HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes
Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadoresArquivo para Feelings
Detalhes de uma madrugada SÓRDIDA

Essa madrugada foi um caso sério. Tive a oportunidade de experimentar vários fatos em um curtíssimo espaço de tempo e para bem ou para mal, sei que os superei ou não estaria aqui falando sobre eles agora!
Sorte ou má sorte, porque não gosto definitivamente do nome ”azar”. Traz “azar”! (RS) Já faz 4 dias desde a última aplicação da auto-hemoterapia. Isso significa que estive no ápice e agora está caindo a imunidade. O organismo está mais indefeso aos ataques quaisquer, não só externos. A própria disposição física e mental se altera com a mudança de todo o seu metabolismo… O psíquico é uma Maria vai com outras… Acreditem ninguém escapa!
Mas incontestavelmente minha percepção acerca dos acontecimentos alheios a mim estão mais sensíveis, mais claros, eu diria. Não fosse a protagonista desses episódios, eu juro que seria astro de cinema. Vamos entender assim, contos de ficção é meu mais novo atributo, antes que o manicômio se torne uma realidade! Hipótese com certeza já foi o pensamento de alguém à meu respeito! (RS) Como culpá-los?
Passei o dia sem querer olhar o meu rosto no espelho. Usei uma segunda pele toda bege, do pescoço aos pés e usei um vestido longo por cima. Estava composta! Era o suficiente para minha filha não criticar e/ou ter “vergonha” de mim… Com o raciocínio já semi dopado por drogas artificiais industrializadas para controlar a pressão, para controlar a quantidade de líquidos retida no organismo, para controlar a ansiedade, etc. e tal não escapei de um antibiótico que minha mãe me fez engolir a força e ainda disse que era pra tomar de 8 em 8 horas. Só tomei aquele e sob pressão. Faz 8 meses que aboli qualquer antibiótico do meu organismo, qualquer um… Já usei de todos e só me deram efeitos colaterais que não pagaram o preço das tentativas de benefício qualquer. Bem, sou uma garota asseada, então não podia escapar do banho. Bendita hora! Tive que me olhar no espelho e pior, observar parte por parte, limpar e cuidar de detalhe por detalhe. OK! Boas e más notícias. Na última semana estive administrando 6 novos abscessos; 3 nas axilas e 3 na genitália. Escore do dia: um da genitália regrediu e desapareceu sozinho, os outros dois supuraram e estavam regredindo tendendo a desaparecer também. Na axila, dois eu já havia furado e espremido retirando o excesso da purulência e estavam regredindo também. MAS, como estava tudo indo bem demais… Havia este que estava tomando desde a axila até meio do braço. Comprido, tomando toda a extensão do músculo sem um único furinho… Lindo, vermelho, grande, alto e doendo demais, pulsando… Já não sentia meu braço, só a dor!
Bem, a doutora se recusou a abrir uma incisão no Tito cujo me dizendo que a inflamação estava muito grande. Que mesmo para qualquer cirurgia seria necessário aguardar que ele desinflamasse; o que seria necessário me ministrar antibióticos e aguardar para ver se os efeitos agiriam como DEVERIAM, mas que nunca aconteciam… Infelizmente, a maioria dos antibióticos nunca me trouxe nenhuma melhora com referência a HS! Lástima! Também acho. Mas contra fatos não há argumentos, então… Vamos lá!
Em meio a minha insanidade mental, já era quase fim de tarde, já havia escurecido aqui. Havia terminado o banho também. Estávamos somente eu e ele, o mundo parecia ter desaparecido. Muni-me de uma tesoura e me disse: Isso é só CARNE e eu sou mais que isso. Nossa! Pena que eu não tinha nenhum anestésico. SACANAGEM. Apoei o braço numa posição adequada, observei a direção do comprimento das fístulas internas, meti a tesoura e cortei. Bastou que a lâmina saísse da carne para que a purulência começasse a jorar… Fiquei com a mão em concha embaixo do braço como que apreciando aquilo, até minha mão se encheu e começo a derramar. Aquele líquido esverdeado, nojento… Aquilo podre estava dentro de mim. Era só o que eu conseguia pensar enquanto via aquela cascata de gosma esverdeada cuspir aos pulos de dentro do meu braço… Eram uns 3 grandes buracos interligados internamente por fístulas criando uma rede de comunicação abaixo da derme sob a musculatura. Parecem inteligentes né?
Cheguei numa situação então difícil de administrar sozinha. Gritei por socorro! Quem sobrou? A caçulinha daqui de casa, que por Deus, também tem bons conhecimentos na área de saúde. Ela costumava, antigamente, a auxiliar as cirurgias da doutora e também tem excelentes dons para enfermagem! Eu chamo isso de “sorte grande”! A minha, claro!
- GALEGAAAA! Corre que preciso de ajuda!
Lá vem ela doidinha! – Você acabou de enlouquecer foi? Quer que eu te coloque num hospício?
- Só quero que você acabe de espremer tudo que puder e tire isso de mim, o corte já está feito, você pode?
- Deve tá doendo pacas. Você vai agüentar que eu esprema?
- Arranca! Eu emito qualquer som se eu não tolerar a dor. Certo?
- Tudo bem! O pior você já fez mesmo, mas não acho que você vá suportar. Me diga quando doer muito que eu paro. Deixa primeiro eu limpar isso tudo aqui antes que acabe de infeccionar mais do que pode…
Foram duas toalhas para limpar tudo e muito algodão com bicarbonato de sódio e iodo para desinfetar a área. Então eu fechei os olhos, pendi a cabeça para o lado contrário e REZEI.
-Senhor, sinto-me uma leprosa, apodrecendo por dentro, sinto a deterioração dos pedaços que compõe essa matéria que me serve de moradia temporária. Mas preciso dela para cumprir o que foi designado, mesmo sem consciência ao certo de sabê-lo. Apenas sinto essa enorme certeza! Minha consciência ainda é por demais ligada a essa matéria, mas permita-me com o auxílio da tua misericórdia desligar-me e tolerar pacientemente os ajustes, certa que a eternidade é o tempo disponível para os reajustes… Auxilia-me nesse percurso se assim for possível. Obrigada por tudo! Amém.
