HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Arquivo de março, 2010

Presídios Naturalistas: O MOTIM SILENCIOSO

Uma das grandes mudanças que experimentei juntamente com a auto-hemoterapia e toda a mudança de hábitos foi aderir à dieta macrobiótica. Primeiro tornando-me vegetariana, abolindo a carne vermelha e aos poucos eliminando do cardápio qualquer ingrediente que não fosse natural. Ainda não posso dizer que estou 100% macrobiótica porque ainda consumo alguns alimentos dos quais AINDA sou viciada… Café, por exemplo, ainda me é uma verdadeira tortura também porque AINDA não consegui abandonar o vício do cigarro. Bem, cada dia uma nova batalha que faz parte de uma grande guerra santa comigo mesma.

Mas de fato, o conjunto de todas essas variáveis agregadas foi o que tornou possível a sensível, visível e irrefutável melhora em minha saúde. Não se trata da CURA, mas por certo que me foi devolvido a condição de voltar a ter uma vida social, uma vez que quase todos os sintomas das minhas enfermidades (tanto da HS quanto da Ictiose) tornaram-se administráveis. Sou capaz de dizer que “ressuscitei” das cinzas.

Em meio a minhas tantas leituras e pesquisas acho interessante a reportagem feita por Marco Antônio de Lacerda (de São Francisco, EUA) sobre a influência da alimentação sobre a saúde física e mental, justamente por se tratar da mesma linha a qual me adéquo atualmente. Para mim, mais uma prova contundente da veracidade do que venho experimentando. Afinal, não sou a única a reportar os milagres promovidos por estas adequações de hábitos.

Hoje, já não uso qualquer medicação. Aboli todos os comprimidos. Minha pressão normalizou em 12 por 8 constantemente sem oscilações, perdi bastante peso, ganhei muita vitalidade, desconheço a palavra “purulência ou abscessos” já por meses, ando descalça sem problemas, recuperei a capacidade de me locomover e de me exercitar como há muito tempo não podia… Meu corpo tem se regenerado mais rápido e mais forte… Já me esqueci até como é estar gripada ou ter uma espinha… Abaixo reporto a matéria que comentei.

Dieta Alimentar Recupera a Nata do Crime nos Estados Unidos

Os mais perigosos presidiários dos Estados Unidos – alguns condenados à perpétua – fornecem ao chamado e caótico “mundo moderno” a mais fascinante experiência já vivida a partir da dieta alimentar macrobiótica naturalista.

Quinta-Feira é dia de conferência na prisão de Alameda, pequena cidade no litoral da Califórnia, a poucos quilômetros de São Francisco. O tema é Ecologia e o conferencista, Marc Hanner, um dos presidiários, é um homem condenado a passar o resto da vida na cadeia por ter matado o pai e mais sete pessoas numa única chacina. “A Ecologia começa dentro de nós mesmos”, diz Marc com voz calma e pausada para uma platéia onde estão reunidos alguns dos homens mais perigosos dos Estados Unidos. Senão vejamos: Anthony Bassin, 33 anos, condenado a 12 anos de detenção por assalto a mão armada e assassinato; Arthuro Flores, 44 anos, o resto da vida na cadeia por ter degolado a mãe por razões ignoradas. John Burnie, 26 anos, 12 anos de reclusão por roubar 500 mil dólares da General Electric, onde trabalhava até o ano passado. E outros crimes menores, porém sempre revestidos de violência ímpar, que garantiam aos seus autores um lugar de honra na mais famosa prisão da Califórnia.

Ex-Rei da cocaína lançará livro sobre Justiça e Gratidão.

“A loucura do mundo em que vivemos começa pela falta de equilíbrio ecológico interno nas pessoas”, prossegue Hanner em sua palestra. “Há muito mais gente no mundo morrendo por causa de alimentação desequilibrada do que por falta de alimento”, afirma ele. Marc Hanner, assim como a maioria dos presidiários de Alameda, está em busca desse equilíbrio ecológico interior. Aos 58 anos, ele já passou a maior parte de sua vida na prisão. Marc tem câncer no intestino grosso e, em maio do ano passado, os médicos disseram que ele só teria mais um mês de vida. Ao saber do diagnóstico, Hanner decidiu abandonar o tratamento por quimioterapia a que estava sendo submetido, e aderiu à dieta naturalista seguida por outros prisioneiros de Alameda.

