HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Breve história da Auto-Hemoterapia : Parte IX a XII por Walter Medeiros [continuação]

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Breve história da auto-hemoterapia – Parte IX
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PARECER

Naquele mesmo ano (2007), o Conselho Federal de Medicina publicou parecer sobre a prática da auto-hemoterapia, no qual mostra uma séria de dúvidas, mas reage cegamente à realidade atual. Segundo o documento, o uso da auto-hemoterapia seria uma “aventura irresponsável”, apesar de citar 91 trabalhos científicos que podem de uma forma ou outra servir de norte para o estudo e as pesquisas sobre assunto.

O parecer do CFM foi publicado em 07.12.2007, em resposta a consulta feita pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo a conclusão do Conselho, a auto-hemoterapia “pode ser testada com rigor” e admite que há possibilidade de teste de algumas de suas indicações.
Refere-se ainda a indícios de funcionamento da auto-hemoterapia, no que chama de “casos isolados narrados com dramaticidade”. Mais do que um posicionamento técnico no âmbito das suas atribuições, o Conselho Federal de Medicina parece empenhado em ignorar todos acontecimentos em torno do assunto.

PESQUISA

A necessidade de avaliar mais precisamente o uso da técnica alternativa de tratamento no Brasil levou o site Orientações Médicas a promover a primeira pesquisa virtual de sobre Auto-hemoterapia. A pesquisa, que está na Internet desde o dia 9 de dezembro de 2007, é destinada somente para pessoas que fazem ou já fizeram aplicações de Auto-hemoterapia durante um período mínimo de um mês e já foi respondida por 707 usuários.
Todas as questões mais relevantes sobre o assunto estão dispostas no questionário, que começa indagando se a pessoa fez ou faz aplicações de Auto-hemoterapia, que vantagem(s) obteve, desde quando, até quando e se ainda está fazendo, bem como se houve algum efeito colateral (algo que pudesse ter prejudicado o organismo).

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Breve história da auto-hemoterapia – Parte X
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Proibição arbitrária

Por outro lado, um grupo de defensores da auto-hemoterapia, formado por pessoas que defendem o Direito de continuar o tratamento, entre eles pesquisadores, médicos, enfermeiros e terapeutas que se sentem ceifados em suas pesquisas e atendimentos, com a proibição da auto-hemoterapia, fez um abaixo-assinado e coleta assinaturas para levar ao Presidente da República, José Inácio Lula da Silva e ao Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Após expor o imenso número de experiências com a auto-hemoterapia, os signatários afirmam a certeza de que a sua proibição é arbitrária e serve a interesses escusos inadmissíveis.

PERSEGUIÇÃO

No dia 12 de dezembro de 2007, às 21h, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) realizou uma reunião a portas fechadas para apreciar uma denúncia de que o médico Luiz Moura estava difundindo um DVD sobre auto-hemoterapia. A prática da auto-hemoterapia não é proibida em nenhum texto de lei e consta que é permitida em países como Argentina e México. Mas foi alvo de pareceres contrários de conselhos regionais e do Conselho Federal de Medicina, embora o assunto não seja pacífico entre os médicos. O dr. Alex Botsaris – autor do livro Sem Anestesia e que goza de grande respeitabilidade na área médica –, por exemplo, rebate os que condenam a auto-hemoterapia, afirmando: “Não é verdade que essa terapêutica não tenha nenhum fundamento.” O resultado da reunião foi a cassação do registro do dr. Luiz Moura, de 83 anos, que a partir daquela data ficaria proibido de exercer a medicina após 57 anos em atividade. Considero esta decisão fato de grande importância na área da ciência. Trata-se de um assunto que estranhamente depois do FANTÁSTICO não ganhou a mídia, o que leva alguns observadores a fazerem aquela análise de que existiria um certo receio de mexer com os médicos, ou que a técnica não interessaria às indústrias farmacêuticas, pois é um tratamento cujo único custo é a seringa para a retirada e aplicação do sangue da própria pessoa.

