? Essa Fernanda Montenegro é dessas atrizes que, em cada 100 anos, aparece uma. E a partir dali tornou-se fã ardoroso da Fernanda. Vianinha trabalhava com a Bibi, na TV Tupi. – Meu marido faleceu no dia 30 de maio de 1972, numa segunda-feira. Páginas 208, 209 e 210 – Nosso grande amigo, Dr. Jacob Kligerman, do Instituto Nacional do Câncer, que havia acompanhado a doença do meu filho… No final do ano houve a descoberta do sinal do câncer em outras regiões. A metástase explodiu. A TV Globo rodeou meu filho de todas as atenções e cuidados, financiou sua ida a Houston, nos Estados Unidos. A velha ilusão de que nos Estados Unidos resolvem tudo… Puro engano! Aqui no Brasil, em São Paulo, há médicos tão bons ou talvez melhores que os da América do Norte.

Ainda do livro de Deocélia Vianna, página 212: “18 de março de 1974 – Oi gente boa. Estamos aí aguardando os doutores e as drogas, comendo espaguete e vendo filme de televisão. As dorezinhas incomodando um pouco, mas tudo sem incomodar nada não dá, né? Um beijão.” E na página 213: “mas tem um medicamento que é tranchã, bota pra dentro e a dor some” – “No dia em que chegaram, 29 de março de 1974, bastou olhar meu filho para perceber que ele estava no fim. O “milagre” americano havia falhado”. “Novamente Hospital Silvestre. Maria Lúcia e eu revezávamos ficando cada uma vinte e quatro horas com ele. E ele continuava trabalhando: ditava Rasga Coração…” Na página 214: “com tudo isso ele ainda resolve criar um caso especial: Turma, Minha Doce Turma, que seria o primeiro episódio de um possível seriado. Chamou a Maria Célia para fazer as pesquisas e durante dois meses trabalhou nesse que veio a ser o seu último texto. Entregou ao Daniel Filho no dia 10 de julho, uma semana antes de morrer, e disse: “É o mínimo que eu posso fazer pela Globo”. A Rede Globo deu toda a assistência a Vianinha (…)

Século XXI – dia 03 de fevereiro de 2009 – 3ª feira – 111 anos (1ª página) – Nascida em senzala faz 111 anos hoje. Maria Rita nasceu na fazenda Jericó, em Japaratuba (SE). Sem bolo nem festa, a moradora mais velha do município de Japaratuba, distante 54 quilômetros de Aracaju, completa hoje 111 anos de idade. Filha de uma ex-escrava e um homem livre, Maria Rita dos Prazeres nasceu na senzala da fazenda Jericó, no dia 3 de fevereiro de 1898. Com um vigor não muito comum a uma pessoa que chega a esta idade, Maria Rita guarda na lembrança apenas alguns vultos da sua infância na senzala onde nasceu. Caçula de nove filhos da ex-escrava Maria Elisa dos Santos, cinco mulheres e quatro homens. “Minha mãe trabalhava na casa grande e meu pai era livre, trabalhava na roça”, disse. Vitalidade – “Aos 111 anos de idade, Maria Rita esbanja uma vitalidade de dar inveja a setentonas”. “Mesmo com 111 anos de idade, as idas frequentes a médicos não são uma rotina na vida de Maria Rita”. Vida longa – Para Maria Rita, só existe um segredo para se chegar a esta idade. “Só a graça de Deus para me fazer chegar aqui”, confessou.
Observação do escriba: “Ser humano em primeiro lugar”. “Vitalidade, vida longa”. Estão de parabens o fotógrafo Alberto Dutra e a jornalista Edjane Oliveira, pela matéria publicada no JORNAL DA CIDADE (SE), no caderno B, página 2, dia 3 de fevereiro de 2009.

Segunda metade do século XX – 1965 – Em fins de janeiro de 1965, Nara Leão se afastou do Show Opinião e foi substituída por Susana de Morais. Enquanto isso, o Vianinha entrava em contato quase que diário com Maria Betânia, lá em Santo Amaro da Purificação. Telefonema vai, telefonema vem (a cobrar), a conta do interurbano lá nas alturas e o Vianinha, como sempre, rindo: – Oduvaldo, você tem que ajudar a dramaturgia nacional! E os telefonemas daqui pra lá e de lá pra cá chegaram ao fim com a vinda de Maria Betânia para integrar o elenco do Show Opinião.

Ela chegou com um irmão e os dois foram diretamente para nossa casa no Leblon. A primeira impressão que tive da cantora baiana foi de que era uma garotinha frágil, indefesa, meio amedrontada e até assustada. Tudo errado. Ali estava a Maria Betânia forte, decidida, a cantora que estreou em fevereiro de 65 e, em pouco tempo, conquistaria a Cidade Maravilhosa, o Brasil e o mundo. (Do livro de Deocélia Vianna, página 185).

Início do século XXI – 2009 – Todos nós estamos contentes, em saber que Caetano Veloso e Maria Bethânia nasceram na cidade de Santo Amaro da Purificação. É de se imaginar que a fábrica de chumbo tenha provocado, além de danos no meio ambiente e nas pessoas, também a mudança no nome do município (passou a ser chamado apenas de Santo Amaro). Já não estão escrevendo Brasil, assim… Brazil! Petrobrás, hoje é Petrobras, e ia ser Petrobrax, graças aos multidólares. Pois é, foi lá em Santo Amaro da Purificação, que no início do século XX, nasceu também o médico Dr. Olívio Martins, autor, entre outros, do livro “O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédios e Mais Ciência”. Do livro do médico: página 9 – prefácio – “A convite da “Hora Médica do Brasil”, dirigida por ilustres colegas, fizemos a conferência que agora publicamos, para maior divulgação do poder curativo do sangue, recurso que vem despertando nos portadores de doenças rebeldes a toda sorte de tratamentos, a esperança de uma cura provável. Página 17: Dr. Oliveira Botelho que foi o introdutor do pneumotórax, no Brasil, desprezou este processo, em sua época áurea, para adotar o tratamento da tuberculose pela vacina do sangue, levando sempre ao conhecimento da Academia Nacional de Medicina, os brilhantes resultados obtidos.

