HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

ouTRa FoRMa De vEr O mUndO

O homem, que apenas vê um canto do quadro da natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto. – Allan Kardec

 Qualquer que seja a enfermidade, quando atinge o indivíduo em suas genitálias reflete conseqüências, ou deveria dizer que deixa seqüelas em sua vida social, profissional, pessoal e seguramente transtornos de ordem psicológica.

Apesar de crer que a verdade é um fator bastante relativo, é irrefutável o fato de que num censo comum a humanidade, o sexo ou os meios naturais do instinto básico animal da procriação é fator altamente relevante para a sanidade mental e a saúde psicológica de qualquer ser humano independente de credo ou etnia.

Exceto meu nome, as experiências que aqui citarei terão os nomes dos seus autores resguardados por uma questão de respeito a sua idoneidade, privacidade e confiança por me revelar e só estão sendo relatados porque preciso expor a outros, quantos de nós desfrutam dos mesmos problemas e aflições.

Óbvio que o meu objetivo com mais este relato não é o de desanimá-los; mas sendo extremamente realista, mostrar a cada um que existe um meio “particular” de se adaptar às conseqüências a fim de trazer de volta a sensação de que apesar das adversidades que nos atinge “somos seres bem especiais” e podemos tomar as rédeas da nossa vida novamente e ter uma condição social, profissional e pessoal restabelecida, só que pautada em outros valores.

Bem, para começar esse relatório é necessário que eu esclareça o que tenho vivenciado nos últimos dois meses. Após o término da experiência “Cobaia de Mim Mesma”; relato este que não publiquei na íntegra devido ao choque causado na maioria dos meus leitores, o que me fez crer que eu estava dispondo e disseminando informações demais para um público ainda não preparado para absorvê-las com olhos científicos; muito embora eu tenha levado os procedimentos até a conclusão a que eu havia almejado; resolvi também por conta própria parar os procedimentos da Auto-Hemoterapia por um período (que se estendeu por exatos 23 dias) a fim de averiguar as reações e conseqüências de toda a experiência.

Por 23 dias exatamente controlei e administrei os sintomas da HS e da Ictiose única e exclusivamente através da “alimentação” e “mudanças de hábitos” no meu cotidiano. Passado este período, sendo bastante rigorosa na minha crítica, creio que somente foi possível porque a experiência me deixou com uma elevada taxa de imunidade. Meu físico estava se restabelecendo de qualquer enfermidade de forma fantástica!

Convêm relatar que após este período a minha vida sofreu com adversidades não previstas, mas que abalaram profundamente meu emocional. Foi então que os sintomas até então administráveis se rebelaram e voltaram a se apresentar sem qualquer cerimônia.

Primeira Conclusão:
A auto-hemoterapia não vai curar a sua HS, mas vai ajudá-lo a administrar, juntamente aliada a um conjunto de medidas, os sintomas que lhe aflige tornando possível o seu convívio social e a restabelecer uma vida “quase que normal.”

Segunda Conclusão:
O fator emocional, psicológico, como você se sente, como você administra a sua consciência, sua auto-estima e induções comportamentais interagem fatidicamente ou não com a sua enfermidade, quer você creia ou não: a mente comanda o corpo irrefutavelmente, seja no oriente ou no ocidente. Não se trata de milagres! Simplesmente vivemos aquilo que acreditamos. Se sua mente manda, o corpo obedece!

Não precisam blasfemar! Ninguém melhor do que eu sei o quanto é difícil tornar essa teoria uma prática plausível nos contextos de vida que cada um de nós nos expõe… Entretanto, cabe ao bom conhecedor entender que não saber “ainda” gerir o método não invalida a sua eficácia. É como tomar antibióticos nos horários errados… O erro é nosso e não da prescrição do diagnóstico.

Voltei com minhas aplicações e auto-hemoterapia aliada a dieta vegetariana e já estou aos poucos restabelecendo  meu físico. A mim, faz muito bem o contato com a natureza e a atividade física constante; além de muita atividade intelectual a fim de gerir minha mente para promover benefícios de qualquer ordem que me acalentem! É muito importante encontrar e estabelecer sua serenidade, sua segurança e sua paz!

Com tudo que tenho experimentado, foram mudanças radicais em minha vida ao longo do último ano efetivo: aboli toda e qualquer medicação prescrita; restabeleci o bom funcionamento dos meus rins e do meu fígado; minha pressão voltou ao normal (12 por 8 ) constantemente e sem variações, não houve reincidências de abscessos nem a necessidade de novas cirurgias, perdi cerca de 35Kg, saí do calabouço e restaurei algumas atividades sociais que me dão prazer… Entendam! Não tenho reconstruído minha vida… Tenho gerido uma vida NOVA.

Venho recebendo inúmeras reportagens de outros portadores que sofrem suas angústias, dúvidas e medos; como os que eu já tive por tanto tempo. O medo do desconhecido ainda é algo que nos atormenta constantemente e “eu” entendo! Mas também é a “graça” e o “milagre” dessa instabilidade que nos assegura que amanhã jamais será igual a hoje. O tempo trata de cicatrizar qualquer ferida; só temos o trabalho de suportá-la, enquanto ela estiver ativa; mas creia que passa… Tudo passa! E como você vai atravessar esse período incauto; é você quem escolhe.