Os resultados conseguidos por ele surpreendem médicos, diretores de prisão e até os próprios companheiros de cadeia que o ajudam a seguir a dieta. Basicamente, o que Marc fez foi eliminar carne, laticínios, e açúcar da sua alimentação, substituindo-os por vegetais frescos, frutas e cereais integrais. Além de comer o máximo de cenoura que consegue, Marc toma todos os dias pela manhã, um copo de chá de aspargo moído (uma pesquisa recente constatou que o aspargo contém um poderoso agente anticancerígeno). Três meses depois de iniciado a nova dieta, o tumor maligno no intestino de Marc, antes do tamanho de um ovo, reduziu-se para o tamanho de um grão de pimenta-do-reino.

Marc Hanner é o resultado mais eloqüente de uma nova experiência que vem sendo realizada em algumas prisões da Califórnia. Tudo começou na penitenciária de Alameda, para onde são enviados os detentos mais perigosos dos Estados Unidos desde que Alcatraz foi fechada por decisão do governo. No começo, um pequeno grupo de prisioneiros pediu autorização para cozinhar a sua própria alimentação natural. As mudanças ocorridas na vida e no comportamento desses detentos, por causa da dieta, foram tão visíveis, que inspiraram outros presidiários a seguirem o exemplo. Hoje, dos 800 presos de Alameda, 500 seguem uma alimentação naturista baseada no equilíbrio yin-yang. Além da alimentação equilibrada, eles fazem exercícios físicos pela manhã, ioga e meditação.

“No passado essa idéia provavelmente me parecia ridícula”, diz Lewis Whale, 28 anos, ex-chefe de uma quadrilha de traficantes de cocaína da Colômbia para os Estados Unidos, condenado a 10 anos de detenção. No passado a vida de Lewis seguia um ritmo muito frenético para que sobrasse tempo para ele mastigar 80 vezes os alimentos – como prescreve a macrobiótica. “Agora, um senso de justiça e gratidão me compele até a escrever um livro a respeito dessa dieta que regenerou a minha vida”, diz ele. “Eu me transformei, e quando um homem se transforma a sua visão se amplia e aprofunda.” O sonho de Lewis é que seu livro, caso venha mesmo a terminá-lo, sirva de inspiração aos presos de todo o mundo. “Em qualquer cadeia que se vá, os prisioneiros estão em péssimo estado de saúde física e mental”, diz ele. “Os crimes que eles cometeram em geral tiveram origem, não na coragem e na força, mas no medo, no desespero, na fraqueza.”

A modificação radical no comportamento dos presos de Alameda logo teve repercussão nacional nos Estados Unidos e o American Institute of Biosocial Research resolveu dar um passo adiante: com o apoio da Comissão do Crime e Prevenção da Violência, estendeu a experiência a dez outras penitenciárias do país. “Estamos convencidos de que a violência e o crime estão diretamente ligados à alimentação”, diz Edward Cohen, um dos responsáveis pelo programa. O sucesso alcançado em Alameda tem levado juízes, advogados e burocratas do sistema penitenciário os Estados Unidos a admitirem a existência de uma “correlação entre alimentação e comportamento” e a apoiarem a tese de que uma dieta adequada pode ser o primeiro passo para a reabilitação dos presidiários.

A comovente visita de Kushi, o guru da macrobiótica

Uma pesquisa feita pelo American Institute of Biosocial Research demonstra o sucesso da experiência macrobiótico-vegetariana nas cadeias dos EUA. O ponto considerado mais importante é o aspecto médico da experiência. Desde que mudaram de dieta, a saúde dos presos melhorou bastante, a ponto da procura da clínica da prisão ter caído para a metade nos últimos três anos. “A nova alimentação parece tornar os presidiários mais resistentes a doenças”, diz Edward Cohen. “Além disso, eles agora desfrutam de maior equilíbrio psicológico e emocional, o que criou uma nova atmosfera dentro da cadeia. Não é preciso ser detetive para perceber a enorme diferença entre Alameda e uma prisão comum. Aqui não existe o clima de histeria e violência próprio da maioria das cadeias. Em vez disso há mais harmonia e delicadeza entre os detentos”, observa Cohen.

