HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (I)

Publicada: 03/12/2008

Recentemente, despertou-me a atenção, um artigo escrito pelo advogado Clóvis Barbosa (ex-presidente da OAB de Sergipe), publicado no JORNAL DA CIDADE (16-11-2008, pg. B-6), intitulado “Operação Valquíria”. No artigo, o fato teria acontecido em 1944, na Alemanha e, existe referência ao marechal Rommel, “a raposa do deserto”. Por que “raposa do deserto” e qual deserto? Em 1942 ou 1943, o alemão marechal Rommel estava trocando tiros com o britânico marechal Montgomery nos “desertos” do norte da África. Estrategista habilidoso (daí raposa), Rommel, estava levando vantagem sobre o inimigo, quando, para ajudá-lo, por lá apareceu o então primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Se for possível, gostaria de saber do Dr. Clóvis Barbosa, em que ano o Sr. Winston Churchill esteve no norte da África. Ficaremos bastante agradecidos. O apelo parece-me fazer sentido, pois no episódio que relataremos abaixo, estiveram envolvidos o Dr. Fleming, o comandante da RAF e o primeiro-ministro britânico, durante a II guerra mundial, no norte da África.

O texto a seguir é de autoria do médico carioca Dr. Luiz Moura: Alexandre Fleming e a descoberta do antibiótico.

“Ele foi filho de um jardineiro que chegou a Lorde, porque jamais um filho de jardineiro tinha chegado a Lorde, graças ao “bendito” afogamento de Winston Churchill, que tinha oito anos de idade quando caiu num poço, enquanto Fleming tinha dez anos. Alexandre Fleming era filho do jardineiro do pai de Winston Churchill, que chamava-se Lorde Churchill. Fleming salvou Winston Churchill, tirando-o do poço. O Lorde Churchill chamou o pai de Fleming e disse: olha, a vida do meu filho não tem preço, peça alguma coisa que eu lhe darei, se quiser uma casa eu lhe darei uma casa. O pai de Fleming disse não, eu não preciso de casa, eu já nasci aqui, meu pai nasceu aqui, meu avô é que foi o primeiro que trabalhou aqui. Eu preciso é conseguir atender um desejo de um filho meu. Eu tenho quatro filhos, três vão ser operários como eu, não têm interesses, mas o Alexandre, desde pequenininho ele diz que quer ser médico e quer ser pesquisador, desde pequeno, e eu não teria a menor condição de atender ao desejo dele.

Aí disse o Lorde Churchill: então ele será, se tiver capacidade, ele será, por falta de dinheiro é que não haverá problema. Então ele se formou em Medicina, o Alexandre. E com a humildade dele, graças à humildade dele, foi que ele descobriu a penicilina. Porque Lorde Churchill ofereceu para ele, qualquer quarto da mansão, nos 100 quartos na mansão dele, e o Alexandre disse: não eu… – isso foi contado pelo próprio Alexandre no Hospital do Servidor do Estado em 1951, na Rua Sacadura Cabral (1) – então Lorde Churchill disse você escolhe um dos 100 quartos. Não, o senhor às vezes enche isso aí de convidados, fica tudo lotado, basta um lugar debaixo da escada, eram duas escadas em curva que subiam para o segundo andar, e ele disse, ali debaixo tem espaço suficiente para montar o laboratório, e por sorte, aquilo era um lugar muito úmido, e ele fazendo experiências com placas de cultura, devido à umidade, um fungo que adora a umidade que é o Penicillium notatum, destruiu uma daquelas placas de cultura de determinado micróbio, foi destruído pelo fungo.

Ele como era um pesquisador, em vez de jogar fora com raiva, a parte estragada, ele quis saber por que tinha havido aquele halo de destruição, e encontrou esse fungo e descobriu que esse fungo secretava uma substância.

O fungo era o Penicillium notatum e a substância penicilina. “Então Fleming começou a usar o antibiótico em vacas e cavalos do jóquei clube de Londres, e em vacas das fazendas das imediações que estivesse com alguma doença infecciosa, pneumonia, etc. ele usava”.

“Até que um dia aparece o comandante da Royal Air Force (2), que foi buscá-lo para ele aplicar a penicilina em Winston Churchill, que estava morrendo no norte da África. Winston Churchill tinha ido dar apoio moral ao marechal Montgomery, o inglês, que estava levando a pior com o marechal Romell, a raposa do deserto de Hitler, e ele foi lá para dar apoio e contraiu uma pneumonia dupla, (3) como não tinha mais recursos, estava praticamente desenganado. Aí, ele e o comandante da Royal Air Force, sozinhos, atravessaram por cima da Europa, passando por zonas ocupadas pelos alemães, mas em grandes altitudes. Eles poderiam contornar pela Espanha, dando a volta por regiões não perigosas, mas eles passaram por cima, e ele (Dr. Fleming) chegou a tempo de aplicar em Winston Churchill a penicilina. Só que ele, com a simplicidade dele, disse ao comandante da Royall Air Force: mas logo Winston Churchill vai ser o primeiro ser humano a receber uma injeção de penicilina? Logo Winston Churchill nosso primeiro-ministro? O comandante disse: mas é tudo ou nada, o caso dele está perdido! E assim Dr. Fleming salvou pela segunda vez a vida de Winston Churchill. A primeira no poço que resultou nele estudar medicina, e depois salvou no norte da África ao aplicar-lhe a penicilina”.