Bem… Seria hipocrisia dizer que não doeu. Mas enquanto a “galega” espremia e mexia daqui e dali, eu ainda ficava me recordando de um livro que li há uns 10 anos atrás que se chamava “Hipnocibernética”… Inclusive vou procurá-lo para lê-lo novamente… Eu não emiti nenhum som… Era como se estivesse cochilando ou tivesse sido dopada. Sentia como beliscões leves e ouvia minha irmã gritar toda vez que uma quantidade volumosa da secreção entrava em erupção. Resultado que a quantidade da purulência drenada foi de quase 700 ml do meu braço ( o equivalente a 3 copos) … Desinchou um bocado, com certeza! (RS) Ela só parou quando começou a escorrer SANGUE…
Creio que esse processo todo durou cerca de 3 a 4 horas de relógio. Coitadinha de minha irmã! Foi-me um anjo! Apesar das broncas e dos sermões que tive que escutar CALADA! (RS)
Quanto a DOR! Acho que de tão grande ela toma conta de você e se torna sua própria anestesia. Do contrário seu cérebro apaga. Isso mesmo, o desmaio! É uma defesa automática do organismo em situações que ele acredita não suportar. Eu não desmaiei. Mas meu esforço para me desconcentrar drenou todas as minhas forças. Suei muito e adormeci depois sem qualquer entorpecente! A DOR lhe suga todas as forças. É impressionante!
Não sei por quantas horas fiquei apagada. Talvez 10 horas seguidas… Bem… O show tem que continuar, para todos! Quando abri os olhos, olhei logo para o braço. Ele ainda estava lá e eu já podia movê-lo sem dor… Então é hora de tomar um banho, acordar para a vida que espera e tentar com motivação superar TUDO que as horas seguintes prometem trazer como experiência…
tic tac tic tac tic tac
Por Roberta Achy
verdades INCONVENIENTES
ESCOLHAS
“A coisa mais difícil de aprender na vida é qual ponte precisamos atravessar e qual devemos Queimar.”
daniel.rn2008
É a velha questão do livre arbítrio. Você sempre terá opções. Você tem que fazer “escolha” e arcar com as conseqüências dela. Isso se chama responsabilidade sob suas ações, ter o discernimento em sua consciência do que se passa no crivo da sua razão. É o que lhe torna juiz dos seus próprios atos. ESCOLHA. Não é uma tarefa fácil! É a forma mais simples de se ver a aplicação concreta, palpável, visível da “Lei de Causa e Efeitos” que rege nossas vidas.
Nada fica oculto por muito tempo. A verdade se desembrulha dos véus do tempo, no tempo certo. A verdade é sempre única e absoluta. Relativo são as nossas interpretações a cerca dela. Cada um, mais uma vez, escolhe como quer enxergar a vida e o que fazer dela.
Um dia eu estava bem baixo astral. Isso foi há uns 3 anos atrás eu acho. A HS já havia se manifestado a todo vapor há algum tempo apesar de eu não ter tido, naquela época, o diagnóstico prescrito por um Doutor, por assim dizer. Mas o fato é que eu estava mal. Muitos antibióticos que não traziam resultados, muitos efeitos colaterais, e a vida social, profissional, pessoal e emocional completamente abalado. Meu ex-marido se dirigiu a mim e disse: – Tenho pena da HS agora. Então eu questionei sem entender onde ele queria chegar! Ele disse novamente: – É que a HS não tinha cura até agora, mas ela veio parar na pessoa errada. Agora ela vai ser desvendada, porque você vai encontrar. Ela já era!
Eu me senti tão grande… E percebi o tamanho da injeção de energia positiva que ele mandava para mim. Ele acreditava em mim mais do que eu mesma. Mas isso me fez tomar decisões e rumos que eu jamais havia sequer me questionado anteriormente. Vencer a vergonha, o medo e a dor não teriam sido tarefas fáceis, se eu não tivesse tido o suporte emocional que me foi necessário para superar diversas situações.
O mundo inteiro me reportava informações confusas e de referência pouco creditáveis. Fui buscar no meio científico o que havia de conhecimento responsável dentro da área de saúde. Abstracts Médicos, pesquisas científicas, casos ainda em estudo, relatos de casos, comunidades de portadores, absolutamente tudo que rondasse a respeito da Hidrosadenite Supurativa (Hidradenitis suppurativa), HS para os íntimos, a fim de entender melhor o que eu estava vivendo. Deparei-me com estudos de casos titulados: “Hidradenite supurativa, uma doença abjecta”. Esclarecendo os termos, para os que não entendem a palavra do nosso vocabulário português “abjecção”, bem, ela expressa o estado de uma excessiva baixeza moral. Descobri então que a doença não é tão rara assim, mas os registros dela sim. Um dos grandes tabus a se vencer nessa constante batalha do portador é a “vergonha” de se expor, o que contribui para dificultar um diagnóstico mais precisa e rápido, entre outros fatores de igual importância.
O resultado da ausência de registros gera a falta de interesse e INVESTIMENTO para um antídoto. Diante desse fato, mais do que real, a minha busca foi experimentar o que fosse concebível sob meus julgamentos as possibilidades que eu tinha para administrar o que quer que fosse a tal HS…
COBAIA DAS MINHAS ESCOLHAS. Isso mesmo! Adquiri o conhecimento necessário do que precisei e resolvi testar o que e como funcionava em mim. Não sou médica, não sou cientista, sou portadora de uma chaga e não sou burra. Sei descrever exatamente o que sinto, como sinto, o que faço e meu estado mental AINDA é socialmente normal sob a avaliação de qualquer psicoterapeuta…
Quando apoio e divulgo a Auto-Hemoterapia, estou simplesmente dando o meu testemunho de vida sob os resultados que essa técnica me trouxe. Não tenho vínculo de qualquer espécie nem sob qualquer circunstância com ninguém, nem qualquer entidade. Reporto o que vivo e o que adquiri de conhecimento ao longo dos últimos 5 anos com o único propósito de ajudar outros portadores da mesma forma que recebi auxílio quando dele necessitei. Trata-se primeiramente de uma questão de “humanidade”, depois julguem os senhores da forma que melhor lhes convier…
Meu lado sentimental entrou em conflito quando me deparei com uma matéria onde vários adeptos do movimento que difama a prática da auto-hemoterapia me classificam como uma charlatã. Meu suposto envolvimento e apoio a Campanha do Dr. Luis Moura e a difusão de uma série de fatos que resolvi expor ao conhecimento público tornaram-se o estopim de uma rede de intrigas que mais se assemelha a uma novela. Pensei comigo mesma: – Que roteirista pobre! Acho que foi nesse instante que pude, talvez, de longe avaliar 1/3 da decepção que o Senhor Doutor Luis Moura deva sentir ao ver sua contribuição para a humanidade tão manipulada e distorcida ao bel prazer de interesses vis.