No mês passado, os prisioneiros da Alameda tiveram uma grata surpresa, uma visita que eles vinham esperando há muitos anos: Michio Kushi, o guru de todos os macrobióticos do mundo. Kushi tinha intenção de ficar apenas dez minutos na prisão, mas acabou cancelando todos os compromissos para passar o dia com os detentos, só deixando a cadeia quando o horário de visitas foi encerrado. O que mais o impressionou “foram as desafiadoras perguntas feitas pelos prisioneiros, sempre revestidas de forte conteúdo espiritual e filosófico”.

A rebelião da boa alimentação

Para Michio Kushi, prisioneiros em geral são bem mais saudáveis que pessoas comuns. “Eles têm excesso de vitalidade, em vez de falta. A maioria é dotada de grande espírito de aventura e inventividade e sempre expressa idéias positivas e criativas”, diz Kushi. “Mesmo tendo cometido atos de violência, o prisioneiro é um homem moralmente superior ao cidadão comum, principalmente se o compararmos com governantes e homens de negócios que administram o mundo.”

“As prisões deviam ser lugares de educação, nunca de punição”, afirma Michio Kushi. “Os promotores de justiça deviam mudar de função e passar a desempenhar o papel de guias, e os juízes deviam tornar-se filósofos e educadores. Só assim, segundo ele, os encarcerados teriam estímulo suficiente para descobrir novos horizontes para suas vidas. “Minha experiência em Alameda”, diz Kushi, “mostrou que os prisioneiros necessitam de inspiração para desenvolverem uma nova compreensão da cosmologia de suas próprias vidas”.

Hanner, ex-colega de prisão de Al Capone: só brandura

Para o mais importante filósofo da macrobiótica (considerada por muitos como um estilo de vida que visa à felicidade física e espiritual) a dieta que os detentos de Alameda fazem hoje é recomendável para a maioria dos americanos. Isto, no mínimo, atrairia os interessados em evitar as enormes contas hospitalares resultantes das doenças degenerativas e do câncer que assolam os Estados Unidos. Essas doenças, lembram Kushi, são causadas principalmente pelo alto consumo de produtos de origem animal entre os americanos. “Ainda é possível prover o mundo com a serenidade e a beleza que fui encontrar justamente entre marginais. Isso pode ser alcançado através de uma dieta equilibrada. As religiões perderam a sua autoridade porque negligenciaram, por ignorância, em manter e ensinar suas tradições dietéticas”, afirma Michio Kushi.

O que torna a experiência de Alameda ainda mais notável, segundo Edward Cohen, “é o fato de aqui estarem detidos alguns dos homens mais perigosos dos Estados Unidos”. Marc Hanner, por exemplo, foi colega de prisão, de Al Capone, na famosa cadeia na ilha de Alcatraz. Aos 9 anos, Marc foi abandonado pelo pai, um milionário do Texas “que nunca me deu um centavo nem para pagar os estudos”. Marc alimentou ódio e desprezo pelo pai milionário durante toda a vida. Aos 30 anos, na véspera de casar-se, resolveu dar-lhe a última chance de se redimir, pedindo um empréstimo para comprar uma casa na Flórida, onde pensava em viver com a futura esposa. A resposta, segundo Marc, foi a mesma de sempre: não. Mas, naquele dia ele estava bêbado o suficiente “para não tolerar mais uma insolência”. Disparou um, dois, três tiros contra o pai. Não satisfeito, voltou o rifre contra os funcionários da empresa e passou bala em quantos viu pela frente. Resultado: 8 mortos e prisão perpétua para Marc Hanner.

Enquanto Marc conversa em sua cela com um grupo de jovens jornalistas que visitam Alameda, outros presidiários aproximam-se e põem-se a ouvir suas declarações à imprensa. Um deles traz uma bandeja de doces macrobióticos feitos na hora, à base de mel e farinha integral. Outro passa uma bandeja de suco de maça natural. “Tudo feito aqui na prisão, por nós mesmos, sem produtos químicos”, diz orgulhosamente Jeff, 25 anos, condenado a 40 anos de reclusão por ter violentado e quase matado uma menina de 13 anos em San Francisco. Até agora Jeff cumpriu apenas os dois primeiros anos de sua pena, mas parece olhar com tranqüilidade para um futuro em que estará sempre atrás das grades. “Nada melhor do que um lugar pequeno como a minha cela para acalmar o coração e a mente e para desencadear uma verdadeira mudança interior”, diz ele com firmeza, enchendo de espanto os presentes.

