HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia: ciência ou religião? (I de IV)

Auto-Hemoterapia: ciência ou religião? (I)
Textos do Dr. Jorge Martins Cardoso (Médico) – CRM 573

Eu não penso, logo, não existo. Portanto por que me incomodam tanto? Se não existo e se não penso, então, expliquem-me uma coisa. Quem está escrevendo estas mal assombradas linhas? Alguém do além? Minhas amigas leitoras e meus leitores amigos. A prática da Auto-Hemoterapia continua proibida no Brasil. Fazer o quê? Investigações científicas sobre a famosa Auto-Hemoterapia também continuam proibidas. Neste caso, devemos fazer alguma coisa. Vamos apelar e pedir a ajuda e a proteção das forças divinas, da força de Deus, pois a fé remove montanhas. E se a fé remove montanhas, por que não haverá de remover um único monte de ignorância? Fé em Deus e pé na ciência. Enquanto a ciência e a religião procuram entrar em um acordo “diplomático” sobre a tal terapia complementar, observemos o que diz a nossa livre imprensa.

“Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero”. Quase todo santo dia os leitores lêem este slogan no JORNAL DA CIDADE. Só agora lendo o livro do jornalista Marcos Cardoso – Sempre aos domingos – Editora-UFS – 239 páginas, é que fiquei sabendo como surgiu a frase. Já que podemos criticar, o livro de Marcos Cardoso apresenta alguns erros de revisão e algumas dúvidas históricas. Erros de revisão? É claro. “A pressa é inimiga da perfeição”, diz o povão. O que é verdade. Pressa e perfeição são vitais nas mãos hábeis de um bom cirurgião, assim mesmo, em casos de emergência e/ou urgência. Quanto às dúvidas históricas (uma delas terrivelmente polêmica), só conversando pessoalmente com o autor do livro. Mas, não há pressa alguma. O livro é de leitura agradável. Está de parabéns o autor e recomendo aos leitores (pelo amor de
Deus, não confundir com telespectadores).

Recentemente, a revista Veja (edição de 05 de novembro de 2008), trouxe uma reportagem (de capa) bastante curiosa: remédios – o que há de errado com eles – o desenho pequeno de uma caveira – pílulas para emagrecer, para baixar o colesterol e antiinflamatórios foram proibidos – saiba se o remédio que você toma está na lista dos suspeitos. A reportagem completa encontra-se nas páginas 88 a 95. Iremos selecionar e transcrever algumas partes da extensa matéria. O mundo “leigo”, o mundo “científico” e o mundo “religioso”, não devem se preocupar demasiadamente. “Para o que não tem remédio, remediado está”, diz a sábia sabedoria popular.

Páginas 88 e 89 – Medicina. Remédios: Sustos difíceis de engolir. A quantidade de medicamentos retirados do mercado por causa de efeitos colaterais graves alarma os consumidores e lança a pergunta: até que ponto se pode confiar nos laboratórios? Observação do escriba: a reportagem é de autoria das jornalistas Anna Paula Buchalla e Adriana Dias Lopes. Do dia para a noite, o comprimido que o médico lhe receitou, e que funcionava às mil maravilhas, é banido das farmácias porque se descobriu que pode causar danos à saúde não previstos na bula. O que fazer? Não, não adianta interpelar o médico: ele também não sabia.

O único jeito é passar a usar outro remédio e esconjurar mentalmente o medo de engrossar a estatística das vítimas dos efeitos colaterais graves e até irreversíveis da medicação. E eles não são poucos. Vão de distúrbios vasculares e cirrose hepática letal a depressão e suicídio. O primeiro grande susto veio com a saída do mercado do Vioxx, em 2004, quando um estudo o associou a um aumento nos riscos de infarto e derrame. Observação do escriba: na verdade ocorreram dezenas de casos de infarto e de derrame cerebral, produzidos pelo Vioxx. Uma das vítimas foi o pai do jornalista Randall Fitzgerald, autor do livro lançado em 2006 nos Estados Unidos, “The Hundred-Year Lie” e traduzido no Brasil em 2008, com o título: “Cem anos de mentira” (editora Idéia e Ação, 391 páginas). As pesquisas do jornalista Randall Fitzgerald, uma verdadeira bomba na cabeça da indústria farmacêutica e de alimentos, abrange o período de 1906 a 2006.

Continuemos o que está escrito na página 89 da revista Veja. O antiinflamatório Vioxx era consumido por mais de 85 milhões de pessoas em mais de 80 países. Nos últimos meses, saíram de cena mais dois antiinflamatórios: o Prexige e o Arcoxia (de 120 miligramas) foram associados a crises hepáticas. O tão aguardado comprimido antibarriga Acomplia também foi recentemente retirado das farmácias, por aumentar o risco de depressão entre seus usuários.

Sim, há algo de nebuloso no universo dos remédios. Os problemas estendem-se do marketing agressivo e nem sempre honesto dos laboratórios farmacêuticos, e culmina no mau uso do medicamento tanto por parte de muitos pacientes quanto por parte de médicos. Só a indústria americana investe mais de 50 bilhões de dólares por ano, em desenvolvimento de medicamentos. Multidólares!