No Dicionário de Clínica Médica do médico baiano Dr. Humberto de Oliveira Garboggini (já mencionado em outros artigos), na página 1.433, encontramos: Pneumotórax – presença ou injeção de gás na cavidade pleural. A injeção de ar na pleura (pneumo-artificial) serve como terapêutica na tuberculose. Já estamos sabendo que a penicilina foi o primeiro antibiótico, descoberta do Dr. Fleming. A existência da tuberculose levaria à “descoberta” do segundo antibiótico. O que chama mais a atenção, é o fato de, no passado, ter existido uma terapia para a tuberculose, geralmente desconhecida pela maioria dos médicos atuais. (está registrado no dicionário médico). O que é ainda mais curioso: na “fase áurea” do pneumotórax, o médico Dr. Oliveira Botelho abandona tal terapia, substituindo-a pela vacina do sangue, ou seja, a auto-hemoterapia. Como alertara Dr. Fleming, o uso da penicilina deveria perdurar durante 10 anos, e, alcançado este prazo, a penicilina deveria ser substituída por outro antibiótico. Com a descoberta do segundo antibiótico, direcionado à tuberculose, tal orientação do Dr. Fleming também não foi obedecida. Resultado: o bacilo de Koch, o micróbio causador da tuberculose, ficou cada vez mais resistente, obrigando ao uso de vários antibióticos. E haja dinheiro. E haja resistência bacteriana. E haja ganância…

Página 39: Revitalização (parte VI) – Segundo o professor Bogomelets, “é possível ao homem atingir o termo normal de sua vida – 125-150 anos”. Entretanto, morre-se em média, aos 50 anos de idade, apesar dos esforços da ciência em prol da existência. Página 41: Bogomelets e seus colaboradores russos emprestam notável importância ao tecido conjuntivo, e dizem: “Admitimos que o envelhecimento do organismo começa justamente pelo tecido conjuntivo. O organismo tem a idade de seu tecido conjuntivo. A estimulação de suas funções aumenta o teor de anticorpos no sangue e reforça a resistência do organismo às infecções”.

1ª metade do século XX – maio de 1946 -Seleções do Reader’s Digest – Tomo IX – nº 52 – Artigos de interesse permanente condensados em formato de livro – páginas 1, 2, 3 e 4: Condensado do “Ladies Home Journal” (algo como, Jornal das Donas de Casa). Durante os quinze anos em que veio escrevendo artigos sobre ciência para o “New York Times”, William L. Laurence, detentor do prêmio Pulitzer por suas reportagens de excepcional mérito, teve oportunidade de explicar aos leigos muitos dos milagres realizados por químicos e físicos. Considera a descoberta narrada neste artigo como “mais importante para a humanidade do que a bomba atômica”. O título: “Amanhã poderemos ser mais jovens”. – “Nas esferas médicas, altamente ativas, da Rússia Soviética, chega a notícia de um soro novo e extraordinário, o ACS. Desde a descoberta da penicilina em 1941, nenhum outro “medicamento” despertou interesse tão grande. Composto pelo professor Alexander A. Bogomolets, que dedicou mais de 30 anos ao estudo da velhice… O professor russo citado no livro do médico Dr. Olívio Martins, (Bogomelets) é o mesmo citado na Seleções do Reader’s Digest (Bogomolets). Por isso, a jornalista, o fotógrafo e o JORNAL DA CIDADE estão de parabéns pela reportagem: “Nascida em senzala faz 111 anos hoje”. Foi válida a reportagem sobre uma senhora de idade avançada. Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Betânia tem 101 anos de idade. Alguém já fez a biografia dela? O autor do livro “O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédio, Mais Ciência”, o médico Dr. Olívio Martins, faleceu com idade provecta. A vida dele merece uma reportagem ou quem sabe, até um livro. Auto-Hemoterapia: tudo a ver! Concluiremos o artigo do jornalista William L. Laurence posteriormente.
Primeiros anos do século XXI – No esplêndido livro de um médico sergipano, encontramos historicamente referencia a pneumotórax e ao 1º antibiótico específico para tuberculose. Veremos depois. Bom dia! Até outro dia!

Cuidado com os patrocinadores dos Multidólares (Auto-Hemoterapia)

Este texto é uma reprodução de autoria do Doutor Jorge Martins Cardoso (Médico)
Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XII)
Publicada: 07/03/2009

É preciso que os homeopatas escrevam artigos em jornais contando a verdadeira história da homeopatia, no Brasil e no mundo. As dificuldades, os obstáculos, os sofrimentos, por que passaram. É preciso que os médicos praticantes da acupuntura também tenham a mesma iniciativa. É preciso que se difunda a saúde, pois difundindo a saúde também estaremos difundindo a cultura. E, quando se fala em cultura não podemos nos esquecer da música. Será que também vão prender a música? Todos nós percebemos que a música está sendo desvirtuada. Ou seja, ela também sofre uma espécie de censura subliminar. É a questão do gosto musical. Existe gosto musical e existe bom gosto musical. Será que as multinacionais também mandam na música?… Religião e música nós discutimos muito pouco, mas, cuidado com as emissoras de rádio, cuidado com os patrocinadores e cuidado com as multinacionais. Multidólares!

E no futuro? Como as coisas estão mudando, como os principais personagens estão mudando (inclusive nos EUA), seria de bom tom que os médicos do CFM e os “donos” da Anvisa colocassem as barbas de molho, porquanto podem dar com os costados no Direito Nacional e no Direito Internacional. Cassar a carteira profissional de um médico como o Dr. Luiz Moura, com 82 anos de idade e 57 de profissão, um médico e um ser humano que nunca fez mal a ninguém. Pelo contrário, até hoje só fez o bem. Tanto pessoalmente como profissionalmente. A humanidade está sendo lesada. Proibir a auto-hemoterapia no Brasil, quem sabe, poderá se transformar mais adiante num crime contra a humanidade. A Constituição Brasileira está de olho em vocês. A Convenção de Genebra está de olho em vocês. A Declaração Universal dos Direitos Humanos está de olho em vocês. Quando a maioria dos advogados do Brasil, quando a Ordem dos Advogados do Brasil, se der conta, quando descobrirem que estão sendo enganados, a jurisprudência poderá ser alterada. Ou será que os senhores médicos do CFM se julgam igual a Deus ou mesmo superior a Ele?