“Agora, aí é que vem o lado importante. Aí Dr. Fleming diz o seguinte: que as pesquisas dele tinham constatado que os micróbios, ao longo de dez anos iam criando resistência ao antibiótico (penicilina), pois tinha constatado que depois os micróbios perdiam a memória. Se ficasse um tempo sem usar o antibiótico tal fato não aconteceria. Então aconselhava Dr. Fleming, todo antibiótico deveria ser usado num prazo máximo de dez anos, e depois descontinuado se possível, alguns anos, ou se possível durante dez anos, já que, outros antibióticos iam surgir.

Porque desde que foi descoberto o mapa da mina, que um fungo produzira um antibiótico, outros fungos também produziriam efeito sobre os mesmos micróbios, ou outros tipos de micróbios. Por isso (pelo fato de tal constatação de Dr. Fleming não ter sido levada em consideração), é que surgiu essa quantidade enorme de antibióticos, tudo à base de fungos. Então era só fazer isso, mas a ganância (4) resultou em usar a penicilina permanentemente, a não descontinuar, e com isso os micróbios criaram resistência. E hoje já há até, dizem de brincadeira os médicos que trabalham em hospital, há até micróbios residentes, que já até adoram os antibióticos. Já não são só resistentes… são residentes”.

“Então essa é que foi a história contada por Alexandre Fleming, o descobridor da penicilina. E foi a penicilina, foram os antibióticos que levaram a descontinuar o uso da Auto-Hemoterapia, quando o normal, o que certo seria era acrescentar. Somar e não substituir. Por quê? Porque cada um age de uma forma diferente. Os antibióticos agem impedindo a reprodução dos micróbios. E o sistema imunológico é que, aproveitando o enfraquecimento, a pouca quantidade de micróbios, e sendo ativado o sistema imunológico do ser humano, pelos próprios micróbios, e dando tempo para isso – pelo fato do antibiótico controlar a reprodução dos micróbios – os macrófagos (5) do corpo humano devoram os micróbios”. “Se tivesse continuado, se tivesse usando a Auto-Hemoterapia junto com os antibióticos, até haveria muito menos casos de resistência aos antibióticos. Porque não sobrariam cepas resistentes de micróbios. Que, depois, se reproduzem, em outras cepas resistentes de micróbios”.

“Porque muita gente pensa que antibiótico é bactericida. Não. Antibiótico não mata bactéria, ele só paralisa a reprodução das bactérias. Quem mata bactéria é nosso sistema imunológico, é ele quem completa o trabalho do antibiótico. O antibiótico dá chance de ativar o organismo para vencer a infecção”.

Observação do escriba: O que afirmamos com segurança, é que na década de 40 do século XX, muitos médicos-cirurgiões, nas principais cidades brasileiras, usavam a auto-hemoterapia em seus pacientes, para evitar infecções pós-operatórias. Com o advento dos antibióticos, tal terapia, infelizmente, começou a cair em desuso. Por quê?

(1) – Rua Sacadura Cabral – Rua do centro do Rio de Janeiro, onde ficava o diário “O Jornal”, 1º jornal de propriedade do polêmico jornalista Assis Chateaubriand, que funcionou durante as décadas de 20, 30, 40, 50 e 60. (Fonte: livro Chatô o Rei do Brasil, de Fernando Morais, edição 1994, página 17). (2) – Royal Air Force – Força Aérea Real. (3) – Pneumonia dupla – Processo de condensação localizado nos dois pulmões, devido a uma reação inflamatória, infecciosa ou não, primária ou secundária. A localização mais comum é nos lobos inferiores (Fonte: Dicionário de Clínica Médica de Dr. Humberto Oliveira GarboGGini, editora Formar Ltda., edição de 1970, página 1427. O dicionário é dividido em quatro volumes, com um total de 1876 páginas. (4)– Ganância – s.f. 1 – ânsia exagerada de ganho. 2 – ganho ilícito; usura. Ganancioso – adjetivo e sub. masc. – 1 – (indivíduo) cheio de ganância, ambicioso. 2 – Que ou quem só visa ao lucro. Observação do articulista: exemplo, as multinacionais e seus colaboradores. (5) – Macrófagos – ou histíócitos, células do sistema retículo-endotelial, com funções de englobar partículas e hemácias doentes ou senis (página 1126 do dicionário supra-citado). Bom dia e até um próximo dia.

FONTE: http://2008.jornaldacidade.net

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