HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XV)

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Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

A cidade de Santa Cruz do Sul, distando 150 quilômetros de Porto Alegre, foi um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul. A povoação iniciou em 1849, no local então chamado de Faxinal de João Maria, em terras do Barão de Cambaí, com a instalação de cinco famílias alemãs. A
cidade foi oficialmente fundada em 31 de março de 1877. É conhecida pela cultura e indústria do fumo, trazendo empreendedores dessa área de vários países, principalmente dos Estados Unidos.

Durante o ano, Santa Cruz do Sul realiza vários eventos que permitem mostrar aos turistas e visitantes os costumes germânicos da cidade, sendo o principal a Oktoberfest, que acontece no mês de outubro. Pois muito bem! Foi lá que, no dia 23 de janeiro de 1952, uma mãe trouxe um presente para os gaúchos, para os brasileiros e para a humanidade. Naquele dia, em Santa Cruz do Sul, nascia Henrique Costa Mecking, que ao longo da história dos esportes, ficaria sendo conhecido como Mequinho, o maior enxadrista brasileiro de todos os tempos.

Em 1959, um ano após a copa mundial de futebol da Suécia (1958), quando tinha apenas 7 anos de idade, Mequinho tornou-se o vice-campeão de xadrez de São Lourenço do Sul (RS). Em 1964, ano do golpe financeiro-multinacional-militar no Brasil, ele tornou-se o campeão gaúcho absoluto (aos 12 anos de
idade). Um ano depois, em 1965, Mequinho torna-se campeão brasileiro absoluto (contava ele com apenas 13 anos). Em 1967, com apenas 15 anos de idade, ele continua campeão brasileiro absoluto e torna-se campeão sul-americano absoluto, recebendo então o título de Mestre Internacional (MI).

Mequinho teve o seu auge no ano de 1977, quando foi considerado o 3º melhor jogador do mundo, superado apenas por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi.
Em 1978, por causa de uma doença que compromete o sistema nervoso e os músculos, Mequinho teve de abandonar as competições. Quando a doença alcançou seu estado mais grave, o famoso enxadrista aproximou-se de Deus, passando a frequentar os cultos da Renovação Carismática Católica. Ao se
recuperar, passou a dedicar-se integralmente à religião, mas sempre alimentando a esperança de voltar a jogar xadrez. Após muito sofrimento, Mequinho voltou a jogar em 1991, num match de 6 partidas contra o Grande Mestre (GM) Predrag Nikolic. O perseverante Mequinho demonstrou um jogo muito forte, mas, por estar longo tempo parado, foi vencido pelo iugoslavo (5 empates e 1 derrota). Em 1992, Mequinho jogou um match de 6 partidas contra o Grande Mestre (GM) Yasser Seirawan, mas, ainda convalescente, foi derrotado mais uma vez. Com a nova derrota, decide afastar-se dos tabuleiros de xadrez por longo tempo.

No ano de 2000, Henrique Costa Mecking (o Mequinho) retorna aos tabuleiros para disputar um match contra outro Grande Mestre brasileiro Giovani Vascovi, na época, tricampeão nacional (terminaram empatados). Em 2001, Mequinho volta a mostrar que é ainda um jogador de muita força, embora dedique a maior parte de seu tempo à sua fé religiosa. Então, no Magistral Najdorf – Argentina, consegue empatar com Judit Polgar, a maior enxadrista da história, e também com o seu antigo adversário Viktor Korchnoi (aquele mesmo jogador que em 1977 era considerado o 2º do mundo, enquanto que Mequinho era considerado o 3º melhor do mundo). Mequinho também participa de torneios online, como os realizados no ICC (Internet Chess Club). Nele participam cerca de 25.000 jogadores de alto nível, sendo que 200 deles são Grandes Mestres (GM,s), e por mais de 10 vezes Mequinho chegou a ser o primeiro do ranking.

Em 2003, a convite do mestre internacional Alexandru Sorin Segal, o “teimoso” Mequinho participa dos jogos regionais, representando a cidade de Ilha Solteira e ajudando a equipe a ser campeã, classificando-a para os jogos abertos, onde esta mesma equipe se tornaria vice-campeã. Desde 2005, Mequinho vem disputando os jogos regionais e os jogos abertos pela cidade de Taubaté, onde reside. Atualmente, Henrique Costa Mecking é o número 5 do Brasil, com uma pontuação de 2.567 no rating de outubro de 2008.

