HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédio, Mais Ciência

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XIII)
Publicada: 14/03/2009
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Século XIX, início do século XX e parte do século XX – Duas famílias curitibanas de níveis completamente diferentes. A família Requião, bem situada na vida, com berço, posição, categoria. A família Souza Reis, modesta, pobre, humilde, mas com gente de muito talento. Meu pai, jornalista, desde a fundação da Gazeta do Povo, tem, em seu túmulo, uma placa de saudade dos repórteres policiais de Curitiba. Era um homem bom, bom mesmo, mas boêmio. Nunca vi um boêmio que não tenha um coração do tamanho do mundo… Mas irresponsável. Minha mãe se apaixonou por ele, isso em 1912. Curitiba era quase uma vila. Meus pais – Raul de Souza Reis, ela Sylvia Requião Reis.

Oposição do meu avô, Virgilio Requião, homem severo, o machão que mandava e desmandava até nos suspiros dos filhos. Foi contra o casamento, mas ao que parece minha mãe estava mesmo perdidamente apaixonada por meu pai – diga-se de passagem – naquela época era “um pão”. Além de tudo, tocava violão e fazia aquelas serenatas que deixavam minha mãe doidinha e meu avô Virgilio, furioso. Metade da minha vida se foi com Oduvaldo, quando ele morreu no dia 30 de maio de 1972: 37 anos de um grande, grande amor. Casamos no dia 11 de março de 1935.
No dia 2 de março de 1914, nascia a pessoa responsável por uma maravilhosa história, cuja vida merece um livro. O curioso é que o livro já está pronto, pois, o que acabamos de escrever, já foi escrito por Deocélia Vianna, autora de centenas de radionovelas, e do esplêndido livro “Companheiros de Viagem” (Editora Brasiliense S.A., Edição de 1984, 228 páginas).

No dia 4 de junho de 1936, aos 15 minutos, nascia Oduvaldo Vianna (filho) o Vianinha.
Um pouco de Oduvaldo Vianna (o pai): casa, sim, com 19 anos, porque a namorada estava grávida. Um casamento sem amor. Nasceu uma filha, que morreu quando estava com oito meses. Ele deixou a mulher, a quem sempre dava uma pensão, e viajou para o Rio. Ele tinha 22 anos. Isso era 1914, ano em que eu estava nascendo em Curitiba. O que Oduvaldo queria fazer era cinema. “Pensei um dia fazer cinema falado no Brasil. Fui à América do Norte estudá-lo. Voltei. Sabia cinema, de fato. Não sabia nada era do Brasil. Tanto que, nem isenção de direitos para os filmes virgens consegui… Ia prejudicar a Alfandega…” “Assim que todos se reuniam em torno da mesa, começava a discussão. Discussão provocada por D. Abigail (Abigail Maia), que por dá cá aquela palha fechava o tempo. Era um constrangimento total. Oduvaldo, com um sorrisinho meio irônico, me disse: – Eu entendo que você não queira almoçar aqui. Eu faria o mesmo, se pudesse…

Observação do escriba: o escriba já viu esse filme, e o que é pior, já passou por ele, e o que é bem pior, continua passando por ele… Uma certa pessoa sabe muito bem disso… Entenda-se, existem as multinacionais, existem as mini-nacionais e existe a nacional…

– “Amigos íntimos, sempre conosco, o casal Gilda de Abreu e Vicente Celestino. Como era o Vicente? Uma pessoa simples, leal, muito sincera.” – “Foi quem introduziu a novela de rádio no Brasil. Tenho esse crime de consciência.” Ao final ele evidenciou sua desilusão com a profissão de teatrólogo e a alegria com o filho, que vivia da mesma arte. “Hoje, com 75 anos, vejo meu filho fazendo aquilo que sempre quis fazer: viver para o teatro, na eterna busca de uma arte popular, bem brasileira, bem povo.”

Oduvaldo Vianna (o filho), ou seja, Vianinha, trabalhou para a Rede Globo de Televisão e, nos dias atuais, aparece uma vez por semana na telinha da Globo através de uma das suas criações: “A Grande Família”. Espera aí, Oduvaldão. Você vai ver a maior atriz brasileira: Fernanda Montenegro. Sabe que o Vianinha tem razão? Essa Fernanda Montenegro é dessas atrizes que, em cada 100 anos, aparece uma. E a partir dali tornou-se fã ardoroso da Fernanda. Vianinha trabalhava com a Bibi, na TV Tupi. – Meu marido faleceu no dia 30 de maio de 1972, numa segunda-feira. Páginas 208, 209 e 210 – Nosso grande amigo, Dr. Jacob Kligerman, do Instituto Nacional do Câncer, que havia acompanhado a doença do meu filho… No final do ano houve a descoberta do sinal do câncer em outras regiões. A metástase explodiu. A TV Globo rodeou meu filho de todas as atenções e cuidados, financiou sua ida a Houston, nos Estados Unidos. A velha ilusão de que nos Estados Unidos resolvem tudo… Puro engano! Aqui no Brasil, em São Paulo, há médicos tão bons ou talvez melhores que os da América do Norte.