“A uma certa altura da entrevista, os repórteres encontravam-se numa cela de prisão, rodeados por um grupo de marginais perigosos em cujos currículos constam os mais bárbaros crimes que se poderia imaginar. Não havia policiais nem qualquer dispositivo de segurança para proteger os visitantes. Curiosamente, tampouco havia qualquer sinal de suspeita ou receio entre os jornalistas. Os presidiários de Alameda parecem um grupo de homens inofensivos, incapazes de qualquer ato de violência. Era difícil acreditar em seus currículos passados. “A vida mudou completamente nesta prisão”, diz Marc Hanner, o que tem mais tempo de casa.

Um dos deflagradores da mudança em Alameda foi Denis Hoffman, 35 anos, cujo nome seus companheiros mencionam com um ar de respeito. Denis é o cozinheiro-chefe da prisão. Foi ele quem ensinou a todos os benefícios de uma dieta baseada no princípio yin-yang. “Quando yin e yang se encontram, em qualquer lugar deste mundo, produzem um brilho que ilumina o espírito. Da união dos dois nasce o verdadeiro milagre da vida”, diz Denis.

A rebelião da boa alimentação

Nas horas vagas, Denis cuida do jardim de Alameda, ao qual acaba de adicionar um novo carvalho. Demorou muitos anos para que as árvores ficassem bonitas e frondosas como se encontram hoje, enfeitando o jardim dos condenados. Foi o Denis quem as plantou logo que chegou à cadeia, há 15 anos. Um dia ele certamente verá, copado e forte, o novo carvalho que acaba de semear. Afinal, é ali, junto de suas árvores e de seus companheiros macrobióticos, que Denis vai passar o resto da vida.

Tudo começou com as cinco punhaladas no “Verão do Amor”

Enquanto trabalhava, ele conta a trajetória que o levou à prisão perpétua. Tudo começou no “Verão do Amor” em San Francisco, no final dos anos 60. Foi nessa época que surgiram os hippies, uma nova contracultura que teria influência marcante em todo o mundo. Denis, na época aos 20 anos, era um dos muitos a engrossar a caravana de jovens que abandonaram lares e escolas em busca de um novo sentido para suas vidas.

Foi nas ruas de San Francisco que Denis ouviu, de gurus orientais, as primeiras lições de ioga e culinária macrobiótica. Todos os dias, às 4 da tarde, no Golden Gate Park, era servida uma refeição macrobiótica, de graça, para os hippies. Denis era um dos cozinheiros. A comida oferecida naqueles dias era basicamente a mesma que comem hoje os presidiários da Alameda: arroz integral, soja, vegetais cozidos, salada, pão integral e frutas da estação.

A última ceia realizada no parque, porém, transformou-se num espetáculo de violência. A polícia chegou e começou a recolher as panelas contendo a refeição do dia, sob a alegação de que os hippies não tinham autorização para fazer a celebração ao ar livre. Indignado, Denis avançou contra os policiais, tentando tomar de volta as panelas, mas acabou envolvendo-se numa briga corpo-a-corpo com um deles. Quando finalmente o guarda o derrubou no chão, Denis olhou ao seu redor e percebeu que toda a comida tinha sido confiscada. Não hesitou: pegou a faca que trazia no bolso, a mesma que usara para preparar a ceia dos hippies, e avançou contra o guarda. Cinco punhaladas. E o policial caiu morto no gramado do parque.

Quando se está condenado a passar o resto da vida atrás das grades, o melhor a fazer é adaptar-se à realidade da prisão. Denis Hoffman, assim como a maioria dos detentos de Alameda, parecem ter feito da cadeia o seu mundo, como se a vida lá fora já não valesse a pena. “De alguma maneira, todos os seres humanos vivem encarcerados”, comenta Denis, “alguns em corpos doentes ou decrépitos, outros em casamentos ou situações familiares infelizes, outros em escritórios, repartições, fazendo trabalho sem significação”, conclui.

