HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (II)

Publicada: 06/12/2008

O texto a seguir é de autoria do jornalista J. D. Ratcliff, publicado na revista Seleções do Reader’s Digest, em novembro de 1943, páginas 24, 25, 26, 27 e 28.

“A magia amarela da penicilina”. Aqui se dá notícia de um novo medicamento que surge, e é possível que constitua uma das descobertas mais notáveis da ciência médica. Infelizmente, a “penicilina” não é por enquanto acessível ao público em geral. A produção é ainda tão pequena que as próprias forças armadas não podem dispor da droga em quantidade suficiente. Vale dizer que aos civis, ainda por longo tempo, não será permitido adquiri-la. Pedimos aos que nos lerem que não corram a fazer, sobre o assunto, perguntas aos seus médicos, ou ao Conselho Nacional de Pesquisas e outras fontes referidas no artigo.

Um dos episódios mais impressionantes de toda a história médica é o aparecimento desta nova droga – a “penicilina”. Há um ano, era ela apenas uma curiosidade de laboratório, do conhecimento exclusivo de alguns pesquisadores. Hoje, os cientistas acreditam que tem, na penicilina, a mais poderosa das armas de que ainda se dispõe no combate a diversas moléstias, entre as quais a pneumonia, a blenorragia e o envenenamento do sangue. É tão eficaz quanto à “sulfas” no ataque às infecções estreptocócicas; e não conhece rival na reação contra o estafilococo, o infeccionador das feridas, tão daninho à vida humana na paz como na guerra.

Observação do escriba: a história das sulfas, comercialmente, precede à dos antibióticos. A descoberta das sulfas estão ligadas às gigantescas fábricas de tintas e produtos químicos, lideradas pela maior de todas elas, a I. G. Farben Industries, que antes e durante a II guerra mundial, era considerada o coração da máquina de guerra da Alemanha nazista. A primeira sulfa foi patenteada na noite de natal de 1932, e colocada à disposição do público em 1935. Era a sulfanilamida e que recebia o nome comercial de “Prontosil”.

A história da penicilina começa em 1929, (1) quando o Dr. Alexander Fleming, trabalhando no seu laboratório da Universidade de Londres, (2) examinava uma lâmina de cultura, com milhões de bactérias. Sua visão aguda surpreendeu alguma coisa de estranho – uma espécie de pinta verde, cercada por um fluido claro. Havia um corpo qualquer que estava destruindo as bactérias! Um bolor, vindo do ar sobre a lâmina, lhes estava causando a morte súbita, numa escala sem precedentes. Foi assim, a um golpe de sorte, mas, ao mesmo tempo, de observação atilada, que surgiu a penicilina. Um bolor é uma forma inferior da vida vegetal, uma planta primitiva. O que vinha produzindo a matança, na lâmina de cultura, era o Penicillium notatum, parente do bolor verde do queijo Roquefort. Alguma substância, por ele segregada, seria naturalmente o destruidor do micróbio. O Dr. Fleming isolou o bolor; mas as investigações respectivas não fizeram qualquer progresso durante dez anos. Porque essa longa pausa? Não deixará de haver uma explicação. A quimioterapia, isto é, a cura das doenças pelo uso de agentes químicos, não despertava, na época, maior interesse. Muita gente havia lutado à procura de tais projéteis mágicos com que matar os micróbios, sem que se chegasse a resultados.

Os produtos químicos, porventura postos à prova, matavam, via de regra antes os doentes que os micróbios. Até que surgiram as sulfas, para reanimar as hostes. As sulfas fizeram prodígios contra algumas enfermidades causadas por bactérias, mas fracassaram no combate a outras.

Urgia encontrar alguma coisa própria para enfrentar as terríveis infecções de feridas que se verificaram na guerra. O Dr. Howard Florey, (3) de Oxford, lembrou-se então de Fleming. Aquele bolor verde era um veneno para as bactérias nas lâminas de cultura. Não o seria também no corpo humano? Nem Dr. Florey nem seus colegas tinham a mais leve idéia sobre o assunto. Mas deliberaram investigar – e hoje temos todos a agradecer-lhes que hajam assim procedido.

