HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (V)

por Walter Medeiros
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Praticamente alheio, talvez até avesso ao que estava acontecendo, e ao que estava por acontecer no velho continente europeu, o médico-cirurgião Dr. Jésse Teixeira, então residindo na pacata cidade do Rio de Janeiro, compenetrava-se em seus estudos sobre a autohemotransfusão. Seu local de trabalho era a Santa Casa de Misericórdia. De 1938 a 1940, o Brasil atravessava o chamado Estado Novo, sob o comando supremo do Sr. Getúlio Dornelles Vargas, que, para alguns historiadores, foi apenas mais um reles ditador, e para outros, um grande estadista. Até os dias atuais, a polêmica persiste.

Dr. Jésse Teixeira, fez suas experiências em 300 (trezentos) pacientes, dos quais 150 foram operados e submetidos à autohemotransfusão. A título de contraprova, um segundo grupo de 150 pacientes foi submetido aos mesmos tipos de cirurgias, porém, não foi aplicado a autohemotransfusão. No primeiro grupo, a taxa de infecção pulmonar foi de 0%, ou seja, nenhum, absolutamente nenhum caso de infecção foi registrado. No segundo grupo, a taxa de infecção chegou a 20%, ou seja, 30 pacientes desenvolveram infecção pulmonar.

Eis alguns trechos do trabalho do Dr. Jésse Teixeira: Com o intuito de contribuir para o estudo das complicações pulmonares pós-operatórias, principalmente no que se refere à sua profilaxia, apresentamos aqui o relato de nossas conclusões, baseadas em 150 casos, dos quais cerca de 60% observados no hospital de pronto-socorro. A circunstância de ser o hospital de pronto-socorro estritamente um hospital de urgência, confere, ao método preventivo que empregamos, segura garantia de eficácia e utilidade. Foi o éter principalmente responsabilizado (pelas complicações pulmonares), porque irrita a árvore brônquica, exagera as secreções e diminui a ação bactericida das mesmas, além de provocar resfriamento.

Para a profilaxia das complicações pulmonares pós-operatórias, há, contudo, um recurso que, segundo as observações do seu autor (Dr. Michael Mettenletter) e as nossas próprias, ao que parecem únicas em nosso meio, é da mais alta valia, podendo ser vantajosamente empregado, quer na cirurgia de urgência, quer nos casos em que o doente pode ser preparado. Trata-se da autohemotransfusão de 20 cc (ml) logo após a operação; estando o doente na mesa de cirurgia, retiram-se 20 cc (ml) de sangue de uma veia da prega do cotovelo, que são imediatamente injetados na nádega. Baseamo-nos em 150 observações das quais, a maioria, pertencentes à cirurgia de urgência, através dos casos passados pelo Serviço Daniel de Almeida a cargo do Dr. Jorge Doria, no Hospital de Pronto Socorro.

O sangue extraído por punção venosa é um sangue asfíxico (1) que, por curto lapso, se põe em contado com um corpo estranho (seringa), o que é suficiente para provocar modificações na sua físico-química e, por isso, injetado no organismo, atua como se fora uma proteína estranha. De todos é conhecido o efeito estimulante das proteínas parentais sobre o sistema simpático (2) e o parassimpático (3), pelo que ocorrem reações vasomotoras e teciduais em todo o organismo. O sistema retículo endotelial de Aschoff-Landau (4) também é poderosamente estimulado pela autohemotransfusão.
(1) sangue asfíxico sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico. (fonte: dicionário de clínica médica do Dr. Humberto de Oliveira Garboggini, página 156).
(2) sistema simpático parte do sistema nervoso autônomo (ou vegetativo, ou involuntário). Inibe as ações do sistema nervoso parassimpático. Exemplo: enquanto o sistema nervoso simpático provoca a constrição dos vasos sanguíneos e aumenta os batimentos cardíacos, o sistema nervoso parassimpático provoca a dilatação dos vasos sanguíneos e diminui os batimentos cardíacos. No organismo humano, ocorre uma luta contínua entre os dois sistemas (o simpático versus o parassimpático).

(3) sistema parassimpático parte do sistema nervoso autônomo (ou vegetativo, ou involuntário). Inibe as ações do sistema nervoso simpático. Por conseguinte, suas ações são exatamente inversas, a ação provocada pelo sistema nervoso simpático. Isto é, o que o sistema nervoso simpático faz o sistema nervoso parassimpático desfaz. Num organismo ideal, deve existir um equilíbrio entre os dois sistemas (o simpático e o parassimpático). (fontes: 1 Dr. Jésse Teixeira; 2 – Dr. Olívio Martins; 3 Dr. Luiz Moura; 4 – Dicionário de Especialidades Farmacêuticas – DEF 2003/04, página 1266, Editora de Publicações Científicas Ltda. total de 1296 páginas. 5 Medicina e Saúde, Enciclopédia Ilustrada, Editora Abril Cultural, edição de 1973, páginas 692 a 695. A enciclopédia é composta de três volumes com um total de 720 páginas).