Não existe entre os encarcerados de Alameda o menor vestígio de desespero em relação à longa duração de suas sentenças, da mesma forma como não existe neles qualquer intenção de dar uma justificativa moral para os atos de violência que cometeram no passado. No momento, eles parecem despertar de um pesadelo e a alimentação equilibrada tem papel fundamental na nova vida que escolheram.

Na cozinha dessa prisão incomum, Denis Hoffman e mais dois ajudantes criam diariamente a comida que vem revolucionando o sistema penitenciário americano e ensinando aos prisioneiros um novo sentido para a palavra liberdade. A cozinha tornou-se de repente o coração de Alameda, de onde parece emanar uma nova luz para todos. Penduradas na parede, muito limpas e coloridas, as panelas parecem esperar a hora de servir mais um banquete mágico. Facas bem amoladas, colheres de pau, uma grande mesa de amassar pão. E, a um canto, escrito à mão num pequeno quadro, um lembrete de Denis Hoffman a todos os que participam dos rituais culinários da cadeia: – “Amor não é apenas o ingrediente mais importante. É o único ingrediente que realmente importa.”

“Cobaia de Mim Mesma”

Uma razão para continuar a viver
(A DOENÇA INVISÍVEL)

Nos últimos meses de 2004, meu mundo se transformou para sempre.
Foi o início de uma série consecutivas de lesões corporais e dores crônicas, todas aparentemente sem lógica alguma. Inclusive para as equipes médicas às quais me submeti. Nesta época eu residia nos Estados Unidos e procurei por auxílio especializado em Mesquite, Richardson, Parkland Hospital a até Baylor… Sem falar nos consultórios de especialistas particulares como a Hamptom Clinic. Exames e mais exames e os resultados nunca apresentavam qualquer diagnóstico conclusivo.

Com muita boa vontade Divina e com o auxílio de meu marido, na época do ocorrido, fui diagnosticada portadora de HS (Hidrosadenite Supurativa) e Ictiose. Duas doenças raras, auto-imunes e avaliadas mundialmente pela área de saúde como incuráveis.
Foi então que me ocorreu que eu seria um grande peso para todos, que por qualquer razão do destino, eu arruinara a minha vida e a das pessoas a minha volta.

 Por que não morrer, pensei angustiada, e poupar a todos um monte de problemas? Tinha vergonha de mim mesma e da imagem que via no espelho. Não me reconhecia mais. Ao mesmo tempo em que aguardava ansiosa por uma visita amiga com quem pudesse desabafar; fugia do mundo e ficava ali deitada, vegetando, olhando para as paredes, imaginando o futuro incrédulo.

Quando por fim, já dopada de muita medicação, eu adormecia. Eu me via limpa de novo, fazendo amor, correndo, representando a minha arte, trabalhando, próxima a família e aos amigos. Ao acordar percebia que nunca mais faria nada daquilo novamente. Estava apenas ocupando espaço neste mundo.

Um dia então meu marido entrou no quarto, fitou-me os olhos e disse: – Essa enfermidade veio parar na pessoa errada. Não importa o que aconteça você continua sendo você e eu a amo e estarei contigo até o fim, seja ele qual for! Mas tenho certeza de que ela jamais lhe derrotará.
Foi quando percebi que no fundo eu não queria desistir, que eu queria voltar a ter uma vida normal e que a crença dele de que eu poderia ser a “mulher maravilha” era mais forte do que a que eu tinha de mim mesma.

Uma enfermidade como a minha muda bruscamente um casamento. Adéquam-se as formas de se relacionar, mas também intensifica o sentimento que já existia. Disse a ele uma vez: – Isso está muito além dos votos do casamento: “na saúde e na doença”. Ele disse: – Eu sei! Mas continuo te amando apaixonadamente exatamente da mesma forma quando te vi pela primeira vez descendo saltitante, afobada por aquelas escadas, naquele posto de gasolina tarde da noite… Você continua tão linda e fascinante quanto naquele dia e desde então eu quis me consagrar teu cavalheiro e assim será até que Deus nos permita, porque a amo.

Mas a sensação de impotência era difícil de suportar.