A Bebeu me escreveu desesperada porque estava com sua genitália tomada e ela só tem 20 e poucos anos; o Cleiton também teve seus órgãos genitais atingidos… O que tem me assustado é que apesar dos relatos científicos que possuo me estabelecerem uma faixa etária por volta dos 30 anos de idade até que a HS se manifeste, a realidade tem me apresentado portadores cada vez mais jovens! Não sou cientista; fato que intriga pela observação e faz-me questionar sobre o estresse que a juventude atravessa nos atuais ciclos de sua vida… Talvez, essa seja um “gatilho” para o que poderia ser pelo menos retardado…

Quanto a questão do que chamamos “CURA”… Bem, há 6 anos vivo, como, durmo, me alimento e estudo exaustivamente a HS. Faz parte de mim, então melhor entendê-la! Não se aborreçam por não detectá-la em exames laboratoriais. Há 6 anos faço exames completos de 6 em 6 meses e até hoje um médico que nunca me viu lhe dirá que eu nasci ontem. Não há vírus, não há bactéria, não há fungos, não há nada vivo com quem eu possa declarar uma batalha. Inclusive biópsias das secreções são totalmente estéreis. Até ver isso comprovado em inúmeros exames laboratoriais diversos, eu própria duvidava dessa possibilidade. Perdoem-me os especialistas na área de saúde, mas também não sou médica. De fato, os paradoxos dessa enfermidade são de confundir qualquer criatura bem estruturada. Mas onde quero chegar é o que importa…

Meu pai costuma me dizer sempre que para bom entendedor, meia palavra basta. Ora, sendo assim, vamos analisar os fatos: se nos Estados Unidos, país de primeiro mundo, o portador de HS é considerado inválido e recebe aposentadoria vitalícia… Isso significa que o custo para o governo americano sustentar cada indivíduo inválido dessa categoria é ínfimo comparado ao que eles deveriam ou poderiam investir nas pesquisas científicas… Enquanto que aqui no Brasil ainda somos um grupo quase que ou totalmente marginalizado pela ignorância, inclusive do próprio governo.

A cura está dentro de você. Em não deixar que qualquer adversidade que essa enfermidade traga, lhe derrote. Não aguarde a cura em um comprimido. Se ela existir; não surgirá agora! Há muitos obstáculos burocráticos e interesses financeiros que atravancam o progresso dessa ordem.

A sociedade está tão neurótica que as crises financeiras e as pressões profissionais podem adoecer tanto ou mais do que os traumas de um inválido. É preciso a gente se educar! A cura começa assim.

E como diria A. Cury:
“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar o que somos.”

Sábado, 05 de Junho de 2010
Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
Por Roberta Achy Santos

3 Comentários»

  Glória wrote @

Olá Roberta
Tenho problemas crônicos de acne e qdo minha mãe morreu aos 78 anos ainda tinha espinhas e cravos… mas sem dúvida, mesmo tendo tido furunculos no rosto e no corpo aos 15 anos eu os superei com a AH. em relação ao que vc vive, com certeza eu apenas posso imaginar seu desafio. eu convivi com inflamações nos canais auditivos desde bebe e cresci tomando antibióticos que arruinaram meus ossos e no entanto estou aqui para reforçar o grupo de adeptos da auto-hemoterapia. Também por experiência própria sempre pesquiso sobre enzimas e componentes de sangue, fico sondando para entender o q os médicos e cientistas deixam passar quando eles falam de eventos que ocorreram com um grupo de doentes e as dosagens de elementos que faltam ou que sobram no organismo deles. O reflexo emocional de uma doença…. Quero entender também o que acontece comigo e o que aconteceu no meu nascimento para eu ter uma imunidade tão frágil, em mim parece que meu sistema imunológico fala”entre e dê uma lição nela, porque ela merece!”. e em casos como o seu que parece ser o oposto em algum sentido que os cientista ainda não se deram conta. aguma coisa ativou seu sistema imunológico contra vc… há algo nesse sentido em alguma matéria médica q vc tenha lido?

  Roberta Achy wrote @

Olá Glória

Há sim minha querida… Neste endereço por exemplo cito um texto bem interessante que se trata do que você quer reportar. Dê uma lida que com certeza lhe será bem esclarecedor. Verei outros e manteremos contato para mais discursões, ok? Um grande abraço, bei.

“sabe-se que os corticóides produzidos em momentos de estresse diminuem a defesa imunológica”

https://hssuffer.wordpress.com/2010/09/10/pacientes-sao-vitimas-e-autores-das-doencas-auto-imunes/

  tatiane bittencourt wrote @

olá sou portadora de hidradenite e adoraria travar uma batalha contra o governo e a favor de nós portadores de hs ,como eles podem achar que podemos trabalhar?se as veses mal aguentamos a dor?qual empresa empregaria um funcionário com um problema cronico,e que a qualquer momento pode entrar em crise de dor e não conseguir efetuar a sua função dentro da empresa?seria bom demais encontrar um emprego onde o empregador nos desse folga nos dias de crise e nos fornecesse uma quantia infindável de uniformes para que possamos trabalhar limpos já que produzimos infecção constantemente,eu acho muita desumanidade com a dor de quem não pediu pra ficar doente ,mas que é obrigado a aceitar que vai sentir dor e ter feridas até o fim da vida ,sem contar que o fator financeiro atinge em cheio o principal vilão desta doença o estresse,como não se estressar se você não pode nem se sustentar sosinho ser sempre dependente de alguém é extremamente humilhante,pois,temos capacidade,porém nos falta a paz de um dia dormir e acordar sem dor,sentir que nós somos iguais,e viver como todos os outros que ignoram a nossa situação,eu preciso muito de um auxílio financeiro ,pois não pedi pra ter essa doença e não posso trabalhar normalmente como eles querem,portanto creio que nós portadores de hs devíamos nos unir para reivindicar um direito mais do que justo,a aposentadoria aos portadores de hs,pois só quem sabe o que se passa com nós é somente quem vive este drama também,entre em contato comigo pra gente conversar sobre isso ,meu email é tatibittencourt21@hotmail.com,espero sua resposta,seja feliz da melhor forma que puder beijos


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: