HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (III)

Publicada: 11/12/2008

No seu laboratório de Peoria, no Ilinóis, empreendeu o Departamento de Agricultura o ataque de frente e decisivo. Trataram ali, os pesquisadores de encontrarem meios e modos de estimular o bolor. Verificaram que o licor que se obtém saturando de milho a água – aliás, um subproduto da indústria do amido – era uma dieta excelente para conduzir o bolor a maior produção. O fato é que acabaram conseguindo um rendimento do pó muitas centenas de vezes maiores do que o obtido na Inglaterra, transformando desse modo uma curiosidade de laboratório em alguma coisa passível de utilização comercial. Três grandes empresas farmacêuticas – Merck & Company, E. R. Squibb & Sons, e Charles A. Pfizer & Company – dispuseram-se a promover o desenvolvimento do bolor, para extração da droga.

Observação do escriba: Dr. Fleming descobriu a penicilina em 1928, em seu laboratório, que ficava na Escócia. Em 1929, fez um relatório do seu trabalho e apresentou à comunidade científica de Londres. Os “professores” e “cientistas” de Londres (pelo amor de Deus leitores, não confundir com Natal, capital do planeta Brasil), não deram muita importância ao trabalho e às pesquisas cuidadosas de Dr. Fleming. Afinal, para os “professores” e “doutores” de Londres, Dr. Fleming não passava de filho de um humilde jardineiro. Embora decepcionado, o “teimoso” Dr. Fleming, continuou suas pesquisas e seus trabalhos, aplicando a penicilina em cavalos do jóquei clube de Londres, e em outros animais, nas fazendas próximas do lugar em que havia se criado, na Escócia. Com a proximidade da 2ª guerra, os interesses comerciais e os olhos grandes de grandes corporações farmacêuticas americanas, aumentaram de tamanho. Ali estava mais uma boa oportunidade de obter lucros em cima de mais uma guerra, ou seja, em cima da miséria dos outros. E assim foi, e assim aconteceu! Abaixo, continuamos o artigo do jornalista J. D. Ratcliff, publicado em novembro de 1943.

Tornava-se, porém, indispensável que os médicos militares aprendessem a dirigir-lhe o respectivo uso. O emprego da droga tinha que ser cuidadosamente ensaiado em hospitais civis. Essa parte da questão ficou a cargo do Comitê de Quimioterapia do Conselho Nacional de Pesquisas, de que é presidente o Dr. Chester S. Keefer, diretor do Hospital Evans, de Boston. De modo geral, o precioso medicamento seria apenas usado em casos nos quais não restasse a mínima esperança, e, sobretudo para combater infecções estafilocócicas.

Completou-se agora um ano que as provas tiveram início. Centenas de pacientes já por elas passaram. No que concerne a envenenamento de sangue, de origem estafilocócica foram salvos na média de dois para cada grupo de três. No Hospital Geral Bushnell, em Brigham, Estado de Utah, aplicou-se a penicilina a um grupo de soldados, portadores de grandes feridas infeccionadas que em vão, havia meses, se tinha tentado curar. Ficaram bons em semanas. Na Clínica Mayo, empregou-se a penicilina em três casos de blenorragia, para os quais o uso das sulfas se revelara improfícuo. Dezessete horas apenas depois de iniciado o novo tratamento, já os pacientes acusavam, segundo exames de laboratório, a ausência do micróbio.

Como atua a penicilina? Ninguém o sabe ao certo. Todavia, alguns fatos são claros. Na proveta, a droga não destrói diretamente as bactérias, mas detém a reprodução. É o que fazem precisamente as sulfas. Uma vez que a reprodução das bactérias é retardada ou detida, as células brancas do sangue têm pouca dificuldade na destruição total dos invasores. (1).

A penicilina tem tido, entretanto, ação rápida, verdadeiramente dramática, na cura de alguns casos de pneumonia, que resistiram às sulfas, e muito promete contra a meningite. Eficaz contra furúnculos, antrazes, e algumas infecções incômodas da vista, tem sido usada com êxito para debelar a infecção da cavidade mastóide, e tudo faz crer, será útil contra a gangrena gasosa, que tanto ameaça aos soldados. Os suprimentos de penicilina são ainda pequenos. O Exército dos Estados Unidos reclama uma quantidade muitas vezes, maior que a que se vem produzindo. Treze empresas farmacêuticas em aditamento às três primeiras a que nos referimos, se estão preparando para trazer seu concurso no sentido de que esse pedido das forças armadas seja o mais possível satisfeito. Por muito que se aumente a produção, é pouco provável que o medicamento possa existir à disposição dos civis antes do fim da guerra.

A única esperança de melhoria na situação está na síntese. Se os químicos pudessem produzir artificialmente a droga. Mas essa esperança é mais do que remota. A experiência mostra que a penicilina é um complexo químico difícil, senão, impossível de ser sintetizado. Como quer que seja, porém, não há mais dúvida de que ela é uma arma incomparável contra a morte, e vai figurar definitivamente entre as maiores realizações de que rezam, através dos tempos os anais das pesquisas médicas.

(1) – No texto, no artigo do jornalista J. D. Ratcliff, publicado em novembro de 1943 (por conseguinte há 65 anos atrás), ele é enfático, ao afirmar que a reprodução das bactérias é retardada ou detida, enquanto as células brancas do sangue têm facilidade na destruição total dos invasores (bactérias, acrescentamos nós).

Observação do escriba: passados sessenta e um anos, portanto em 2004, eis que o médico Dr. Luiz Moura, ao lado de sua esposa Dra. Vera Moura (a mesma tem nível superior em Farmácia), grava um DVD no qual conta a sua experiência com a Auto-Hemoterapia, conta a verdadeira história da valiosa pesquisa da penicilina e do Dr. Fleming (o qual recebeu o título de Sir Alexander Fleming), e no DVD ele diz o seguinte: os antibióticos não matam as bactérias, apenas retardam ou detém a reprodução das bactérias, os antibióticos não são bactericidas, os antibióticos são bacteriostáticos, quem realmente destrói os microorganismos é o nosso sistema imunológico, ou seja, as células brancas do sangue, conhecidas genericamente como leucócitos, e, principalmente os macrófagos. O uso da Auto-Hemoterapia estimula o nosso sistema retículo endotelial, que por sua vez estimula a parte vermelha da medula óssea, que por sua vez, começa a produzir um número maior de macrófagos (quatro vezes superior ao normal). Aumentado o número de macrófagos, tais células brancas, atuam com vigor sobre as bactérias e outras partículas estranhas ao nosso organismo, destruindo-as. Enquanto a antibioticoterapia (o uso de antibiótico ou de antibióticos), retarda ou detém a multiplicação das bactérias, a auto-hemoterapia (o uso do próprio sangue), destrói e devora as bactérias.

Muito embora a revista Seleções do Reader’s Digest faça parte da chamada “literatura leiga”, no artigo em questão, “A Magia Amarela da Penicilina”, de autoria do jornalista J. D. Ratcliff, publicado em novembro de 1943, páginas 24 a 28, a aludida revista dá um testemunho do valor da imprensa escrita, e deve figurar definitivamente entre os maiores artigos de que rezam, através dos tempos, os anais da imprensa escrita. Bom dia e até um próximo dia.

FONTE: http://2008.jornaldacidade.net

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