Curiosidades sobre o enxadrista

– 1ª – Em 1965, quando venceu pela primeira vez o campeonato brasileiro, Mequinho jogava a penúltima rodada com Olício Gadia, quando a partida foi suspensa, então Gadia, convicto que o garoto Mecking não se arriscaria em uma sessão de supensas, já que o empate lhe
garantia o título, falou: – Proponho o empate! – Proponho que o senhor abandone! – exclamou Mequinho. O riso foi geral entre os assistentes. A seguir, o garoto demonstrou com presteza como ganharia o final. Gadia, muito sem jeito, abandonou na hora.

– 2ª – Em 1972, quando enfrentou o ex-campeão mundial Tigran Petrosian no torneio de Santo Antonio, Mequinho descobriu que tinha que lutar dentro e fora do tabuleiro. O grande mestre soviético “só fazia silêncio quando era a vez dele jogar. Toda vez que eu tinha que pensar, ele estava cutucando a mesa com o joelho, e o tabuleiro com o cotovelo, para chacoalhar a mesa. Se não fosse suficiente para incomodarme, Petrosian ficava fazendo ruídos, derrubando café, e tudo com ritmo variável. E rolando uma moeda na mesa”. Depois de reclamar três vezes com os árbitros, Mequinho resolveu fazer barulho quando era sua vez de jogar. Petrosian desligou seu aparelho auditivo e ganhou a partida.

– 3ª – O magistral Mequinho esteve em Aracaju no dia 17 de março de 2005, quando das comemorações alusivas ao aniversário da mudança da capital. Ele disputou uma simultânea com os 25 melhores jogadores sergipanos da época. O evento ocorreu nas dependências do Colégio Arquidiocesano, ligado à Igreja Católica, tendo à frente o religioso e notável orador sacro Monsenhor Carvalho, muito amigo do também notável orador Manoel Cabral Machado, falecido há pouco tempo.

Antes de iniciar a partida, durante 15 minutos Mequinho fez uma preleção sobre a sua enfermidade. Falou da dificuldade em respirar, da dificuldade em engolir alimentos e até água e do seu emagrecimento. Resumindo: quase morre. Ele se mostrou muito agradecido às religiosas que cuidaram dele. No entanto ele não disse qual a doença que o tinha acometido. Num espaço de tempo de 4 horas (das 16 às 20 horas), ele jogou contra 25 desafiantes, tendo na ocasião derrotado 23 e proposto o empate a dois adversários que curiosamente foram o professor do colégio Arquidiocesano e o presidente da Federação Sergipana de Xadrez. Este JORNAL DA CIDADE deu cobertura ao evento.

– 4ª – Segundo consta na internet, o genial Mequinho desenvolveu a enfermidade conhecida como Miastenia Gravis, que afeta o sistema nervoso e a musculatura, o que confere com o relato feito por ele (quadro clínico) no Colégio Arquidiocesano de Aracaju. Encontramos na Wikipédia: Uma doença grave – a miastenia, que compromete o sistema nervoso e os músculos – fez Mequinho abandonar as competições em 1978.

– 5ª – Em outra página da internet, Mequinho chega a declarar que foi Deus quem lhe curou.

– 6ª – No Colégio Arquidiocesano, Mequinho não fez referência a Deus, entretanto deixou bem claro o seu agradecimento às irmãs religiosas e à sua fé religiosa, tanto que durante todo o jogo portava um grande crucifixo pendurado ao pescoço.