Página 90 – “A verdade dolorosa é que muitos medicamentos estão chegando ao mercado depois de testes clínicos inadequados” disse a Veja a médica americana Márcia Angell, ex-editora da revista científica “The New England Journal of Medicine”. Um dos melhores exemplos é o que ocorreu com o Rezulin, indicado para o tratamento do diabetes tipo II. Ele recebeu a chancela da FDA (Food and Drug Administration – órgão governamental norte-americano que controla a qualidade dos alimentos e medicamentos comercializados nos EUA) em 1997, apesar das objeções de vários consultores da agência que apontaram o seu perigo para o fígado. O Rezulin foi consumido por 700.000 americanos. Depois de três anos, 90 casos de cirrose, dez transplantes de fígado e 63 mortos, essa bomba finalmente foi proibida. Observação do escriba: estou me lembrando do médium Kleber Aran, que provocou tanta celeuma em Sergipe, a ponto de dois médicos, num mesmo dia, no mesmo JORNAL DA CIDADE e na mesma página, ter escrito dois artigos diferentes (nem tanto assim). Apesar de todos os pesares, apesar de toda a “bendita” controvérsia, o “miraculoso” médium, que seja do meu conhecimento, até a presente data, não matou ninguém. Acho que de médium, de médico, de poeta e de louco, todo mundo tem um pouco. Para provar tal assertiva, só uma investigação científica. Graças a Deus, à bíblia e a “reza forte” dos vereadores evangélicos, finalmente foi “expulso de Aracaju, de uma só vez, o “terapeuta” Kleber Aran, o médium, o “Dr. Fritz” e o satanás, pra não voltar nunca mais”. Outra afirmativa, outra pesquisa científica!

Enquanto isto, nos EUA, o povão engole uma droga chamada de Rezulin, morrem 63 pessoas, e nada de manchete, nada de escândalos, nada de algemas. Nem as de “ouro” do banqueiro Daniel Dantas. E pode? Pode! Continuando a página 90 da revista Veja: “Um dos casos famosos de descontrole promocional foi o do Neurontin”, um remédio para epilepsia criado pela empresa Warner-Lambert, depois adquirida pela Pfizer. De acordo com a americana Melody Petersen, autora do livro Our Daily Meds (algo como “Os Remédios Nossos de Cada Dia”), médicos foram agraciados com jantares e presentes, quando não dinheiro, para “vender” o remédio a pacientes e a outros médicos como uma droga milagrosa. Em 2004, a Warner-Lambert foi obrigada a pagar 430 milhões de dólares por ter violado as normas acordadas com a FDA e propagandeando o Neurontin como panacéia para distúrbios para os quais não havia sido aprovado, entre eles, enxaqueca e dor nas costas.

Página 92 – Um estudo publicado na revista científica on-line PLoS mostra que a indústria tem o hábito de incentivar o uso de seus medicamentos em casos não previstos na bula. Calcula-se que 60% dos oncologistas utilizem remédios para fins não provados. “Nessa situação, porém, a responsabilidade por qualquer evento adverso é apenas do profissional”, diz Dirceu Barbano, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Autora do livro “A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos”, Márcia Angell acusa a FDA de viver um momento crítico, pelo fato de ter sido estabelecida uma relação de dependência entre a agência e a indústria que ela deveria controlar. A médica diz que, além de parte de seu trabalho científico ser bancado pelas companhias farmacêuticas, vários conselheiros da FDA estão na lista de pagamento dos laboratórios, na qualidade de consultores. Nove de cada dez dessas pesquisas são financiadas pela indústria.

Página 94 – Aliás, as interações medicamentosas têm revelado aos médicos uma série de reações adversas inimagináveis. Muitos dos novos remédios se tornam ineficazes ou perigosos quando combinados com outros. Há quarenta anos, o escândalo decorrente da utilização da “Talidomida” fez soar o alarme. Aprovado para o controle de náuseas, o medicamento foi consumido por milhares de gestantes ao redor do mundo – e gerou 10.000 crianças com atrofiamento ósseo de braços e pernas. Antes de ser lançada, a “Talidomida” só havia sido testada em ratos de laboratório. Observação do escriba: a “Talidomida” ainda hoje é usada no tratamento da hanseníase, mais conhecida como “lepra”. O nome “lepra” foi praticamente abolido da terminologia médica, por razões que a própria razão desconhece. Entretanto o “bonito” nome hanseníase é aceito razoavelmente. Com beleza ou sem beleza a hanseníase continua existindo e a “Talidomida” também. Segundo afirma o médico Dr. Luiz Moura, 83 anos de idade e 58 anos de profissão, um dos mais conhecidos defensores da prática da Auto-Hemoterapia no Brasil, a hanseníase pode ser curada com certa facilidade com o uso da Auto-Hemoterapia (que estimula fortemente o sistema imunológico), associada com o cloridrato de levamisol – o Ascaridil (que atua como modulador imunológico). Continua na parte II. Até lá.

FONTE: http://www.jornaldacidade.net/

1 Comentário»

  Carlos Pereira wrote @

muito bom mesmo ja faço a mais de 3 anos e indico a todos


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