Por “acaso”, existe alguma prova científica de que a auto-hemoterapia nunca existiu? Qual? Existe alguma prova científica de que a auto-hemoterapia provoca efeitos colaterais? Qual? Existe alguma prova científica de que a auto-hemoterapia provoca reações adversas? Qual? Existe alguma prova científica de que a auto-hemoterapia já feriu alguém? Qual? Existe alguma prova científica de que a auto-hemoterapia matou alguém? Qual? Se existirem provas podem apresentá-las. Cadê? Se houver mudança na jurisprudência – o que não é muito difícil – a auto-hemoterapia poderá ser legalizada e, em decorrência, poderá levar os senhores médicos do CFM (os novos deuses do mundo), perante o Direito Nacional e Internacional. O jornalista Silio Boccanera será devidamente informado. A propósito, e a luta contra a poliomielite? Como vai? (1) – Radovan Karadicz – o médico e monstro, continua numa prisão em Haia. (2) – Donald Rumsfeld – ex-secretário do desgoverno Bush, envolvido com o aspartame (um adoçante artificial), que envolve o comissário da FDA, Arthur Hull Hayes Jr., que envolve a G. D. Searle & Company, que envolve a indústria farmacêutica, que envolve uma multinacional (consta no livro do jornalista investigativo norte-americano Randall Fitzgerald, “Cem anos de mentira”, páginas 164 a 170, editora Idéia & Ação, edição de 2006, 391 páginas). (3) – Energias vitais, bioenergética ou energia orgônica – a energia descoberta por Wilhelm Reich. (4) – o médico Wilhelm Reich nasceu em 24 de março de 1897 em Dobrzynica, uma aldeia da Galícia – antigo império austro-húngaro. Seus pais: o judeu Leon Reich e Cëcilie Reich. Em 13 de janeiro de 1941, Wilhelm Reich teve uma entrevista com Albert Einstein, para falar sobre o acumulador de orgônio – energia orgânica (3).

No dia 12 de dezembro de 1941, às duas horas da manhã, Wilhem Reich foi arrancado de sua cama por agentes do FBI e levado para Ellis Island onde permaneceu atrás das grades durante três semanas e meia. Em 1947, o FDA iniciou uma investigação sobre o uso do acumulador de orgônio, o qual Reich na época alegava ter utilidade na terapia do câncer, mas não na sua cura.

Ainda em 1947, o FDA abriu um inquérito contra ele, que se prolongou por vários anos. No ano de 1954, o FDA declarou a inexistência da energia orgônica e impetrou um processo de evidente interesse político, inserindo Reich na recém iniciada lei da “caça às bruxas”, proposta pelo senador MacCarthy. Em 23 de agosto de 1956, suas obras foram queimadas no Maine e em Nova Iorque. Muitos dos seus manuscritos inéditos desapareceram. O não comparecimento de Reich aos tribunais levou-o à condenação por desacato à autoridade e a ser sentenciado a dois anos de encarceramento, bem como à proibição de todos os seus escritos. Em 11 de março de 1957, Reich foi recluso na penitenciária federal de Lewisburg, na Pensilvânia. Desde o início do ataque pelo FDA em 1947, até 1957, Reich foi forçado a despender grande parte do seu tempo e energia com assuntos legais. Em 3 de novembro de 1957, Reich apareceu morto em sua cela, vítima de um ataque cardíaco. Atendendo a um pedido de Wilhelm Reich (feito quando ainda era vivo), em novembro de 2007, os escritos lacrados (feitos na prisão) foram abertos ao “público”. Em dezembro de 2007, o médico carioca Dr. Luiz Moura, tem o seu registro cassado pelo Cremerj. O nome Reich é citado no DVD do médico carioca Dr. Luiz Moura, e na internet pode ser encontrada longa referência.

Assim temos: Dr. Wilhelm Reich, médico, perseguido, preso e morto numa penitenciária (FDA + Multinacionais); Dr. Radovan Karadicz, médico, perseguido e preso (FDA? + Multinacionais?); Dr. Luiz Moura, médico, perseguido e cassado (CFM? Anvisa? FDA? Multinacionais?); A Auto-Hemoterapia continua proibida. Por quê? Cadeia no PFL! Bom dia! E até outro dia.

Detalhes de uma madrugada SÓRDIDA


Essa madrugada foi um caso sério. Tive a oportunidade de experimentar vários fatos em um curtíssimo espaço de tempo e para bem ou para mal, sei que os superei ou não estaria aqui falando sobre eles agora!

Sorte ou má sorte, porque não gosto definitivamente do nome ”azar”. Traz “azar”! (RS) Já faz 4 dias desde a última aplicação da auto-hemoterapia. Isso significa que estive no ápice e agora está caindo a imunidade. O organismo está mais indefeso aos ataques quaisquer, não só externos. A própria disposição física e mental se altera com a mudança de todo o seu metabolismo… O psíquico é uma Maria vai com outras… Acreditem ninguém escapa!

Mas incontestavelmente minha percepção acerca dos acontecimentos alheios a mim estão mais sensíveis, mais claros, eu diria. Não fosse a protagonista desses episódios, eu juro que seria astro de cinema. Vamos entender assim, contos de ficção é meu mais novo atributo, antes que o manicômio se torne uma realidade! Hipótese com certeza já foi o pensamento de alguém à meu respeito! (RS) Como culpá-los?