– 7ª – O cidadão Henrique Costa Mecking, pelo seu incalculável valor, foi objeto de uma reportagem de capa na revista Veja no dia 22 de agosto de 1973. Título: O Campeão Mequinho. Também a cantora Maria Bethânia mereceu uma reportagem de capa na mesma revista, em 3 de outubro de 1973. É preciso relembrar que a cantora parece ser conterrânea do médico baiano Dr. Olívio Martins, autor do livro “O Poder Curativo do Sangue – Menos Remédios e Mais Ciência”. Observações do escriba

– 1ª – a revista O Cruzeiro (hoje extinta), num passado um pouco distante
publicava em uma de suas páginas, memoráveis partidas de xadrez. Tal entretenimento valiosíssimo – sobretudo para adolescentes e jovens – foi relegado a segundo plano pela nossa mídia. No Brasil, atualmente, em termos de esportes, o que existe é um monopólio do futebol de campo. E quem patrocina os jogos de futebol são os bancos e as multinacionais, na maioria dos casos. Os tabuleiros de xadrez (de madeira), aos poucos foram substituídos por tabuleiros de plástico. Até aí tudo bem. Todavia, o nosso sistema globalizante, (o neoliberalismo) está aos poucos levando a juventude para as telas de computadores, para os seus sofisticados jogos eletrônicos, inclusive para disputar com o computador o “Jogo dos Reis” eletrônico. Por quê? Falta de estímulo. Falta de patrocinadores. Esta é que é a verdade. Se investe muito na força física e muito pouco na força mental. É a chamada cultura da musculatura!
– 2ª – O enxadrista Mequinho, alega ter sido curado da Miastenia Gravis por causa de sua fé religiosa, ou, em outras palavras por Deus. Não podemos dizer o contrário, mas podemos questionar. Será mesmo verdade?

– 3ª – Vejamos agora o que diz o médico carioca Dr. Luiz Moura, no seu já famosíssimo DVD, gravado em 2004: “na Miastenia Gravis, eu tenho uma paciente que tem a minha idade, 78 anos. Esta paciente, ela até tem um mês a mais do que eu, vai fazer 79 antes de mim, eu faço 79 em maio. Ela foi diagnosticada com Miastenia Gravis em 1980, no Instituto de Neurologia, na Avenida Pasteur, e foi dado como perdido, como não tem nada o que fazer, porque nada se fazia mesmo. E ela vem fazendo a auto-hemoterapia desde 1980. Ela é a única sobrevivente dos diagnósticos feitos de Miastenia Gravis, de todos os pacientes que tinham Miastenia Gravis na época, que ela começou em 1980, não existe nenhuma viva, só ela, e vai ao meu consultório com a filha, ela toma ônibus, pessoa humilde, e tudo, toma ônibus e chega ao meu consultório. Isso 24 anos depois.

Chegamos então a uma situação intrigantemente agradável. Por que agradável? Porque os dois personagens principais, além de famosos, permanecem vivos. De um lado o magistral enxadrista Mequinho, que afirma ter sido curado da Miastenia Gravis através de Deus. Do outro lado, o mestre e médico Dr. Luiz Moura, que afirma ter curado da Miastenia Gravis, uma humilde senhora, através da auto-hemoterapia. Mequinho diz: a fé religiosa me curou! Dr. Luiz Moura diz: a auto-hemoterapia curou a humilde senhora! Sendo assim, o enxadrista Mequinho está desdenhando da medicina convencional (ou seja, a medicina oficial). Já o médico Dr. Luiz Moura, não desdenha da medicina convencional, mas defende com muita segurança e eloquência, o uso da auto-hemoterapia, a quem chama de terapia complementar (medicina complementar).

No caso da terapia (cura) da Miastenia Gravis, de um lado temos a religião (a fé) e do outro a ciência (a auto-hemoterapia). Eis mais uma vez, o eterno “diálogo” entre a ciência e a religião. No caso em pauta, a medicina convencional (oficial), ficou do lado de fora a rever os livros. A propósito, aos olhos do CFM e da Anvisa seria o enxadrista Mequinho um notório charlatão? Estas autoridades agora têm um duplo desafio. 1º – cassar a própria fé religiosa. 2º – continuar cassando a auto-hemoterapia. (para o bem das multinacionais). Será? Sobre enfermidade muito semelhante (Miastenia Gravis), posteriormente, iremos transcrever para os leitores o que escreveu o médico baiano Dr. Olívio Martins, com a sua “vacina do sangue”. Bem, leitores. Bom dia e até outro dia!

por Walter Medeiros


Auto-Hemoterapia e os antibióticos – I – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/844686498983603/
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