O Dr. Luis Moura jamais me prometeu a cura para a HS. Aliás, em seus estudos não há a reportagem de um único caso de cura de um portador de HS através do uso da auto-hemoterapia. Foi-me informado através de contatos que fiz da melhora de determinados sintomas devido ao aumento da minha taxa imunológica. Nada mais me foi prometido. E de fato, com o tratamento que venho executando obtive pelo menos 90% de melhora visível em minha qualidade de vida, muito embora não tenha sido a cura. O que não significa necessariamente que essa prática não seja a cura para outras tantas enfermidades que existem…
Vi um comentário na revista Época (GLOBO) fazendo referência a algo que postei sobre a HS. Foi reconfortante para o meu EGO saber da aderência e da credibilidade de alguns pelo menos aos meus relatos. O meu muito obrigado pela cautela no julgamento á credibilidade dada ao que se refere a mim. O meu apoio e divulgação da Auto-Hemoterapia são devido à experiência que vivencio e espero tão somente com isso dar a minha parcela de contribuição á humanidade.
Como diria Gordon Livingston: “Tudo que conheço são os meus sentimentos e a minha esperança.”
Aos incrédulos e maquiavélicos eu deixo uma história que me foi transmitida muito interessante sob certo ponto de vista… Trata-se dos 3 últimos desejos de ALEXANDRE O GRANDE:
1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistado como prata, ouro, e pedras preciosas;
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou:
1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Pensem nisso! A forma como você vê o mundo pode mudar a sua vida!
Solidão Hereditária
Comportamento:
Solidão Hereditária
GENÉTICA EXPLICA POR QUE OS SOLITÁRIOS SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A INFLAMAÇÕES E DOENÇAS NO SISTEMA IMUNOLÓGICO
Imagine que hoje você acordou sentindo dores no corpo. Ou então que está com uma infecção que não sara há mais de mês. Você vai ao médico, e ele, antes de fazer o exame, pergunta: “Você se sente sozinho?”. Soa estranho, mas pode acontecer nos próximos anos. Cientistas americanos descobriram que os genes ligados ao sistema imunológico e à inflamação de tecidos são mais ativos nas pessoas cronicamente solitárias, aquelas que não conseguem manter laços estreitos em suas relações.
A equipe do pesquisador Steven Cole, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, avaliou o nível de interação social de 14 voluntários por meio da Escala de Solidão, um sistema de pontos criado na década de 1970. Feito isso, descobriu que os mais tímidos tinham uma atividade extra dos genes ligados à produção de inflamações.
Essa nova descoberta prova que o padrão molecular de indivíduos socialmente isolados é diferente do das pessoas cuja rede social é fortalecida. O que os cientistas levantaram é que a solidão é capaz de deixar marcas no nosso organismo. “O isolamento social pode causar um impacto biológico ao afetar alguns de nossos processos internos básicos mais importantes”, afirma Cole.
Faz tempo que estudos da solidão mostraram que pessoas sozinhas têm mais tendência a doenças cardíacas, infecções virais e inflamações, mas acreditava-se que isso estivesse ligado a fatores externos, como a falta de assistência física e econômica. Agora, com a descoberta dessa alteração na expressão genética, Cole acredita que os médicos vão poder refletir sobre a eficácia de terapias no tratamento da solidão com muito mais precisão.
Fonte: Revista Galileu (colaborou: Mariana Romão)
Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… A Saúde está aprisionada!
Publicada: 28/02/2009
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)
Do telefone principal de Londres (cidade onde Dr. Fleming faleceu em 1955), o escriba recebeu uma mensagem secreta que só agora passa para as simpáticas leitoras e os simpáticos leitores. Cadeia para Bush. George Walker Bush devia se preso. Julgado primeiro, claro, porque não se pretende privá-lo de direitos, como ele fez com outros. Sobretudo os torturados pelo mundo, porque o governo dele decidiu aplicar força bruta para extrair informações de prisioneiros, em nome da segurança nacional. Exatamente como faziam – e justificavam – os torturadores do DOI-CODI na época da ditadura militar brasileira.
Difícil acontecer? Nem tanto. A detenção de Augusto Pinochet em Londres, dez anos atrás, foi um precedente importante no Direito Internacional. Criou jurisprudência, para autorizar a prisão, em qualquer país, de quem seja acusado de crimes contra a humanidade. O velho ditador chileno escapou da Justiça (no caso, o pedido de um juiz espanhol) porque as autoridades britânicas julgaram que ele estava doente e sem controle de suas faculdades mentais (rapidamente recuperadas quando ele retornou ao Chile, mas isso é outra história).
O fato de que os EUA não reconhecem o Tribunal Internacional de Haia pode ser um complicador, mas não impedimento para julgar o ex-presidente fora de seu país. Assim ocorreu com o sérvio Slobodan Milosevic (que morreu de infarto na prisão, enquanto era julgado), com o seu compatriota Radovan Karadzic (1) (ainda preso em Haia e sob julgamento), e com o liberiano Charles Taylor e os responsáveis pelo massacre de tutsis em Ruanda.
Tem gente de olho em Robert Mugabe, do Zimbábue, para pegá-lo na mesma rede. O ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, já evita certas viagens com medo de captura por crimes cometidos no Chile, com seu beneplácito, na época em que servia ao governo Nixon. O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, em coma num hospital, já viajava com cuidado para não ser detido fora do país, acusado de crimes de guerra. Dois anos atrás, um general israelense evitou desembarcar em Londres de um avião da El Al (território soberano de Israel), quando lhe informaram que autoridades britânicas tinham ordens de prendê-lo sob acusação semelhante.