Passei o dia sem querer olhar o meu rosto no espelho. Usei uma segunda pele toda bege, do pescoço aos pés e usei um vestido longo por cima. Estava composta! Era o suficiente para minha filha não criticar e/ou ter “vergonha” de mim… Com o raciocínio já semi dopado por drogas artificiais industrializadas para controlar a pressão, para controlar a quantidade de líquidos retida no organismo, para controlar a ansiedade, etc. e tal não escapei de um antibiótico que minha mãe me fez engolir a força e ainda disse que era pra tomar de 8 em 8 horas. Só tomei aquele e sob pressão. Faz 8 meses que aboli qualquer antibiótico do meu organismo, qualquer um… Já usei de todos e só me deram efeitos colaterais que não pagaram o preço das tentativas de benefício qualquer. Bem, sou uma garota asseada, então não podia escapar do banho. Bendita hora! Tive que me olhar no espelho e pior, observar parte por parte, limpar e cuidar de detalhe por detalhe. OK! Boas e más notícias. Na última semana estive administrando 6 novos abscessos; 3 nas axilas e 3 na genitália. Escore do dia: um da genitália regrediu e desapareceu sozinho, os outros dois supuraram e estavam regredindo tendendo a desaparecer também. Na axila, dois eu já havia furado e espremido retirando o excesso da purulência e estavam regredindo também. MAS, como estava tudo indo bem demais… Havia este que estava tomando desde a axila até meio do braço. Comprido, tomando toda a extensão do músculo sem um único furinho… Lindo, vermelho, grande, alto e doendo demais, pulsando… Já não sentia meu braço, só a dor!

Bem, a doutora se recusou a abrir uma incisão no Tito cujo me dizendo que a inflamação estava muito grande. Que mesmo para qualquer cirurgia seria necessário aguardar que ele desinflamasse; o que seria necessário me ministrar antibióticos e aguardar para ver se os efeitos agiriam como DEVERIAM, mas que nunca aconteciam… Infelizmente, a maioria dos antibióticos nunca me trouxe nenhuma melhora com referência a HS! Lástima! Também acho. Mas contra fatos não há argumentos, então… Vamos lá!

Em meio a minha insanidade mental, já era quase fim de tarde, já havia escurecido aqui. Havia terminado o banho também. Estávamos somente eu e ele, o mundo parecia ter desaparecido. Muni-me de uma tesoura e me disse: Isso é só CARNE e eu sou mais que isso. Nossa! Pena que eu não tinha nenhum anestésico. SACANAGEM. Apoei o braço numa posição adequada, observei a direção do comprimento das fístulas internas, meti a tesoura e cortei. Bastou que a lâmina saísse da carne para que a purulência começasse a jorar… Fiquei com a mão em concha embaixo do braço como que apreciando aquilo, até minha mão se encheu e começo a derramar. Aquele líquido esverdeado, nojento… Aquilo podre estava dentro de mim. Era só o que eu conseguia pensar enquanto via aquela cascata de gosma esverdeada cuspir aos pulos de dentro do meu braço… Eram uns 3 grandes buracos interligados internamente por fístulas criando uma rede de comunicação abaixo da derme sob a musculatura. Parecem inteligentes né?

Cheguei numa situação então difícil de administrar sozinha. Gritei por socorro! Quem sobrou? A caçulinha daqui de casa, que por Deus, também tem bons conhecimentos na área de saúde. Ela costumava, antigamente, a auxiliar as cirurgias da doutora e também tem excelentes dons para enfermagem! Eu chamo isso de “sorte grande”! A minha, claro!

- GALEGAAAA! Corre que preciso de ajuda!

Lá vem ela doidinha! – Você acabou de enlouquecer foi? Quer que eu te coloque num hospício?
- Só quero que você acabe de espremer tudo que puder e tire isso de mim, o corte já está feito, você pode?

- Deve tá doendo pacas. Você vai agüentar que eu esprema?

- Arranca! Eu emito qualquer som se eu não tolerar a dor. Certo?

- Tudo bem! O pior você já fez mesmo, mas não acho que você vá suportar. Me diga quando doer muito que eu paro. Deixa primeiro eu limpar isso tudo aqui antes que acabe de infeccionar mais do que pode…

Foram duas toalhas para limpar tudo e muito algodão com bicarbonato de sódio e iodo para desinfetar a área. Então eu fechei os olhos, pendi a cabeça para o lado contrário e REZEI.

-Senhor, sinto-me uma leprosa, apodrecendo por dentro, sinto a deterioração dos pedaços que compõe essa matéria que me serve de moradia temporária. Mas preciso dela para cumprir o que foi designado, mesmo sem consciência ao certo de sabê-lo. Apenas sinto essa enorme certeza! Minha consciência ainda é por demais ligada a essa matéria, mas permita-me com o auxílio da tua misericórdia desligar-me e tolerar pacientemente os ajustes, certa que a eternidade é o tempo disponível para os reajustes… Auxilia-me nesse percurso se assim for possível. Obrigada por tudo! Amém.

Bem… Seria hipocrisia dizer que não doeu. Mas enquanto a “galega” espremia e mexia daqui e dali, eu ainda ficava me recordando de um livro que li há uns 10 anos atrás que se chamava “Hipnocibernética”… Inclusive vou procurá-lo para lê-lo novamente… Eu não emiti nenhum som… Era como se estivesse cochilando ou tivesse sido dopada. Sentia como beliscões leves e ouvia minha irmã gritar toda vez que uma quantidade volumosa da secreção entrava em erupção. Resultado que a quantidade da purulência drenada foi de quase 700 ml do meu braço ( o equivalente a 3 copos) … Desinchou um bocado, com certeza! (RS) Ela só parou quando começou a escorrer SANGUE…

Creio que esse processo todo durou cerca de 3 a 4 horas de relógio. Coitadinha de minha irmã! Foi-me um anjo! Apesar das broncas e dos sermões que tive que escutar CALADA! (RS)

Quanto a DOR! Acho que de tão grande ela toma conta de você e se torna sua própria anestesia. Do contrário seu cérebro apaga. Isso mesmo, o desmaio! É uma defesa automática do organismo em situações que ele acredita não suportar. Eu não desmaiei. Mas meu esforço para me desconcentrar drenou todas as minhas forças. Suei muito e adormeci depois sem qualquer entorpecente! A DOR lhe suga todas as forças. É impressionante!