Observação do escriba: o que deve chamar a atenção dos leitores, e o que deixou o escriba extremamente impressionado, é que, já nas décadas de 30 e 40, cientistas e médicos, já sabiam que a autohemotransfusão, poderia atuar sobre o sistema nervoso autônomo de uma maneira que beira a perfeição, evitando uma variedade de doenças que, ainda hoje são tão comuns, como é o caso, por exemplo, da hipertensão arterial. Como terapia complementar, a auto-hemoterapia, tem uma ação preventiva e curativa sobre os casos de hipertensão, quase perfeita. Então, a auto-hemoterapia foi perfeitamente escondida da maioria dos médicos, durante décadas. Não devemos esquecer, nem perder de vista, os bilionários interesses da indústria farmacêutica, em manter muito bem escondida a auto-hemoterapia, a ponto de, (e aqui poderíamos apenas supor), forçar o Conselho Federal de Medicina a emitir uma resolução, proibindo a prática da auto-hemoterapia, ou mesmo que seja realizada qualquer pesquisa científica sobre o assunto, em todo o território nacional. Para o CFM e para a indústria farmacêutica, a palavra auto-hemoterapia deve sumir do mapa, sumir da história para sempre. Por quê? Multidólares!

(4) O sistema retículo endotelial de Aschoff-Landau tal sistema será descrito com mais detalhes em artigos posteriores. Também deixou muito impressionado o escriba e deve chamar muito a atenção dos leitores, para o fato de que, já em 1940, o Dr. Jésse Teixeira ter afirmado que, o Sistema Retículo Endotelial é poderosamente estimulado pela autohemotransfusão, ou seja, pela auto-hemoterapia. Depois de 64 (sessenta e quatro) anos, o médico carioca Dr. Luiz Moura, através de um DVD divulgado em 2004, repete as palavras do Dr. Jésse Teixeira e aponta os benefícios da auto-hemoterapia, no sentido de estimular o Sistema Retículo Endotelial, isto é, o nosso sistema imunológico, permitindo a prevenção e a cura de uma enormidade de doenças, algumas delas tidas até como incuráveis. Exemplos? Depois!

Depois de transcrevermos o que está escrito no livro do Dr. Olívio Martins, que tem o sugestivo título: O Poder Curativo do Sangue Menos Remédio e Mais Ciência 9ª edição, 1969, Gráfica Editora Laemmbert S/A Rua Carlos de Carvalho, 48 – Rio de Janeiro GB total de 50 páginas.

Vamos falar um pouco mais, sobre o que escreveu o Dr. Jésse Teixeira, em seu trabalho publicado em 1940: um emplastro (5) de cantáridas (6), colocado sobre a pele da coxa, determina a formação de pequena vesícula. Pois bem, se aspiramos o conteúdo dessa vesícula num tubo em U, e o centrifugarmos, depois de seco e corado, a contagem diferencial nos revelará uma incidência de monócitos (7) por volta de 5% (os monócitos são os representantes no sangue circulante do S.R.E.). Após a autohemotransfusão, a cifra de monócitos, no conteúdo da vesícula, se eleva em oito horas para 22% e, após 72 horas, ainda há 20%, caindo a curva gradualmente para voltar ao normal, no fim de sete dias. Finalmente, estamos inclinados a aceitar a eficácia da autohemotransfusão nas complicações da tuberculose (8), visto com ela parece remediar a fase de inferioridade ou alergia, que a intervenção cirúrgica desperta nos tuberculosos. O sangue tem sobre os outros agentes protéico-terápicos, além das vantagens de comodidade e economia, a de que a sua absorção se faz mais prontamente. Para terminar, em vista dos nossos excelentes resultados, que confirmam amplamente as verificações do Dr. Michael Mettenletter, podemos fazer nossas as suas palavras: as complicações pulmonares podem surgir, com qualquer espécie ou método de anestesia, mas a ausência de acometimentos pulmonares, em nossa série, prova que a autohemotransfusão e não o tipo de anestesia, responde pelos bons resultados.

(5) emplastro na prova do emplastro, é colocada uma substância suspeita como alérgeno na pele. Dicionário de Clínica Médica, do Dr. Humberto de Oliveira Garboggini, edição de 1970, página 578.
(6) cantáridas insetos que transformado em pó é usado na medicina, e é irritante na pele (fonte: Jornal da Imprensa, Goiânia, Goiás, edição 654).
(7) monócitos elemento celular de maior tamanho no sangue; elemento de proteção do organismo (macrófago). O aumento significa exaltação, estado irritativo do sistema retículo-endotelial e medula óssea na reação defensiva (macrófagos do sangue). Dicionário acima citado, página 1212.
(8) Tuberculose infecção ou reação histológica, formação de tubérculos, pela presença do bacilo de Koch. Dicionário acima citado, página 1754. Observação do escriba: naquela época os tuberculosos eram internados em sanatórios (os pobres e remediados). Os ricos, graças a Deus, dispunham de clínicas de repouso (incluindo a distante Suíça). O tratamento era à base de repouso e dieta. A estreptomicina (um novo antibiótico), específico para tuberculose, só seria descoberta depois da penicilina.


Auto-Hemoterapia e os antibióticos – I – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/844686498983603/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – II – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845057435613176/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – III – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845474032238183/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – IV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845873625531557/

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