Ainda do livro de Deocélia Vianna, página 212: “18 de março de 1974 – Oi gente boa. Estamos aí aguardando os doutores e as drogas, comendo espaguete e vendo filme de televisão. As dorezinhas incomodando um pouco, mas tudo sem incomodar nada não dá, né? Um beijão.” E na página 213: “mas tem um medicamento que é tranchã, bota pra dentro e a dor some” – “No dia em que chegaram, 29 de março de 1974, bastou olhar meu filho para perceber que ele estava no fim. O “milagre” americano havia falhado”. “Novamente Hospital Silvestre. Maria Lúcia e eu revezávamos ficando cada uma vinte e quatro horas com ele. E ele continuava trabalhando: ditava Rasga Coração…” Na página 214: “com tudo isso ele ainda resolve criar um caso especial: Turma, Minha Doce Turma, que seria o primeiro episódio de um possível seriado. Chamou a Maria Célia para fazer as pesquisas e durante dois meses trabalhou nesse que veio a ser o seu último texto. Entregou ao Daniel Filho no dia 10 de julho, uma semana antes de morrer, e disse: “É o mínimo que eu posso fazer pela Globo”. A Rede Globo deu toda a assistência a Vianinha (…)

Século XXI – dia 03 de fevereiro de 2009 – 3ª feira – 111 anos (1ª página) – Nascida em senzala faz 111 anos hoje. Maria Rita nasceu na fazenda Jericó, em Japaratuba (SE). Sem bolo nem festa, a moradora mais velha do município de Japaratuba, distante 54 quilômetros de Aracaju, completa hoje 111 anos de idade. Filha de uma ex-escrava e um homem livre, Maria Rita dos Prazeres nasceu na senzala da fazenda Jericó, no dia 3 de fevereiro de 1898. Com um vigor não muito comum a uma pessoa que chega a esta idade, Maria Rita guarda na lembrança apenas alguns vultos da sua infância na senzala onde nasceu. Caçula de nove filhos da ex-escrava Maria Elisa dos Santos, cinco mulheres e quatro homens. “Minha mãe trabalhava na casa grande e meu pai era livre, trabalhava na roça”, disse. Vitalidade – “Aos 111 anos de idade, Maria Rita esbanja uma vitalidade de dar inveja a setentonas”. “Mesmo com 111 anos de idade, as idas frequentes a médicos não são uma rotina na vida de Maria Rita”. Vida longa – Para Maria Rita, só existe um segredo para se chegar a esta idade. “Só a graça de Deus para me fazer chegar aqui”, confessou.
Observação do escriba: “Ser humano em primeiro lugar”. “Vitalidade, vida longa”. Estão de parabens o fotógrafo Alberto Dutra e a jornalista Edjane Oliveira, pela matéria publicada no JORNAL DA CIDADE (SE), no caderno B, página 2, dia 3 de fevereiro de 2009.

Segunda metade do século XX – 1965 – Em fins de janeiro de 1965, Nara Leão se afastou do Show Opinião e foi substituída por Susana de Morais. Enquanto isso, o Vianinha entrava em contato quase que diário com Maria Betânia, lá em Santo Amaro da Purificação. Telefonema vai, telefonema vem (a cobrar), a conta do interurbano lá nas alturas e o Vianinha, como sempre, rindo: – Oduvaldo, você tem que ajudar a dramaturgia nacional! E os telefonemas daqui pra lá e de lá pra cá chegaram ao fim com a vinda de Maria Betânia para integrar o elenco do Show Opinião.

Ela chegou com um irmão e os dois foram diretamente para nossa casa no Leblon. A primeira impressão que tive da cantora baiana foi de que era uma garotinha frágil, indefesa, meio amedrontada e até assustada. Tudo errado. Ali estava a Maria Betânia forte, decidida, a cantora que estreou em fevereiro de 65 e, em pouco tempo, conquistaria a Cidade Maravilhosa, o Brasil e o mundo. (Do livro de Deocélia Vianna, página 185).