É irrelevante que Bush tenha preferido chamar tortura de “método aplicado de interrogatório”, porque simular afogamento de prisioneiro (waterboarding é o eufemismo) para fazê-lo confessar nada mais é do que tortura. Ou “método invertido de suspensão” seria menos condenável do que “pau-de-arara”? Bush autorizou essa prática. O ex-presidente Bush autorizou, o seu vice-presidente Dick Cheney adorou (defende até hoje), o secretário de Defesa Donald Rumsfeld (2) aprovou e o ministro da Justiça/Procurador-geral Albert Gonzalez forneceu um arcabouço jurídico de desculpas (“a Convenção de Genebra não se aplica”, escreveu) para justificar as práticas abusivas. Cadeia para os três.
Tais palavras foram escritas na coluna do jornalista Silio Boccanera, transmitida pela Agência Alô e publicada no JORNAL DA CIDADE (SE), no dia 24 de janeiro de 2009, caderno A-2. O brilhante e muito bem informado jornalista mandou a mensagem de Londres (cidade na qual Dr. Fleming foi cremado em 1955).
Afinal, quem é mesmo ou quem foi Radovan Karadzic (1)? Segundo a revista Veja, edição 2.071, de 30 de julho de 2008, na página 88 consta o seguinte: Internacional – O Assassino que virou guru – Como Radovan Karadzic (1) o carniceiro da Bósnia, se disfarçou numa personificação de bondade – Médico e monstro. (A reportagem é do jornalista Duda Teixeira). As crianças o chamavam de Papai Noel. A barba branca cobria seu rosto e o cabelo era preso no alto da cabeça com um coque. O objetivo do adereço, Radovan (1) explicava às pessoas, era atrair energias vitais (3) do ambiente. O mais surpreendente é que o carniceiro da Bósnia, procurado por crimes de guerra há treze anos, não se contentou em disfarçar-se para não ser reconhecido. Ele forjou uma nova personagem que pretendia ser a personificação da bondade. Bom vizinho, atencioso e educado, ganhava a vida escrevendo artigos e dando palestras sobre bioenergia (3) e auras pessoais. Em um consultório num bairro popular de Belgrado, a capital da Sérvia, oferecia serviços de homeopatia, acupuntura, meditação e medicina quântica. A farsa terminou quando ele foi preso pela polícia sérvia, que deve entregá-lo para ser julgado no Tribunal Criminal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Psiquiatra de formação e poeta de certo prestígio, ele se tornou o chefe da rebelião sérvia contra a independência da Bósnia.
No DVD em que o médico Dr. Luiz Moura (absurdamente cassado pelo Cremerj aos 82 anos de idade e com 57 anos de profissão) dá uma aula humanitária sobre a “Auto-Hemoterapia: Uma Contribuição para a Saúde”, ele fala sobre bioenergia (3) ou energias vitais (3). Vejamos: “Agora depois, só depois o Reich (4) com a bioenergética (3), que deu para explicar o porquê a ventosa curava; porque a ventosa puxava um sangue carregado de energia, subia o potencial de energia acima dos micróbios e a energia que estava sendo usada pelos micróbios, para se reproduzir, era tirada dele, e a ventosa com isso curava a pneumonia. Mas, sem esperar o Reich (4) publicar os livros dele, nos anos 40 do século XX, não se sabia, mas os médicos tinham juízo e usavam a ventosa sem saber disso…
É interessante observar que o Dr. Luiz Moura, além da auto-hemoterapia, no DVD, fala também em ventosa e em bioenergética (3), como sendo terapias que complementam a “terapia oficial”, ou seja, a terapia das multinacionais. No entanto, a terapia com o uso de ventosa, no passado, já foi muito usada no Brasil. Hoje em dia, vários países estão retomando o seu uso, inclusive o Japão. A história da bioenergética (3) é um pouco mais complicada, merecendo vários artigos à parte. Todavia, os psiquiatras e psicanalistas têm conhecimento de sua existência e também devem saber das perseguições por que passou o médico Wilhelm Reich (4), culminando com a sua morte dentro de uma penitenciária, por causa de suas descobertas em favor da saúde humana. Curiosamente, o CFM e a Anvisa proibiram unicamente a prática da auto-hemoterapia e, consequentemente, qualquer pesquisa sobre o assunto. Por que será?
O jornalista Silio Boccanera em seu artigo empurra todos num mesmo balaio. O médico Radovan Karadzic, que é o carniceiro da Bósnia, e as demais ex-autoridades dos EUA. E eles são carniceiros de onde mesmo? A decisão será dos juízes que irão julgá-los. Condenados ou não, as multinacionais continuarão às soltas. Cadeia nelas também. A auto-hemoterapia foi usada no passado, sempre fez o bem. Está sendo usada no presente, não fez mal a ninguém. Será que, ao cassar a profissão de um médico idoso (o caso do Dr. Luiz Moura), será que, ao proibirem pesquisas sobre o funcionamento (vem de fisiologia) da auto-hemoterapia, os “donos” da Anvisa e os médicos do CFM, por acaso não estarão lesando a humanidade? Cometendo um crime de lesa humanidade? E, por conseguinte, um crime contra a humanidade?
Silio Boccanera citou Radovan Karadzic (1). A revista Veja citou Radovan Karadzic (1) e também citou a bioenergética (3), a homeopatia e a acupuntura. Dr. Luiz Moura citou a bioenergética (3), a ventosa, ao nos dar uma brilhante aula sobre a auto-hemoterapia. Será que devemos prender o jornalista Silio Boccanera? Será que devemos queimar a revista Veja? Será que o Dr. Luiz Moura deve continuar cassado? Até quando? Aprisionaram a palavra liberdade! Prenderam a liberdade de pensamento. Prenderam o pensamento! Prenderam a verdade. Aprisionaram a saúde. A saúde está aprisionada.
Questões para Reflexão: Não confie nos laboratórios!