Não sei por quantas horas fiquei apagada. Talvez 10 horas seguidas… Bem… O show tem que continuar, para todos! Quando abri os olhos, olhei logo para o braço. Ele ainda estava lá e eu já podia movê-lo sem dor… Então é hora de tomar um banho, acordar para a vida que espera e tentar com motivação superar TUDO que as horas seguintes prometem trazer como experiência…
tic tac tic tac tic tac
Por Roberta Achy

verdades INCONVENIENTES

Essa matéria mostra claramente porque é tão difícil ir em busca de resultados satisfatórios para os portadores de chagas “incuráveis”, tanto quanto porque a terapia da “Auto Hemo” ainda será tão preconceitualizada… Triste, mas é VERDADE!

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ESCOLHAS

escolhas

 “A coisa mais difícil de aprender na vida é qual ponte precisamos atravessar e qual devemos Queimar.”
daniel.rn2008

É a velha questão do livre arbítrio. Você sempre terá opções. Você tem que fazer “escolha” e arcar com as conseqüências dela. Isso se chama responsabilidade sob suas ações, ter o discernimento em sua consciência do que se passa no crivo da sua razão. É o que lhe torna juiz dos seus próprios atos. ESCOLHA.  Não é uma tarefa fácil! É a forma mais simples de se ver a aplicação concreta, palpável, visível da “Lei de Causa e Efeitos” que rege nossas vidas.

Nada fica oculto por muito tempo. A verdade se desembrulha dos véus do tempo, no tempo certo. A verdade é sempre única e absoluta. Relativo são as nossas interpretações a cerca dela. Cada um, mais uma vez, escolhe como quer enxergar a vida e o que fazer dela.

Um dia eu estava bem baixo astral. Isso foi há uns 3 anos atrás eu acho. A HS já havia se manifestado a todo vapor há algum tempo apesar de eu não ter tido, naquela época, o diagnóstico prescrito por um Doutor, por assim dizer. Mas o fato é que eu estava mal. Muitos antibióticos que não traziam resultados, muitos efeitos colaterais, e a vida social, profissional, pessoal e emocional completamente abalado. Meu ex-marido se dirigiu a mim e disse: – Tenho pena da HS agora. Então eu questionei sem entender onde ele queria chegar! Ele disse novamente: – É que a HS não tinha cura até agora, mas ela veio parar na pessoa errada. Agora ela vai ser desvendada, porque você vai encontrar. Ela já era!

Eu me senti tão grande… E percebi o tamanho da injeção de energia positiva que ele mandava para mim. Ele acreditava em mim mais do que eu mesma. Mas isso me fez tomar decisões e rumos que eu jamais havia sequer me questionado anteriormente. Vencer a vergonha, o medo e a dor não teriam sido tarefas fáceis, se eu não tivesse tido o suporte emocional que me foi necessário para superar diversas situações.

O mundo inteiro me reportava informações confusas e de referência pouco creditáveis. Fui buscar no meio científico o que havia de conhecimento responsável dentro da área de saúde. Abstracts Médicos, pesquisas científicas, casos ainda em estudo, relatos de casos, comunidades de portadores, absolutamente tudo que rondasse a respeito da Hidrosadenite Supurativa (Hidradenitis suppurativa), HS para os íntimos, a fim de entender melhor o que eu estava vivendo. Deparei-me com estudos de casos titulados: “Hidradenite supurativa, uma doença abjecta”. Esclarecendo os termos, para os que não entendem a palavra do nosso vocabulário português “abjecção”, bem, ela expressa o estado de uma excessiva baixeza moral. Descobri então que a doença não é tão rara assim, mas os registros dela sim. Um dos grandes tabus a se vencer nessa constante batalha do portador é a “vergonha” de se expor, o que contribui para dificultar um diagnóstico mais precisa e rápido, entre outros fatores de igual importância.

O resultado da ausência de registros gera a falta de interesse e INVESTIMENTO para um antídoto. Diante desse fato, mais do que real, a minha busca foi experimentar o que fosse concebível sob meus julgamentos as possibilidades que eu tinha para administrar o que quer que fosse a tal HS…

COBAIA DAS MINHAS ESCOLHAS. Isso mesmo! Adquiri o conhecimento necessário do que precisei e resolvi testar o que e como funcionava em mim. Não sou médica, não sou cientista, sou portadora de uma chaga e não sou burra. Sei descrever exatamente o que sinto, como sinto, o que faço e meu estado mental AINDA é socialmente normal sob a avaliação de qualquer psicoterapeuta…

Quando apoio e divulgo a Auto-Hemoterapia, estou simplesmente dando o meu testemunho de vida sob os resultados que essa técnica me trouxe. Não tenho vínculo de qualquer espécie nem sob qualquer circunstância com ninguém, nem qualquer entidade. Reporto o que vivo e o que adquiri de conhecimento ao longo dos últimos 5 anos com o único propósito de ajudar outros portadores da mesma forma que recebi auxílio quando dele necessitei. Trata-se primeiramente de uma questão de “humanidade”, depois julguem os senhores da forma que melhor lhes convier…

Meu lado sentimental entrou em conflito quando me deparei com uma matéria onde vários adeptos do movimento que difama a prática da auto-hemoterapia me classificam como uma charlatã. Meu suposto envolvimento e apoio a Campanha do Dr. Luis Moura e a difusão de uma série de fatos que resolvi expor ao conhecimento público tornaram-se o estopim de uma rede de intrigas que mais se assemelha a uma novela. Pensei comigo mesma: – Que roteirista pobre! Acho que foi nesse instante que pude, talvez, de longe avaliar 1/3 da decepção que o Senhor Doutor Luis Moura deva sentir ao ver sua contribuição para a humanidade tão manipulada e distorcida ao bel prazer de interesses vis.

