HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XIV)

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Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)
(…)
Dizer que a auto-hemoterapia nunca existiu no Brasil (e no mundo) é o mesmo que afirmar que inúmeros personagens nunca fizeram parte da história brasileira. Já que estamos falando de saúde, vida, terapia, medicina, etc., o educador e médico Dr. Miguel Couto (1), citado quatro vezes no livro de Fernando Morais – Chatô, também é citado em outro livro. Dessa vez, Dr. Miguel Couto é mencionado em um livro escrito por outro médico. É o que veremos a seguir.

Disse nosso incomparável Miguel Couto, numa lição inaugural de clínica médica: “… sabichosos e infalíveis, na medica do seu índice bovárico, não acabam consigo mesmo perdoar a reles ignorância. Os erros dos outros são sempre colossais e eternos erros, os deles, se possíveis, efêmeros descuidos. Muitos há que encaram em todo o espírito produtivo um adversário, um usurpador, e na obra alheia uma provocação”.

Tais palavras estão disponíveis na página nº 5, do Dicionário de Têrmos Médicos, 4ª edição, publicada em 1946. O seu autor é o médico Dr. Pedro A. Pinto, catedrático da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Este Dicionário Médico foi impresso nas oficinas gráficas da Fábrica de Bonsucesso em 1946, e tem 403 páginas. Na página 3, o médico Dr. Pedro A. Pinto faz uma homenagem ao professor e médico Dr. João Marinho de Azevedo.

Na página 62 encontramos: Autoemoterapia. Tratamento pelo sangue do próprio doente, por injeções. Do grego autos, próprio e hemoterapia. V. essa expressão. Na página 229: Hemoterapia. Emprêgo do sangue, como agente medicamentoso. Do grego haima, sangue e terapia. E na página 283: Mitridatismo. Tolerância aos venenos, pelo uso de doses pequenas e recrescentes. De nome próprio Mitridates, rei do Ponto, que, segundo a lenda, se imunizou contra os venenos existentes tomando-os, pouco a pouco.

Mitridatizar. V. Mitridatismo. “…se conseguiu mitridatizar contra a peçonha…” Rui. Conferência em Juiz de Fora.
Afirma o médico carioca Dr. Luiz Moura em seu famoso DVD: que as técnicas iniciais (de aplicação da auto-hemoterapia) ainda empíricas, começaram em 1912, realizadas pelo professor Ravaut, que era francês. E começou lá. Ele usava em doses crescentes de 1cc, 2, 3, 4, 5, até 10, ia crescendo a cada dose. Depois o Jésse Teixeira, já não fazia assim, ele dava logo uma dose única, e como a ele interessava uma dose para evitar infecções dos pós-operatórios, então ele dava logo 10 ml de uma vez e, 5 dias depois fazia 10 ml, que era como eu comecei, aplicando por ordem de meu pai quando operava os pacientes.

Exatamente assim.
Ao explicar como a auto-hemoterapia cura definitivamente as alergias, o médico carioca Dr. Luiz Moura em seu famosíssimo DVD, diz: …quem descobriu… o maior alergista que o mundo conheceu, viveu 2.000 anos AC, chamava-se Metrídates, o rei Metrídates, um rei grego, ele descobriu quando tinha 10 anos de idade, descobriu que tomando doses diminutas de 2 venenos, que se usavam para matar os reis, na época, que era cicuta e arsênico, eles punham sempre no vinho, que era o alimento que mais disfarçava o veneno; e ele descobriu que tomando doses diminutas e crescentes ele ficava imune; eu não sei como ele descobriu isso…

No Dicionário de Têrmos Médicos do professor e médico Dr. Pedro A. Pinto a expressão autohemoterapia, está escrita como sendo autoemoterapia (sem o hífen e sem a letra h), devido a ortografia que vigorava na época. Nas páginas 7, 8 e 9 do dicionário acima referido, encontramos extensa obra do professor e médico, e, entre elas o dicionário supramencionado, cuja 1ª edição remonta ao ano de 1926, a 2ª edição é de 1939, a 3ª de 1944 e a 4ª de 1946. Para se ter uma idéia, o médico Dr. Pedro A. Pinto, em 1907 lançou o livro “súmula de arte de formular” com 416 páginas, Rio de Janeiro, impresso em J. Ribeiro dos Santos; também de 1907, “Noções de Farmácia Galênica”, 268 páginas (mesma editora), em 1908, “Noções de Química Geral”, 385 páginas (mesma editora), e assim sucessivamente. Ao todo são 83 (oitenta e três) publicações, a maioria delas voltada para a medicina.

A prática da auto-hemoterapia começou em 1912 (professor e médico Dr.Ravaut), a autoemoterapia é citada em um dicionário de 1926 (médico Dr. Pedro A. Pinto), e o rei Mitrídates (citado no DVD do médico Dr. Luiz Moura), também é citado no referido dicionário.

Parece que certas autoridades andaram dizendo, que as terapias antigas não têm absolutamente nenhum valor. Assim sendo, é de se supor que a palavra de ordem seja: em 1º lugar queimar todos os Dicionários de Termos Médicos existentes. A seguir, queimar todas as bibliotecas públicas e privadas, com o objetivo de esconder a verdade, ou seja, de tapar o sol com a peneira.

Seguindo tal absurda linha de raciocínio, é também de se supor, que todos os antigos professores de medicina devam ser “religiosamente” esquecidos. Absolutamente todos. Bem como todos os médicos que nos antecederam.
Exemplos: começar pelo médico francês Dr. Ravaut, depois o médico Dr. Pedro A. Pinto, continuando, o médico Dr. João Marinho de Azevedo, a seguir o médico Dr. Miguel Couto (por causa de sua notoriedade), dando continuidade o médico Dr. Jésse Teixeira, finalmente o médico carioca Dr. Luiz Moura, sem esquecer o médico baiano Dr. Olívio Martins, entre outros. O mundo seria assim: feito de presente e de futuro. O passado seria completamente extinto. As multinacionais agradecem.

Quanto aos médicos ainda há pouco citados, a resolução é jogá-los na fogueira da 1ª “Santa Inquisição Medicinal” do século XXI. Bendita Ciência!
Irei suspender temporariamente minha escrita, pois, estou com uma leve cefaléia bilateral. Preventivamente, realizarei uma tomografia computadorizada no hemisfério cerebral direito e uma ressonância magnética no hemisfério cerebral esquerdo. Ainda como precaução, realizarei uma ultrasonografia da nuca e outra do dedão do pé direito. É possível que, com esta “terapia” multinacional, eu fique completamente curado da dor de cabeça e da dor no pé esquerdo.

Auto-Hemoterapia sim! É proibido proibir. A luta contra a pólio continua! Algemem todo o PFL! Bom dia! Até outro dia.

(1)- Miguel Couto – professor e médico (clínico geral), nasceu no Rio de Janeiro em 1º de maio de 1865 e faleceu em 6 de junho de 1934, (aos 69 anos). Diplomou-se pela Academia Imperial de Medicina em 1883. Foi membro titular da Academia Nacional de Medicina desde 1886, eleito seu presidente em 1914 e reconduzido ao cargo até seu falecimento em 1934. Eleito deputado pelo Rio de Janeiro (antigo distrito federal), participou da constituinte de 1933. Foi membro da Academia Brasileira de Letras.

 

por Walter Medeiros

Auto-Hemoterapia e os antibióticos – I – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/844686498983603/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – II – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845057435613176/
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