Esta matéria foi publicada na Revista ÉPOCA – SAÚDE & BEM-ESTAR
02/08/2007 – 12:52 | Edição nº 480
ENTREVISTA:
Não confie nos laboratórios
O ex-executivo da Pfizer diz que as práticas da indústria farmacêutica são ilegais e antiéticas
por SUZANE FRUTUOSO
Escritor sueco Peter Rost tornou-se o pesadelo da indústria farmacêutica. Ele foi demitido do cargo de vice-presidente de Marketing da Pfizer em dezembro de 2005, depois de acusar a companhia de promover de forma ilegal o uso de genotropin, um hormônio do crescimento. A substância era vendida como um potente remédio contra rugas. A empresa teria faturado US$ 50 milhões com o produto em 2002. No fim da década de 90, quando era diretor da Wyeth na Suécia, Rost denunciou também uma fraude na companhia: sonegação de impostos. Ele diz que agora se dedica a escrever o que sabe contra a indústria em seu blog e em livros. No começo do ano que vem, ele lançará Killer Drug (Remédio Assassino), história de ficção em que um laboratório desenvolve armas biológicas e contrata assassinos para atingir seus objetivos. “Mas eu diria que boa parte é baseada em fatos reais”, afirma.
Peter Rost
QUEM É
Médico, ex-vice-presidente de Marketing da Pfizer. Demitido por denunciar práticas ilegais do laboratório. Ganhou US$ 35 milhões no processo contra a empresa
VIDA PESSOAL
Casado e pai de dois filhos, nasceu na Suécia e mora nos Estados Unidos
O QUE PUBLICOU
The Whistleblower: Confessions of a Healthcare Hitman (O Denunciante: Confissões de um Combatente do Sistema de Saúde), lançado em 2006 nos EUA e inédito no Brasil
ÉPOCA – O senhor comprou uma briga grande…
Peter Rost – Eu não. A diretoria da Pfizer é que começou a briga. Eu fazia meu trabalho. Certa vez, presenciei uma ação ilegal e cheguei a questioná-la. Fui ignorado. Quando falei o que sabia, eles me demitiram.
ÉPOCA – Como a indústria farmacêutica se tornou tão poderosa?
Rost – Eles ganham muito dinheiro, cerca de US$ 500 bilhões ao ano. E podem comprar a todos. Os laboratórios se tornaram donos da Casa Branca. O governo americano chega a negociar com os países pobres em nome deles. Como isso é feito? Os Estados Unidos pressionam esses países para que aceitem patentes além do prazo permitido (15 anos em média). Quando a patente se estende, os países demoram mais para ter acesso ao medicamento mais barato. E, se as nações pobres não aceitam a medida dos americanos, correm o risco de sofrer retaliação e de nem receber os medicamentos. Essa atitude é o equivalente a um assassinato em massa. Pessoas que dependem dos remédios para sobreviver, como os soropositivos, poderão morrer se o país não se sujeitar a esse esquema.
ÉPOCA – As práticas de venda da indústria farmacêutica colocam em risco a saúde da população mundial?
Rost – Não tenha dúvida. Basta lembrar o caso do Vioxx, antiinflamatório da Merck Sharp & Dohme retirado do mercado em 2004 por causar ataque cardíaco em milhares de pessoas pelo mundo.
“Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas”
ÉPOCA – Então, não podemos mais confiar nos laboratórios?
Rost– Não, não podemos confiar. A preocupação principal deles é ganhar dinheiro. As pessoas têm de se conscientizar disso. Cobrar posições claras de seus médicos, que também não são confiáveis, pois seguem as regras da indústria. Eles receitam o remédio do laboratório que lhes dá mais vantagens, como presentes ou viagens. É uma situação difícil para o paciente. Por isso, é importante ter a opinião de mais de um médico sobre uma doença. E checar se ele é ligado à indústria. Como saber? Verifique quantos brindes de laboratório ele tem no consultório. Se houver mais de cinco, é mau sinal.
ÉPOCA – Os laboratórios são acusados de ganhar dinheiro ao lançar remédios com os mesmos efeitos de outros já no mercado. O senhor concorda com essas acusações?
Rost – Sim. Eles desenvolvem drogas parecidas com as que já estão à venda. Não necessariamente são as mesmas substâncias químicas. No geral, são as que apresentam os mesmos efeitos colaterais. É por isso que existem dezenas de antiinflamatórios e de antidepressivos. É muito fácil criar um remédio quando já se conhecem os resultados e as desvantagens para o paciente. O risco de falha e de perder dinheiro é muito baixo. Os laboratórios não estão pensando no benefício do paciente. É pura concorrência.
ÉPOCA – É por isso que não se investe em tratamentos para doenças como a malária, mais comuns em países pobres?
Rost – Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas. Os países pobres não podem pagar essa conta. O Brasil é visto pela indústria farmacêutica internacional como um mercado pequeno. Ela se baseia em dados de que apenas 10% dos brasileiros têm condições de pagar por medicamentos. Para eles, esse número não significa nada.
ÉPOCA – Segundo uma teoria, os laboratórios “criam” doenças para vender medicamentos. Isso é real?
Rost – É o caso da menopausa. Sei que as mulheres passam por problemas nesse período da vida. Mas não classifico a menopausa como doença. As mulheres usam medicamentos com estrógeno para amenizar calores e melhorar a elasticidade da pele. Os laboratórios se aproveitaram dessas reações naturais da menopausa e as classificaram como graves. Quando as mulheres tomam os remédios, sofrem infarto como efeito colateral.
ÉPOCA – As práticas ilegais da indústria farmacêutica são piores que as de outros setores, como o de tecnologia?
Rost – Sim, porque os laboratórios lidam com vida e morte. Você não vai morrer se a televisão ou o DVD não funcionarem direito.
ÉPOCA – Não devemos levar em consideração que, hoje, graças à pesquisa dos laboratórios, foi descoberta a cura para várias doenças e há maior qualidade de vida?
Rost – Claro que sim. Os laboratórios fizeram muita coisa boa. Em troca de muito dinheiro.
fonte: http://revistaepoca.globo.com/
ESPECIAIS
• Confira o blog de Peter Rost
OBS: Não espere ver esta reportagem num comercial de remédios…
(mais uma colaboração do Sr. Olivares Rocha e mais uma vez meu muito obrigado! R.)
Será que existe um óleo pra mim?
Esta semana assisti há um filme bastante interessante. Diria, comovente! O Óleo de Lorenzo, Dirigido por George Miller (Mad Max) e com Nick Nolte, Susan Sarandon e Peter Ustinov no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar.
A sinopse do filme é dada da seguinte forma: Em 1984, um médico diagnostifica em um garoto uma doença rara. Esse garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.
Alguns dos comentários que encontrei a respeito do filme:
“Acima do aspecto comovente que permeia o filme, mostra a ciência como uma atividade interessada, que se inicia com um problema, pode ser desenvolvida por pessoas comuns e questiona o seu o limite e o seu poder.”