O Dr. Luis Moura jamais me prometeu a cura para a HS. Aliás, em seus estudos não há a reportagem de um único caso de cura de um portador de HS através do uso da auto-hemoterapia. Foi-me informado através de contatos que fiz da melhora de determinados sintomas devido ao aumento da minha taxa imunológica. Nada mais me foi prometido. E de fato, com o tratamento que venho executando obtive pelo menos 90% de melhora visível em minha qualidade de vida, muito embora não tenha sido a cura. O que não significa necessariamente que essa prática não seja a cura para outras tantas enfermidades que existem…

Vi um comentário na revista Época (GLOBO) fazendo referência a algo que postei sobre a HS. Foi reconfortante para o meu EGO saber da aderência e da credibilidade de alguns pelo menos aos meus relatos. O meu muito obrigado pela cautela no julgamento á credibilidade dada ao que se refere a mim. O meu apoio e divulgação da Auto-Hemoterapia são devido à experiência que vivencio e espero tão somente com isso dar a minha parcela de contribuição á humanidade.

 Como diria Gordon Livingston: “Tudo que conheço são os meus sentimentos e a minha esperança.”

Aos incrédulos e maquiavélicos eu deixo uma história que me foi transmitida muito interessante sob certo ponto de vista… Trata-se dos 3 últimos desejos de ALEXANDRE O GRANDE:

1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata, ouro, e pedras preciosas;
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou:

1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Pensem nisso! A forma como você vê o mundo pode mudar a sua vida!

Solidão Hereditária

Comportamento:
Solidão Hereditária

solidao

GENÉTICA EXPLICA POR QUE OS SOLITÁRIOS SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A INFLAMAÇÕES E DOENÇAS NO SISTEMA IMUNOLÓGICO

Imagine que hoje você acordou sentindo dores no corpo. Ou então que está com uma infecção que não sara há mais de mês. Você vai ao médico, e ele, antes de fazer o exame, pergunta: “Você se sente sozinho?”. Soa estranho, mas pode acontecer nos próximos anos. Cientistas americanos descobriram que os genes ligados ao sistema imunológico e à inflamação de tecidos são mais ativos nas pessoas cronicamente solitárias, aquelas que não conseguem manter laços estreitos em suas relações.

A equipe do pesquisador Steven Cole, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, avaliou o nível de interação social de 14 voluntários por meio da Escala de Solidão, um sistema de pontos criado na década de 1970. Feito isso, descobriu que os mais tímidos tinham uma atividade extra dos genes ligados à produção de inflamações.

Essa nova descoberta prova que o padrão molecular de indivíduos socialmente isolados é diferente do das pessoas cuja rede social é fortalecida. O que os cientistas levantaram é que a solidão é capaz de deixar marcas no nosso organismo. “O isolamento social pode causar um impacto biológico ao afetar alguns de nossos processos internos básicos mais importantes”, afirma Cole.

Faz tempo que estudos da solidão mostraram que pessoas sozinhas têm mais tendência a doenças cardíacas, infecções virais e inflamações, mas acreditava-se que isso estivesse ligado a fatores externos, como a falta de assistência física e econômica. Agora, com a descoberta dessa alteração na expressão genética, Cole acredita que os médicos vão poder refletir sobre a eficácia de terapias no tratamento da solidão com muito mais precisão.

Fonte: Revista Galileu (colaborou: Mariana Romão)

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… A Saúde está aprisionada!

Publicada: 28/02/2009
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Do telefone principal de Londres (cidade onde Dr. Fleming faleceu em 1955), o escriba recebeu uma mensagem secreta que só agora passa para as simpáticas leitoras e os simpáticos leitores. Cadeia para Bush. George Walker Bush devia se preso. Julgado primeiro, claro, porque não se pretende privá-lo de direitos, como ele fez com outros. Sobretudo os torturados pelo mundo, porque o governo dele decidiu aplicar força bruta para extrair informações de prisioneiros, em nome da segurança nacional. Exatamente como faziam – e justificavam – os torturadores do DOI-CODI na época da ditadura militar brasileira.

Difícil acontecer? Nem tanto. A detenção de Augusto Pinochet em Londres, dez anos atrás, foi um precedente importante no Direito Internacional. Criou jurisprudência, para autorizar a prisão, em qualquer país, de quem seja acusado de crimes contra a humanidade. O velho ditador chileno escapou da Justiça (no caso, o pedido de um juiz espanhol) porque as autoridades britânicas julgaram que ele estava doente e sem controle de suas faculdades mentais (rapidamente recuperadas quando ele retornou ao Chile, mas isso é outra história).

O fato de que os EUA não reconhecem o Tribunal Internacional de Haia pode ser um complicador, mas não impedimento para julgar o ex-presidente fora de seu país. Assim ocorreu com o sérvio Slobodan Milosevic (que morreu de infarto na prisão, enquanto era julgado), com o seu compatriota Radovan Karadzic (1) (ainda preso em Haia e sob julgamento), e com o liberiano Charles Taylor e os responsáveis pelo massacre de tutsis em Ruanda.

Tem gente de olho em Robert Mugabe, do Zimbábue, para pegá-lo na mesma rede. O ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, já evita certas viagens com medo de captura por crimes cometidos no Chile, com seu beneplácito, na época em que servia ao governo Nixon. O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, em coma num hospital, já viajava com cuidado para não ser detido fora do país, acusado de crimes de guerra. Dois anos atrás, um general israelense evitou desembarcar em Londres de um avião da El Al (território soberano de Israel), quando lhe informaram que autoridades britânicas tinham ordens de prendê-lo sob acusação semelhante.

É irrelevante que Bush tenha preferido chamar tortura de “método aplicado de interrogatório”, porque simular afogamento de prisioneiro (waterboarding é o eufemismo) para fazê-lo confessar nada mais é do que tortura. Ou “método invertido de suspensão” seria menos condenável do que “pau-de-arara”? Bush autorizou essa prática. O ex-presidente Bush autorizou, o seu vice-presidente Dick Cheney adorou (defende até hoje), o secretário de Defesa Donald Rumsfeld (2) aprovou e o ministro da Justiça/Procurador-geral Albert Gonzalez forneceu um arcabouço jurídico de desculpas (“a Convenção de Genebra não se aplica”, escreveu) para justificar as práticas abusivas. Cadeia para os três.