Depois daquele momento, o assunto passou a ser visto paulatinamente entre médicos que defendem um tratamento correto do assunto, o que levou nosso site a fazer dezenas de matérias, como: Médico paulista também recomenda AHT, Mastologista sugere estímulo à pesquisa, Proibição à auto-hemoterapia é agressão à arte de curar, Médico prevê sucesso da auto-hemorerapia, Médico diz que prescrever auto-hemoterapia é ato de humanidade, Médico mineiro diz que auto-hemoterapia seria redenção da saúde pública, Paraibanos aprovam a auto-hemoterapia, Médico levanta dúvidas sobre Parecer do CFM, Médica do Piauí pesquisa auto-hemoterapia em animais, Transfusões também teriam de ser proibidas, afirma médica, Mais um médico mostra bons resultados da auto-hemoterapia, Auto-hemoterapia protege a saúde, Dr. Alex Botsaris quer equilíbrio na avaliação da auto-hemoterapia e Médico do HC-FMUSP defende associação. Todas estas matérias encontram-se no link http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm .

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Breve história da auto-hemoterapia – Parte XI
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AVANÇOS

Durante os meses que se seguiram, mesmo enfrentando obstáculos, a auto-hemoterapia continuou sendo cada vez mais difundida e utilizada, o DVD do Dr. Luiz Moura ganhou transcrição na Internet, em português e inglês e a técnica ganhou apoios importantes, como do SINDSAÚDE de Minas Gerais e o próprio Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior defendeu o debate do assunto no âmbito do Ministério da Saúde. Conforme foi mostrado, o CFM e a ANVISA desprezam até a Declaração de Helsinque, que prevê situações onde os médicos podem fazer o uso da auto-hemoterapia. Foi mostrado ainda que a proibição da auto-hemoterapia pode causar mortes.

Nesse ínterim surgiu a notícia que o Brasil inteiro assistiu a TV Globo, no Jornal Nacional, mostrando que “Cientistas americanos desenvolveram um tratamento que abriu novas perspectivas no combate ao câncer”, completando que “O método utiliza células do sangue do próprio paciente”. Segundo a notícia, “A nova técnica foi usada em um paciente com quadro grave da doença” e que “O câncer tinha se espalhado da pele para pulmões e virilha”. A técnica foi usada há dois anos e o câncer nunca mais voltou. O mais surpreendente, segundo a informação, é que “o paciente não recebeu qualquer tratamento complementar, como quimioterapia ou radioterapia”. Isto seria mais uma mostra da eficácia da auto-hemoterapia.

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Breve história da auto-hemoterapia – Parte XII
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CRESCIMENTO

A Revista da Associação Médica Brasileira, em seu volume 54 – Nº 2, de Março e Abril de 2008 publica artigo na seção PONTO DE VISTA com o título “AUTO-HEMOTERAPIA, INTERVENÇÃO DO ESTADO E BIOÉTICA”, mostrando que “A auto-hemoterapia é uma prática de uso clínico crescente”. A formulação, no entanto, é estranha, pois o resumo, onde reconhece que o uso da auto-hemoterapia cresce no Brasil, afirma que tal prática teria “potencial risco à saúde dos indivíduos, uma vez que se trata de procedimento terapêutico sem comprovação científica”. Ou seja, para criticar a auto-hemoterapia, alegam que se trata de procedimento sem comprovação e quer que isto seja suficiente até para proibi-la. Mas por outro lado dizem – sem qualquer base científica – que teria “potencial risco à saúde dos indivíduos”. Aqui eles não dizem qual é este potencial nem provam nada sobre os aludidos riscos. Até porque nunca se viu nenhuma comprovação de problema decorrente do uso da auto-hemoterapia.

Mas os argumentos insustentáveis contra a técnica vêm desmoronando a cada dia, pois a o Conselho Federal de Medicina viu-se obrigado a publicar um esclarecimento que põe de água abaixo os argumentos do seu Parecer Nº 12/2007. Eis a publicação, feita no Jornal de Medicina nº 168: “Nota de esclarecimento – Em face de falha na redação do artigo “Auto-hemoterapia não tem eficácia comprovada’ no Jornal Medicina (XXII, 167, DEZ/2007, p.11), esclarecemos que o procedimento terapêutico denominado “tampão sangüíneo peridural” é cientificamente amparado por relevante literatura médica e remetemos o leitor ao texto que trata dessa matéria no Parecer CFM 12/07.” Com este esclarecimento, o CFM anuncia que a auto-hemoterapia é permitida aos médicos anestesistas, uma vez que o “tampão sangüíneo peridural” nada mais é do que uma espécie de auto-hemoterapia utilizada durante cirurgias. Mais grave ainda é que este procedimento foi comentado no Parecer do CFM, porém numa tentativa de desqualificá-lo. A nota de esclarecimento do CFM foi publicada também no site da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

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