“O filme traz uma questão bem interessante, que deve ser levada em consideração: a pesquisa serve às pessoas ou as pessoas à pesquisa?“
“Um filme surpreendente. Mostra a força do carinho humano e o poder que o capitalismo exerce no desenvolvimento das pesquisas científicas.”
“O filme é bom porque você se prende pela expectativa de o garoto se salvar, mas por outro lado a medicina deixa muito a desejar pelo descaso dos médicos e cientistas em encontrar a cura para o garoto, achando que nada mais poderia ser feito.”
Sabe? Graças a Deus a taxa de mortalidade dos portadores de HS é bastante baixa e sequer se assemelha a ALD, mas o descaso vivenciado pelo portador, mesmo dentro das Instituições de Apoio é retratado fielmente neste filme. Sem a verba e os números (registrados) que justifiquem a pesquisa continuaremos sem saber de onde vem; como administrar e para onde vai o que temos…
O mais engraçado é que em artigos publicados a Hidradenitis Suppurativa é classifica como uma doença rara, como no documento de Prática de Dermatologia, Volume 9, Número 3, desde 2001 a 2006 e que pode ser encontrado em http://www.hsusa.org
Muito embora as evidências mostrem o contrário. Ela pode ser tudo, menos rara; já que afeta aproximadamente um milhão de sofredores em todo o mundo dos quais pelo menos 30% conhecem também alguém que é portador da mesma. Estatísticas profundamente similares às estatísticas da AIDS nos anos 90.
Creio eu, então, que não houve mortes o suficiente para chocar a sociedade médica e científica ainda para que alguma providência seja “financeiramente” viável!
Como os pais daquela criança no filme, nunca me meti tanto a besta a estudar profundamente o campo da saúde, e podem apostar que não é a minha praia, definitivamente não é! Mas não morrerei a míngua esperando que milagres aconteçam para melhorar a minha qualidade de vida já que estou fadada a morrer com essa chaga.
Quem sabe quanto tempo mais, mas entre pesquisadora e cobaia humana já se passaram quase 6 anos nessa labuta. Não duvidem… Talvez o próximo filme venha a se chamar: O Óleo de Roberta! rs
“Virtute tua fiat pax in.”

Eu nunca fui perfeitinha, nem tampouco tão defeituosa assim, mas sempre tive o primor de tentar fazer o meu melhor nos pequeninos detalhes porque sempre acreditei que todo o aprimoramento da nossa existência começa na aparente insignificância de um simples minuto…
Esse post ta meio doido e eu tô me aproveitando da fama e deitando e rolando na cama já feita de que todo artista tem um pouco de “louco”, porque tenho tanto pra falar que com palavras não sei dizer… (que nem Roberto Carlos) mas a introdução já fugiu correndo léguas disparadas na minha frente e o resto tá todo fragmentado. É que minha mente tá completamente DOPADA! Calma lá! Eu tô dopada de questionamentos… Tudo bem, isso também pode ser considerado uma DROGA não legalizada, já que se paga CARO pra dedeu por um bom psicólogo!
Abusar dessas questões pode deixar mesmo qualquer um em paranóia constante. Será que minha “síndrome” já existe ou será alguma outra “doença rara”? Só que dessa vez “psicosomática”! Cruzes! Gente! Eu também sou gente e também me canso! Creio que deveria começar esse post pelo fim, em tempo psicológico… Ainda me lembro da primeira dissertação em tempo psicológico que a professora de redação da Sacramentinas me mandou fazer… Tive nota máxima. Acho que já faz muito tempo e perdi a prática. Meu ranking hoje foi a zero! Mas pra me deixar menos frustrada com as minhas limitações uma amiga me escreveu assim:
“… sempre me dizem que quanto maior é o sonho, maior é o tombo… Mas sempre se esquecem de me perguntar se eu tenho medo de cair!”
Isso me foi um tapa com luvas de pelica! Sabe? Tem coisas acontecendo o tempo todo e algumas me alegram e outras tantas me deixam profundamente triste. Uma jovem portadora de HS me escreveu dizendo que tava pensando em suicídio! Pensei comigo mesma: Também já pensei e também pensei logo depois em perguntar a ela se queria companhia pra pular de um pé de alface! =) Falando sério; viver com isso é como ser guerrilheiro no Iraque; não há como sair sem seqüelas, sem traumas e com certeza essa nem Freud explica! Só se ele fosse portador de HS… =)
Fiquei indignada porque a IGNORÂNCIA popular mata mais rápido que o estopim de um gatilho. Ai que se dos meus olhos saíssem balas, com certeza eu teria atingido o juízo de muita gente! Por exemplo: No orkut certa comunidade se titula: HIDRADENITE TEM CURA.
Isso por acaso é tortura psicilógica??? Ainda bem que só tem 34 membros… Quer dizer, a má informação não tem se espalhado tanto assim, mas fiquei indignada sim, principalmente por querer acreditar que com os meios de comunicação que temos hoje a difusão de “conceitos” tão errados e o USO das palavras tenha sido tão mal manipulado e usado de forma inapropriada! Queria acreditar mais na CULTURA das pessoas, mas infelizmente estou construindo meu próprio castelo de areia e sempre que vem uma ondinha o destrói! Eu já devia saber disso! Mas como a gente adora viver de sonhos e ilusão!!!! Volto ao conselho da minha amiga; tenho que perder o medo da queda pra continuar sonhando ALTO!
Meu último post para essa comunidade foi esse relato:
“Olá a todos! Sem qualquer intuito de diminuir a esperança de todos, mas unicamente com o objetivo de esclarecer “teorias” e “conceitos” mal explicados. Este é o meu propósito!
Bem, revendo os MEUS conceitos… De acordo com o Michaellis, dicionário da língua portuguesa; CURA pode ser cura: 1. Ação ou efeito de curar. 2 Tratamento da saúde. 3 Restabelecimento da saúde. 4 Emenda, melhora, regeneração… Assim sendo, qualquer paleativo que elimine os sintomas de algo, talvez e em algum ponto de vista pode ser encarado como cura…
O que vivo por experiência, e me perdõe a Fulana, a Beltrana, a Jane Doe e a própria Maria que com a graça de Deus está se dando super bem no tratamento dela… mas meus anjos, a tão famosa CURA depende MUITO do estágio em que a doença está e onde ela se foca em determinados portadores… Existe sim a administração da sintomatologia em diversos casos, até porque também já publiquei em diversos fóruns que a HS não se trata de uma inflamação nas glândulas e que isso é secundário… Hoje eu teria que fazer transplante de pele no corpo inteiro, da cabeça aos pés ou nascer de novo pra me livrar do que tenho, então não me diga que EXISTE CURA!
