HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (IV)

dr fleming IV
Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos…
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Como ficou demonstrado em artigos anteriores, o uso de antibiótico (penicilina) em seres humanos, a nível comercial e em escala industrial, teve seu início durante a II Guerra Mundial, provavelmente no início de 1944. Ainda assim, o seu uso era limitado às forças armadas americanas. Entretanto, é de se supor que alguns segmentos das tropas aliadas tivessem tido acesso à droga milagrosa. Alguns civis foram submetidos ao uso experimental da penicilina.

Outros civis mais afortunados podem ter feito uso do referido antibiótico, ou seja, usando dos seus prestígios, às escondidas, por debaixo do pano, usaram a misteriosa e milagrosa penicilina, pois, como todos nós já sabemos ninguém é de ferro. Como costumam dizer, somos todos feitos de carne e osso.

Então, sem a existência da penicilina, há de se fazer algumas perguntas: como as pessoas se tratavam dos casos de pneumonia? Como elas de tratavam das pecaminosas sífilis e blenorragias? Como eram tratadas as senhoras, portadoras da temida febre puerperal? Como se curavam as pessoas portadoras de infecções estafilocócicas, quer fossem localizadas ou generalizadas? Os militares ou os civis que eram submetidos às mais variados tipos de cirurgia, como se cuidavam?

É preciso relembrar que antes do advento da penicilina (antibioticoterapia), já eram usados agentes químicos (quimioterapia) no combate a certas infecções, com destaque para os derivados do bismuto, do arsênico e as sulfas, para citarmos as terapias medicamentosas mais conhecidas antes da II Guerra Mundial. Porém, tais terapias tinham o seu uso bastante limitado.

O uso de quimioterápicos matavam, por via de regra, antes os doentes que os micróbios. O uso de agentes químicos provocava, em muitos casos, mais malefícios do que benefícios. As próprias sulfas, bem mais seguras levada ao conhecimento público em 1935, tinham também as suas limitações.

Observação do escriba: no dia 15 de janeiro de 1935, Gerhard Johannes Paul Domagk, – médico e bacteriologista alemão – publicou na revista médica alemã mais famosa da época, a Deutsche Medizinische Wochenschrift, o artigo Contribuições à Quimioterapia da Infecção Bacteriana. No entanto, a sulfa de Gerhard Domagk, o Prontosil só se tornaria conhecida internacionalmente, quando o consagrado jornal médico inglês The Lancet (O Bisturí), descreveu o tratamento realizado no Hospital Rainha Carlota, em Londres, em 1936, divulgando o sucesso dos médicos Dr. Leonard Kolebrock e Neave Kenny ao curar, com sucesso, trinta e cinco mulheres com infecção pós-parto. (fonte: História da Medicina, Editora Abril Cultural, edição de 1970, II volume, página 586 são dois volumes, totalizando 650 páginas).

Na época, os cientistas, os médicos, a imprensa e muitos pacientes mais bem informados tinham conhecimento do valor dos agentes químicos, todavia também sabiam que em muitos casos, tais produtos poderiam trazer conseqüências danosas, até mesmo produzir a morte. A maioria da população de nada sabia. O que os médicos receitassem, era imediatamente aceito pelos pacientes. Resultado: o uso de agentes químicos (a quimioterapia), se por um lado poderiam salvar muitas vidas, por outro, poderiam provocar a morte. Porém, porém, porém…
Em maio de 1936, um artigo foi publicado no The American Journal of Surgery (O Jornal Americano de Cirurgia), em sua página 321, com o título: Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications (Autohemotransfusão e Prevenção das Complicações Pulmonares Pós=Operatório). O autor do artigo era o Dr. Michael W. Mettenletter, um médico-cirurgião dos Pós-Graduate Hospital, de Nova York (Hospital de Pós-Graduação de Nova York). O Dr. Michael Mettenletter, considerando os excelentes resultados do processo, como método curativo das pneumonias pós-operatórias declaradas, tendo sido aconselhado pelo Dr. Vorschutz, resolveu empregá-lo como profilático em 300 (trezentos) casos de sua clínica particular e não teve uma só complicação pulmonar.

A não ser pequena área trombótica em um pulmão, cinco dias após a operação. São de Dr. Michael Mettenletter as seguintes palavras: as alterações físico-químicas, na totalidade do sangue e do soro, são tão delicadas e ocorrem tão rapidamente, que nenhuma comparação pode ser feita entre o sangue retirado de uma veia e reinjetado intramuscularmente e o sangue acumulado numa ferida para ser absolvida; estes dois processos são inteiramente diferentes.

No final de 1937, um jovem e brilhante professor chamado Dr. Sylvio DÁvila, chefiava a 12ª enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro. O artigo publicado pelo cirurgião norte-americano, não passou despercebido aos olhos atentos e curiosos do professor Sylvio Ávila. Entre os internos da Santa Casa de Misericórdia, fazia parte do seu quadro o Dr. Jésse Teixeira, um habilidoso cirurgião. Abordado pelo professor Dr. Sylvio DÁvila, este, sugeriu-lhe a atenção para o assunto. Após a leitura atenciosa do artigo, o Dr. Jésse Teixeira começou as suas observações, seus estudos, seus trabalhos e suas pesquisas, que se prolongaram durante os anos de 1938 e 1939. Ao mesmo tempo, outros internos fizeram também suas observações, como os doutorandos Carlos Teixeira (serviço médico do Dr. Darcy Monteiro 13ª enfermaria da Santa Casa), o doutorando Oscar de Figueiredo Barreto (serviço médico do Dr. G. Romano Hospital de Gamboa), e o doutorando Monteiro de Figueiredo (serviço médico do Dr. Chapôt-Prevost Hospital de Pronto Socorro), também a cargo do Dr. Darcy Monteiro.

Observação do escriba: tais informações constam na revista Brasil-Cirúrgico.

Auto-Hemoterapia e os antibióticos – I – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/844686498983603/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – II – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845057435613176/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – III – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845474032238183/

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