Início do século XXI – 2009 – Todos nós estamos contentes, em saber que Caetano Veloso e Maria Bethânia nasceram na cidade de Santo Amaro da Purificação. É de se imaginar que a fábrica de chumbo tenha provocado, além de danos no meio ambiente e nas pessoas, também a mudança no nome do município (passou a ser chamado apenas de Santo Amaro). Já não estão escrevendo Brasil, assim… Brazil! Petrobrás, hoje é Petrobras, e ia ser Petrobrax, graças aos multidólares. Pois é, foi lá em Santo Amaro da Purificação, que no início do século XX, nasceu também o médico Dr. Olívio Martins, autor, entre outros, do livro “O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédios e Mais Ciência”. Do livro do médico: página 9 – prefácio – “A convite da “Hora Médica do Brasil”, dirigida por ilustres colegas, fizemos a conferência que agora publicamos, para maior divulgação do poder curativo do sangue, recurso que vem despertando nos portadores de doenças rebeldes a toda sorte de tratamentos, a esperança de uma cura provável. Página 17: Dr. Oliveira Botelho que foi o introdutor do pneumotórax, no Brasil, desprezou este processo, em sua época áurea, para adotar o tratamento da tuberculose pela vacina do sangue, levando sempre ao conhecimento da Academia Nacional de Medicina, os brilhantes resultados obtidos.

No Dicionário de Clínica Médica do médico baiano Dr. Humberto de Oliveira Garboggini (já mencionado em outros artigos), na página 1.433, encontramos: Pneumotórax – presença ou injeção de gás na cavidade pleural. A injeção de ar na pleura (pneumo-artificial) serve como terapêutica na tuberculose. Já estamos sabendo que a penicilina foi o primeiro antibiótico, descoberta do Dr. Fleming. A existência da tuberculose levaria à “descoberta” do segundo antibiótico. O que chama mais a atenção, é o fato de, no passado, ter existido uma terapia para a tuberculose, geralmente desconhecida pela maioria dos médicos atuais. (está registrado no dicionário médico). O que é ainda mais curioso: na “fase áurea” do pneumotórax, o médico Dr. Oliveira Botelho abandona tal terapia, substituindo-a pela vacina do sangue, ou seja, a auto-hemoterapia. Como alertara Dr. Fleming, o uso da penicilina deveria perdurar durante 10 anos, e, alcançado este prazo, a penicilina deveria ser substituída por outro antibiótico. Com a descoberta do segundo antibiótico, direcionado à tuberculose, tal orientação do Dr. Fleming também não foi obedecida. Resultado: o bacilo de Koch, o micróbio causador da tuberculose, ficou cada vez mais resistente, obrigando ao uso de vários antibióticos. E haja dinheiro. E haja resistência bacteriana. E haja ganância…

Página 39: Revitalização (parte VI) – Segundo o professor Bogomelets, “é possível ao homem atingir o termo normal de sua vida – 125-150 anos”. Entretanto, morre-se em média, aos 50 anos de idade, apesar dos esforços da ciência em prol da existência. Página 41: Bogomelets e seus colaboradores russos emprestam notável importância ao tecido conjuntivo, e dizem: “Admitimos que o envelhecimento do organismo começa justamente pelo tecido conjuntivo. O organismo tem a idade de seu tecido conjuntivo. A estimulação de suas funções aumenta o teor de anticorpos no sangue e reforça a resistência do organismo às infecções”.

1ª metade do século XX – maio de 1946 -Seleções do Reader’s Digest – Tomo IX – nº 52 – Artigos de interesse permanente condensados em formato de livro – páginas 1, 2, 3 e 4: Condensado do “Ladies Home Journal” (algo como, Jornal das Donas de Casa). Durante os quinze anos em que veio escrevendo artigos sobre ciência para o “New York Times”, William L. Laurence, detentor do prêmio Pulitzer por suas reportagens de excepcional mérito, teve oportunidade de explicar aos leigos muitos dos milagres realizados por químicos e físicos. Considera a descoberta narrada neste artigo como “mais importante para a humanidade do que a bomba atômica”. O título: “Amanhã poderemos ser mais jovens”. – “Nas esferas médicas, altamente ativas, da Rússia Soviética, chega a notícia de um soro novo e extraordinário, o ACS. Desde a descoberta da penicilina em 1941, nenhum outro “medicamento” despertou interesse tão grande. Composto pelo professor Alexander A. Bogomolets, que dedicou mais de 30 anos ao estudo da velhice… O professor russo citado no livro do médico Dr. Olívio Martins, (Bogomelets) é o mesmo citado na Seleções do Reader’s Digest (Bogomolets). Por isso, a jornalista, o fotógrafo e o JORNAL DA CIDADE estão de parabéns pela reportagem: “Nascida em senzala faz 111 anos hoje”. Foi válida a reportagem sobre uma senhora de idade avançada. Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Betânia tem 101 anos de idade. Alguém já fez a biografia dela? O autor do livro “O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédio, Mais Ciência”, o médico Dr. Olívio Martins, faleceu com idade provecta. A vida dele merece uma reportagem ou quem sabe, até um livro. Auto-Hemoterapia: tudo a ver! Concluiremos o artigo do jornalista William L. Laurence posteriormente.
Primeiros anos do século XXI – No esplêndido livro de um médico sergipano, encontramos historicamente referencia a pneumotórax e ao 1º antibiótico específico para tuberculose. Veremos depois. Bom dia! Até outro dia!

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