Entregaram-se à tarefa, certamente fastidiosa, de fazer desenvolver o bolor verde em frascos de louça de barro. Quando o bolor se apresentou sob a forma de um duro tecido esponjoso, chegou a vez dos químicos. Os químicos chegaram a um pó amarelo-pardo. As primeiras experiências sobre o pó amarelo foram feitas em provetas. Apurou-se que bastava uma parte em 160 milhões, para fazer sentir os seus efeitos no sentido de retardar o desenvolvimento das bactérias! Era deveras extraordinário, pois se tratava de uma substância, centenas, milhares de vezes mais poderosa do que as sulfas. O Dr. Florey e seus auxiliares prepararam um filtro mágico para as suas vítimas, que eram os estreptococos piogênicos, um infeccionador comum das feridas.

Aplicaram em 50 ratos dose maciças, mortais, de estreptococo, separando-os em seguida em dois grupos, cada um de 25. Um dos grupos recebeu penicilina, o outro, não. Dezessete horas decorridas, todos os 25 deste último (os que não receberam penicilina) estavam mortos. Dos 25 do primeiro grupo (os que receberam penicilina), apenas um morreu. Seguiram-se centenas de outras experiências com ratos, com resultados absolutamente favoráveis.

Julgou-se Howard Florey então habilitado a passar do rato para o homem. No verão de 1941, escolheu os pacientes aos quais aplicaria a nova droga, a que já se dera o nome de penicilina. Eram vítimas, quase todos, de impiedosas doenças, e sem esperança de cura, diante dos tratamentos existentes. Gente, por conseguinte, que se achava na antecâmara da morte. A estes doentes, considerados perdidos, ministrou-se, dissolvido em água, e por meio de injeção na corrente sanguínea, o mágico pó amarelo. Quase todos eles se salvaram. Tornou-se desde logo indiscutível que a penicilina era uma arma tremenda contra os estafilococos.

Havia, porém, no caso, uma grave circunstância desfavorável: a produção de penicilina era incrivelmente difícil. Os suprimentos eram tão escassos, que o Dr. Florey tinha que recuperar a penicilina da urina dos pacientes. Em tais condições, não passaria a droga de uma veleidade de pesquisadores. A menos que fosse produzida nas proporções devidas, nunca transporia francamente as portas dos hospitais. A Inglaterra, tão assoberbada de dificuldades por todos os lados, não tinha meios de resolver o problema. Volveu-se então Dr. Florey para os Estados Unidos. (1) – Na verdade o Dr. Fleming descobriu a penicilina em 1928, quando estava estudando estafilococos, em seu laboratório particular na Escócia, na casa de “verão” do Lorde Churchill. Só em junho de 1929 é que Dr. Fleming publicou o primeiro relatório sobre a penicilina. Em vez dos efusivos cumprimentos que ele esperava o relatório mal despertou a atenção. Dr. Fleming ficou grandemente desapontado.

(1ª fonte: do livro “Triunfos da ciência moderna”, de autoria de Melvin Berger, editora Record, 154 páginas, edição de 1965 – pg. 17 e 20. 2ª fonte: depoimento do médico Dr. Luiz Moura. 3ª fonte: almanaque abril, edição de 2008, editora Abril, 730 páginas – página 170, que diz: O Salvador de Vidas – “Em 1928, o bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881-1955) estudava a bactéria Staphylococcus aureus. Como ele se esquecera de tampar o experimento, o bolor que crescia na janela dominou a cultura de bactérias. Fleming já estava para se livrar do material quando notou algo extraordinário: no prato infectado pelo fungo Penicillium notatum, as bactérias haviam desaparecido. Além disso, o mesmo bolor liberava uma substância poderosa, capaz de destruir micróbios causadores de pragas como pneumonias e sífilis. Batizado de penicilina, o incrível elixir revolucionou a medicina. A penicilina ficou conhecida como “remédio milagroso”, mas o próprio Fleming já admitia as limitações da droga, que favorecia o surgimento de bactérias resistentes”. (2) Dr. Fleming estudou e se formou em medicina na Faculdade de Medicina de Santa Maria que ficava na cidade de Londres. (fonte: do livro acima citado, página 15). (3) – Em 1938, dois cientistas da Universidade de Oxford, Harold Florey (nascido em 1898), e Ernest Chain (nascido em 1906), tomaram conhecimento do relatório de Dr. Fleming e decidiram fazer investigações. (fonte: do livro acima citado, página 20). Bom dia e até um outro dia.

FONTE: http://2008.jornaldacidade.net

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