Tais palavras foram escritas na coluna do jornalista Silio Boccanera, transmitida pela Agência Alô e publicada no JORNAL DA CIDADE (SE), no dia 24 de janeiro de 2009, caderno A-2. O brilhante e muito bem informado jornalista mandou a mensagem de Londres (cidade na qual Dr. Fleming foi cremado em 1955).

Afinal, quem é mesmo ou quem foi Radovan Karadzic (1)? Segundo a revista Veja, edição 2.071, de 30 de julho de 2008, na página 88 consta o seguinte: Internacional – O Assassino que virou guru – Como Radovan Karadzic (1) o carniceiro da Bósnia, se disfarçou numa personificação de bondade – Médico e monstro. (A reportagem é do jornalista Duda Teixeira). As crianças o chamavam de Papai Noel. A barba branca cobria seu rosto e o cabelo era preso no alto da cabeça com um coque. O objetivo do adereço, Radovan (1) explicava às pessoas, era atrair energias vitais (3) do ambiente. O mais surpreendente é que o carniceiro da Bósnia, procurado por crimes de guerra há treze anos, não se contentou em disfarçar-se para não ser reconhecido. Ele forjou uma nova personagem que pretendia ser a personificação da bondade. Bom vizinho, atencioso e educado, ganhava a vida escrevendo artigos e dando palestras sobre bioenergia (3) e auras pessoais. Em um consultório num bairro popular de Belgrado, a capital da Sérvia, oferecia serviços de homeopatia, acupuntura, meditação e medicina quântica. A farsa terminou quando ele foi preso pela polícia sérvia, que deve entregá-lo para ser julgado no Tribunal Criminal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Psiquiatra de formação e poeta de certo prestígio, ele se tornou o chefe da rebelião sérvia contra a independência da Bósnia.

No DVD em que o médico Dr. Luiz Moura (absurdamente cassado pelo Cremerj aos 82 anos de idade e com 57 anos de profissão) dá uma aula humanitária sobre a “Auto-Hemoterapia: Uma Contribuição para a Saúde”, ele fala sobre bioenergia (3) ou energias vitais (3). Vejamos: “Agora depois, só depois o Reich (4) com a bioenergética (3), que deu para explicar o porquê a ventosa curava; porque a ventosa puxava um sangue carregado de energia, subia o potencial de energia acima dos micróbios e a energia que estava sendo usada pelos micróbios, para se reproduzir, era tirada dele, e a ventosa com isso curava a pneumonia. Mas, sem esperar o Reich (4) publicar os livros dele, nos anos 40 do século XX, não se sabia, mas os médicos tinham juízo e usavam a ventosa sem saber disso…

É interessante observar que o Dr. Luiz Moura, além da auto-hemoterapia, no DVD, fala também em ventosa e em bioenergética (3), como sendo terapias que complementam a “terapia oficial”, ou seja, a terapia das multinacionais. No entanto, a terapia com o uso de ventosa, no passado, já foi muito usada no Brasil. Hoje em dia, vários países estão retomando o seu uso, inclusive o Japão. A história da bioenergética (3) é um pouco mais complicada, merecendo vários artigos à parte. Todavia, os psiquiatras e psicanalistas têm conhecimento de sua existência e também devem saber das perseguições por que passou o médico Wilhelm Reich (4), culminando com a sua morte dentro de uma penitenciária, por causa de suas descobertas em favor da saúde humana. Curiosamente, o CFM e a Anvisa proibiram unicamente a prática da auto-hemoterapia e, consequentemente, qualquer pesquisa sobre o assunto. Por que será?

O jornalista Silio Boccanera em seu artigo empurra todos num mesmo balaio. O médico Radovan Karadzic, que é o carniceiro da Bósnia, e as demais ex-autoridades dos EUA. E eles são carniceiros de onde mesmo? A decisão será dos juízes que irão julgá-los. Condenados ou não, as multinacionais continuarão às soltas. Cadeia nelas também. A auto-hemoterapia foi usada no passado, sempre fez o bem. Está sendo usada no presente, não fez mal a ninguém. Será que, ao cassar a profissão de um médico idoso (o caso do Dr. Luiz Moura), será que, ao proibirem pesquisas sobre o funcionamento (vem de fisiologia) da auto-hemoterapia, os “donos” da Anvisa e os médicos do CFM, por acaso não estarão lesando a humanidade? Cometendo um crime de lesa humanidade? E, por conseguinte, um crime contra a humanidade?

Silio Boccanera citou Radovan Karadzic (1). A revista Veja citou Radovan Karadzic (1) e também citou a bioenergética (3), a homeopatia e a acupuntura. Dr. Luiz Moura citou a bioenergética (3), a ventosa, ao nos dar uma brilhante aula sobre a auto-hemoterapia. Será que devemos prender o jornalista Silio Boccanera? Será que devemos queimar a revista Veja? Será que o Dr. Luiz Moura deve continuar cassado? Até quando? Aprisionaram a palavra liberdade! Prenderam a liberdade de pensamento. Prenderam o pensamento! Prenderam a verdade. Aprisionaram a saúde. A saúde está aprisionada.

Elitismo da medicina retarda aprovação da Auto-Hemoterapia

Artigo publicado por Walter Medeiros

A discussão que vem sendo travada de forma acentuada sobre a auto-hemoterapia desde 2007 faz ganhar destaque um tema que é visto, avaliado e considerado por todos, mas que finda sendo evitado na maioria das vezes: o elitismo na Medicina. Os próprios adeptos, defensores e usuários da Auto-hemo fazem observações importantes, ao participarem do fórum de discussão que está se tornando um importante ambiente de auto e mútua ajuda. (veja a discussão no link http://inforum.insite.com.br/39550/ ).

Na opinião do jornalista Evaristo da Veiga, a auto-hemoterapia, por suas próprias características, “não está destinada a ser uma terapêutica de elite, ministrada em instalações de luxo e aplicada a preços exorbitantes”. Por isso, ele diz que vê “com desconfiança a intenção de transformá-la numa especialidade médica”. Explica o jornalista: “Sou a favor do leigo esclarecido e responsável, a mesma perspectiva que o grande Hahnemann seguiu quando criou a Homeopatia, isto é, para ser receitada por não-médicos”. Lembra que no caso da AHT, o remédio está “dentro” do paciente, não necessitando nenhum processamento ou preparo, não havendo, portanto, porque condicioná-la ao receituário de um médico”.