Por inúmeros motivos decidi, a contra gosto do meu marido, retornar ao Brasil. Minha filha era a única fonte de vida que mantinha a minha esperança acesa nessa altura dos acontecimentos. Já havia me submetido a inúmeros tratamentos e aproximadamente 8 cirurgias. Um dia estava acamada e ela se aproximou de mim e disse: – Mamy, eu não tenho vergonha de você. Ás vezes você não pode andar, ás vezes nem pode me levar à escola, mas você ainda pode sorrir e você é minha mãe. Você vai ficar boa, não vai?

Creio que foi a primeira vez depois de muito tempo que dei boas risadas; e prometi a ela que eu iria ficar boa novamente sim e que passearíamos juntas, lindas e orgulhosas!

Dos Estados Unidos ao Brasil, nenhum tratamento surtia efeito positivo. Por “n” frações de segundos já desejei que um gênio da lâmpada mágica me fizesse desaparecer.

Mais ou menos nessa época tive conhecimento de um procedimento médico altamente criticado e condenado pela Sociedade Brasileira de Medicina, cujo Doutor responsável pela divulgação de uma técnica conhecida por Auto-Hemoterapia estava sendo excluso da profissão por ter seu CREMEB anulado.
Preparei-me então para o desconhecido, que é a fonte de todas as possibilidades. Fiz pesquisas profundas, passei a dominar ao máximo em termos de conhecimento tudo que pudesse me atingir e decidi que as vantagens psicológicas das tentativas superariam qualquer risco físico. Iniciei os procedimentos conforme instruções do Dr. Luis Moura e os resultados positivos me deixaram tão entusiasmada que a palavra “incômodo” deixou de existir no meu dicionário.

Consegui fazer breve contato com a equipe do Dr. Luis Moura e muito embora o que me foi reportado não tenha sido muito animador, eu estava decidida que queria voltar a viver, em letras garrafais, maiúsculas, douradas, cravejadas de diamantes com todo o seu esplendor, como diria Arnaldo Jabor.
Eu já tivera algum êxito, mas pelos relatos do Dr. Luis Moura não havia em seu histórico um único caso de cura para a minha enfermidade. Ele disse sim que eu poderia controlar os sintomas enquanto fizesse uso das aplicações, mas cura… Ele sentia muito, mas não poderia ser categórico nesse prognóstico.
Certo dia, absorta em uma das minhas muitas leituras deparei-me com um texto que dizia assim: “o melhor professor seria aquele que não detém o poder nem o saber, mas que está disposto a perder o poder, para fazer emergir o saber múltiplo. Nesse caso, perder é uma forma de ganhar e o saber é recomeçar.” (Affonso Romano de Sant’Anna)

6 longos anos acalentando o inimigo é tempo suficiente para conhecer algumas de suas particularidades; e depois de ter sido cobaia de quase todos os tratamentos imagináveis prescritos por doutores e cientistas, sem sucesso, decidi tornar-me cobaia de mim mesma.

A princípio assusta porque meu conhecimento adquirido na área de saúde advém da minha curiosidade e particularmente sou autodidata. Sou designer por formação.

Mesmo assim, descobri que a fé ás vezes é mais forte que muitas certezas. É a força invisível capaz de destruir grandes dogmas já estabelecidos na história da humanidade. A receita que decidi executar trata-se de algo inédito por nunca ter sido tentado em qualquer ser vivo. Pelo menos não há qualquer registro histórico deste fato que eu tenha encontrado.

Creio que é fácil imaginar o receio, o temor, o medo dos que próximos estiveram a mim e as dificuldades que tive que transpor para executar os meus propósitos…

Fui tachada de louca, insana, irresponsável, inconseqüente, charlatã, entre outros adjetivos mais agradáveis. Mas a minha crença baseada nos meus conhecimentos e na metodologia que descrevo foi mais forte que os poucos aplausos que guardei. A experiência que titulo “Cobaia de Mim Mesma” ainda não chegou ao fim; mas com as graças e as bênçãos de Deus tenho mais certeza a cada dia que passa que agora comecei a escrever a história do meu sucesso, porque já me sinto livre dessa prisão!

download do arquivo em pdf contendo relato da experiência:
Relato-Experiencia

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