Existe sim uma troca, digamos assim, uma abstinência pela outra… por exemplo, um controle alimentar macrobiótico, com medicina fitoterápica, aliado talvez a um desodorante específico e mais a auto-hemo, então TALVEZ eu conseguisse chegar perto de uma vida mais normal… Mas viver de abstinências desse tipo também não se pode chamar de cura… inserido numa vida HIPER regrada!
Rezo todas as noites e todas as manhãs para que bênçãos apareçam no caminho daqueles que tem Fé, porque é a única CURA para a alma dos que continuam com a esperança de que algo mais surja para CURAR os que têm o QUE EU TENHO, mas acho injusto, como comigo mesma, porque sinto certa tortura psicológica ler HIDROSADENITE TEM CURA, quando eu vivo essa mesma realidade… Só peço cuidado com as palavras porque outro dos sintomas dessa chaga é psicológica SIM e se você não tiver cuidado com a coisa mais importante que vc tem, que é sua consciência e seu SABER, o que será do resto????
Meus votos de melhoras e dias sem dores a todos. Fiquem com Deus! Roberta”
Mas daí eu fiquei “matutando”! Quem acredita no acaso? Bem, não EU! Sabe! A eletricidade não deixa de existir só porque você não a vê. O fato é que você colhe os benefícios dela indiscutivelmente. Idem para outras tantas questões em nossas vidas. Olha euzinha com meus chavões: “há muito mais entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.” Acho que fiquei inspirada em filosofar velhos conceitos sob nova perspectiva!
“Use todo o seu PODER, toda a sua FÉ, a sua GARRA e conhecimento adquirido para guardar, proteger e preservar o seu maior tesouro de modo que ninguém consiga profaná-lo e prejudicá-lo; sua CONSCIÊNCIA, sua alma se assim quiser chamar…”
Mas o fato é que essa questão me deixou profundamente triste!
Mas tem coisitas que me deixam muito feliz. Hoje por exemplo me solicitaram a logo da Campanha “Sangue que Cura – Auto Hemoterapia – Eu Faço! para a produção de camisetas de apoio numa cidade chamada Cascavél – PR. Legal PACAS! Isso significa que o movimento está crescendo e mesmo não sendo a MINHA CURA em específico, ameniza 80% dos sintomas da doença que tenho e cura sim muitas outras chagas que com tratamentos tradicionais atingem custos caríssimos onde a maioria da população sequer tem condições financeiras de arcar ou estão desenganados.
A Auto-Hemo aumenta a quantidade de macrófagos que aumenta a sua imunidade e faz com que seu organismo reaja e lute contra o “mal” que lhe atinge. Sozinha ou associada, por si só essa prática trás um advento absurdamente grande á medicina. Uma pena que o PODER CAPITALISTA ainda seja maior que a humanidade dentro de quem detém o PODER para promover essas mudanças de uma maneira mais simples!
Voltando ao tempo presente, ou seja, aqui e agora, meu corpo está consideravelmente melhor. Como diria meu caboclo, o “veículo” ainda sujeito a certos intempéries devido a minha negligência. Continua de pé com as Graças de Deus e vou “brincar” meu São João pela primeira vez depois de 5 anos sem saber o que é um forró! Tomara que eu não pise no pé de ninguém! =) Seria um vexame! Afinal, quem foi Naninha??? =) Minha prima me diria: “Teu passado te condena Pegue Sue!” kkkk
O que eu venho descobrindo é que mais valem as suas intenções quando julgadas pela sua consciência, mas não é o que eu sou por dentro que os outros querem ver; e sim o que EU FAÇO que me define perante a sociedade em que vivo e é inadmissível ignorá-la! E que somos tão fortes quanto o maior dos nossos temores!
Minha vida vem se adaptando a novos conceitos á medida que seguem os caminhos… Li isso do Dr. Frank Crane e fiquei adepta:
“Habits are safer than rules; you don’t have to watch them. And you don’t have to keep them either. They keep you.” Traduzindo: Os hábitos são mais seguros que as regras; você não tem que monitorá-los. E você também não tem que mantê-los também. “Eles te mantêm.”
Nova vida, novos hábitos, novos conceitos… Uma excelente festa junina a todos!
Garanto menos prolixidade e breves posts em breve!
Oração de Emmanuel
Senhor!…
Ensina-nos a agradecer os bens que temos recebido de tua Infinita Bondade, sem desconsiderar os supostos males com que a tua Misericordiosa Justiça nos consolida os bens que já possuímos.
Agradecemos a presença dos amigos que nos ampliam os recursos de modo a nos garantir o próprio reconforto, tanto quanto o concurso dos irmãos que nos auxiliam a despendê-los, seja pelos canais do trabalho ou perante a luz da beneficência; dos que amparam a vida e daqueles outros que nos rogam apoio, exercitando-nos nas obras de assistência e solidariedade pelas quais jornadeamos para a aquisição do amor a que nos destinas; dos benfeitores que nos administram aulas de educação e dos companheiros que se nos fazem examinadores do grau da paciência e tolerância em que estagiamos presentemente…
Agradecemos a bênção dos associados de trabalho e de ideal que nos reconfortam e a escora dos adversários cujo policiamento nos disciplina; o amparo dos irmãos que nos animam a seguir para a frente e o incentivo daqueles outros que nos ajudam a encontrar as melhoras de que carecemos, através da crítica construtiva…
Senhor!…
Agradecemos a luz e agradecemos a sombra, sempre que a sombra nos impulsione a fazer mais luz e agradecemos o clima da harmonia que nos tranqüiliza a estrada que nos cabe percorrer, tanto quanto a tempestade de incompreensão, toda vez que a incompreensão nos auxilie a descobrir a necessidade da concórdia, reunindo-nos os esforços uns dos outros para o levantamento da felicidade comum.