A aplicação da auto-hemo, no entanto, a seu ver deveria ser regulamentada no sentido de que se evite os eventuais acidentes derivados da extração / aplicação do sangue. Considera que “Este é um ponto sensível”. Observa que “A aplicação é mais simples, mas a extração do sangue tem os seus mistérios”, acrescentando: “Digo por experiência própria. Hoje aplico exclusivamente na minha esposa (que é, por sua vez, minha aplicadora), mas já esbarrei em alguns obstáculos nesse processo. Consultei especialistas, enfermeiros, livros, inúmeros sites, e hoje, depois de um ano, posso dizer que cheguei num patamar estável na técnica”.

Evaristo é plenamente a favor de que o maior número de pessoas leigas aprendam a técnica de extração/aplicação, e isso é o mais importante. Mas recomenda “que o façam com total segurança”. Espera a aprovação da auto-hemo por parte dos conselhos e vislumbra um futuro com cursos que formarão “pessoas com certificação para fazer a aplicação segura da AHT”. Adverte que “O que temos que combater é a escalada dos preços da prática” opinando que “Se criticamos a ganância dos laboratórios e dos médicos mercenários, temos que preservar a AHT de tais males”.

SINTONIA
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Plenamente sintonizado com essas idéias, o usuário Arnaldo Ferreira fez referência à aprovação pelo Conselho Federal de Medicina da Medicina Antroposófica, mostrando que “Aprovar a Medicina Antroposófica, que beneficia uma ultra minoria intelectual foi muito fácil para o CFM”, indagando: “Qual o peso econômico disso?” para explicar que “a auto-hemoterapia, que atinge muitos milhares de pessoas é muito diferente, uma vez que o impacto econômico é brutal”
Acrescenta Arnaldo que “a Medicina Antroposófica não ganhou a popularidade da AHT, ficando restrita a uma minoria da elite esclarecida e intelectualizada, não ameaçou assim a poderosa e Bilionária ‘indústria da doença’”. Adianta que no Rio de Janeiro surgem cada vez mais Hospitais moderníssimos, um luxo só, e ressalta que “não gostaria que deixássemos esta chama maravilhosa cair no ostracismo e morrer”. Informa que aplica a auto-hemo desde abril de 2007 e diz que ficará feliz no dia em que fizerem justiça ao Dr. Luiz Moura.

ALTERNATIVAS
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Essas abordagens intensificaram-se quando publicamos artigo mostrando que o Parecer nº 21/93 do Conselho Federal de Medicina, que aprova a prática da Medicina Antroposófica começava afirmando que “Fazer do método científico convencional o único método possível de conhecimento significa renunciar a um conhecimento integral da natureza humana”. Esta afirmação é exatamente o contrário do que diz o Parecer Nº 12/07 do mesmo Conselho Federal de Medicina, que tratou da Auto-hemoterapia, negando-lhe eficácia. O parecer da Antroposofia reconhece ainda que “Acontecem processos que não podem ser compreendidos pelos métodos científicos usados para o conhecimento do mundo exterior”.
Defendemos que diante de todas estas situações, cabe mais uma vez mostrar que o Conselho Federal de Medicina precisa tratar de forma mais objetiva questões que são tão importantes. Elas envolvem a vida das pessoas que precisam de alternativas de tratamento e que se vêem cerceadas no seu direito humano de preservar a própria saúde, devido a este verdadeiro mar de contradições e desencontros em que se transformaram alguns dos seus Pareceres Técnicos. Uma forma digna de sanar essas falhas, seria a reabertura da discussão a respeito da auto-hemoterapia, com a revogação do Parecer Nº 12/07.

ALGO MAIS
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Nesse sentido, o jornalista Evaristo da Veiga também observou que a citada contradição “revela que existe um ‘algo mais’ por detrás do parecer do dia 12 de dezembro último, que cassou o CRM do Dr. Moura”. Discorre que “Os pareceres favoráveis a medicinas alternativas, como a Antroposófica, a Ortomolecular, a Acupuntura, etc. não provêm apenas do fato delas serem meios terapêuticos eficazes e consagrados pelo uso. Os Conselhos os aprovam, mesmo a contragosto, porque trata-se de matéria “difusa”, envolvendo diversas técnicas e procedimentos”. Aduz que “Já com a AHT passa-se algo completamente diferente, pois é um procedimento terapêutico incisivo e pontual, altamente eficaz, e que confronta de forma direta e aberta uma fatia importante do mercado farmacológico de imunomodulatórios e imunoestimulantes, além dos anti-alergênicos (que não funcionam), antibióticos, trombolíticos e outros. Esse é o “x” do problema”. – assevera.
Enfatiza ainda que “é intolerável para as mentes ortodoxas e capciosas dos conselhos, ver o Dr. Moura, inegavelmente um renomado médico, com invejável folha de serviços prestados ao longo de seus 58 anos de profissão, desancar o método científico num DVD que circula entre milhões de pessoas. Assim, o parecer contraditório do dia 12.12 foi um ato político aberto, de represália direta e incisiva, uma espécie de punição exemplar, previamente decidida, pela ‘grave desobediência’ e por expor de forma ostensiva os métodos da medicina oficial à execração pública”.
Pondera que “É claro que isso jamais será admitido…”, mas avisa que “A contradição entre os vários pareceres dos conselhos pode servir de arma eficaz, principalmente em mão de advogados, para fazer valer os direitos do Dr. Moura”. Finalmente, avalia que a pressão popular, derivada da difusão e prática da AHT, que cresce em escala logarítimica, vai fazer toda a diferença. E conclui: “Quando chegar no ponto em que, politicamente falando, os conselhos passarem a ter uma imagem intensamente ruim perante a opinião pública, esse jogo vira”.

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