Diante da luta, induze-nos a reconhecer que unicamente a luta nos oferece os ingredientes precisos para a vitória da paz em nós mesmos e perante o fracasso, qualquer que seja, faze-nos recordar que somente aprendendo e reaprendendo é que fixaremos a lição.
Senhor!…
Não nos entregues ao suposto bem que se converta em mal, nem nos permitas menosprezar o suposto mal que nos conduz ao bem. E sejam quais forem as provas a que fomos chamados, ajuda-nos a reconhecer que tua sabedoria misericordiosa reina sobre nós e que, acima das nossas tribulações e obstáculos, dificuldades e lágrimas, estamos todos reunidos em teu coração, incessantemente sustentados em teu amor para sempre.
Francisco Cândido Xavier/Emmanuel
A dor que não tem nome.
Vou começar plagiando o título de um livro que inclusive eu ainda não li; mas o título me fez pegar a “carapuça” pra um monte de coisas que giram em minha cabeça cumprindo a harmonia do caos. É! Parece brincadeira, mas a quântica já provou que até o “caos” tem a sua própria ordem… Pasmem! =)
Muito embora, mesmo sabendo disso, bato na tecla de que “ter” o conhecimento é bem diferente de saber “aplicá-lo”; principalmente quando você é o figurante principal desse show.
“an eye for an eye only ends up making the whole world blind.”
Olho por olho só finda tornando todo o mundo cego.
Já não reporto a algum tempo justamente aguardando os resultados das minhas muitas tentativas. Como todo portador de doenças raras, incuráveis; creio que a “esperança” nos lança numa busca inconstante e desenfreada; como cobaias que sentem já não ter mais nada a perder… Nessa linha de pensamento qualquer benefício é lucro!
O inconveniente, que não deixa de ser uma bela lição de paciência, é que todo processo de mudança que hoje sob circunstâncias como a minha requer certo tempo para se manifestar em soluções… e do jeito que eu sou… meio São Tomé mesmo… “ver para crer”… só falo quando for certeza no crivo da minha razão.
Entretanto há situações que merecem ser expostas desde agora… Reforçando meu apoio à Campanha Sangue que Cura. A minha melhora com a Auto-Hemoterapia é indiscutível. Já havia retornado às aplicações desde que retornei ao Brasil e por último (por conta própria) estava ministrando 10 ml de 5 em 5 dias. Estou subindo para os 20 ml de 5 em 5 dias. Já viciei! Quando não uso da aplicação fico de cama. Reporto os resultados da experiência com os 20 ml em algumas semanas.
Descobri que “meu sangue” é mesmo um santo remédio, muito embora o MEU em particular necessite de uma boa desintoxicação. =) Suspendi todo e qualquer antibiótico. Jurei não tomar mais nenhuma droga que não vai fazer efeito algum mesmo! E estou me preparando psicologicamente para entrar num hábito de vida quase que macrobiótico. Mas essa eu relato com calma depois! Só sei que vou sofrer com muitas abstinências á princípio; vai ser como desintoxicar drogado… CRUZES! Mas é verdade! O negócio é que acredito no que estou fazendo, por isso TUDO se torna mais suportável. Lembrem-se de que a fé move montanhas!
As dores da alma são maiores do que as dores da carne, da matéria e manter sua mente equilibrada num mundo doente, solitário, que gira em torno da sua DOR não é uma tarefa fácil. Entretanto, creio que tudo é uma questão de “EU”. Se não a cura, então um paliativo, ou a simples administração adequada da sintomatologia, como fazem os aidéticos, os hemofílicos, os diabéticos e por aí vai… Estar no CONTROLE agora é a minha meta, claro que ainda sonhando com a CURA, mas… agora com os pés mais firmes, concretizando e aceitando os benefícios que estão ao meu alcance a fim de me promover com uma melhor qualidade de vida, enquanto eu a tiver.
“as emoções comandam seus pensamentos e criam suas vibrações que por sua vez mudam a sua realidade.”
Só chegaremos até onde desejarmos ir. Só podemos nos tornar extraordinários se realmente desejarmos ser. Só poderemos viver plenamente quando assim o quisermos, porque meios sempre existirão, basta encontra-los.
Enfatizo algo que já disse antes nas palavras de George Bernard Shaw: “há pessoas que vêem o mundo como ele é e perguntam: por quê? E há pessoas que pensam o mundo como poderia ser e perguntam: por que não?”
Ah! Fiz mais tatoos! =) Pura satisfação do meu EGO!
E já respondendo aos curiosos; a tinta não interfere com a minha HS não,só não me perguntem cientificamente porquê, porque eu também não sei responder! Mas, contra fatos não há argumentos, certo? =) Acho que vou ficar um dia toda tatuada! Kkkkkk
Outra tentativa paliativa é a remoção definitiva dos pêlos, mas ainda estou em fase experimental… reporto resultados em alguns meses…
Outro assunto que quero abordar: me questionaram a pouco tempo por que exponho a minha privacidade na net… Bem, respondendo francamente… me faz bem a idéia de acreditar que nenhum homem pode auxiliar outro sem que esteja assistindo a si mesmo. Ás vezes me soa até de certa forma um pensamento egoísta, mas prefiro conceber que faz parte das leis de causa e efeito que regem o universo. É o livre arbítrio na maior de suas extensões materializado e por que não dizer das leis de Deus!
Me conforta, aplacando essa “dor que não tem nome” saber que posso servir e ser útil, com meu testemunho no auxílio de outros que sofrem deste mesmo mal. Eu os conheço e sinto suas dores mesmo sem saber os seus nomes e por isso também sinto desde as suas esperanças, expectativas e medos, muitas vezes solitários. Me faz bem poder dizer-lhes que estes não estão sozinhos. EU faço parte desta tribo. Como, respiro e vivo ela com toda a dignidade que posso, por isso sinto que expor essa privacidade me é uma honra de sinceridade da qual só tenho do que me orgulhar desde que meus relatos consigam aplacar de pelo menos UM essa tal “dor que não tem nome”.
Pensem positivo! Cuidado com as vibrações mentais. Como diz um primo meu: – não é saudável ficar doente! =) kkkk Então se cuidem e fiquem com as bênçãos de Deus!
Cheers, Roberta Achy.








