HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Auto-Hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos… (XXXII)

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Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Aracaju (Brasil) – 17 de Julho de 2010 – Um polêmico “conto” fagocitariamente pinocitótico: da pele à saliva. Uma fabulosa “novela” imunologicamente monocítica: do ácido gástrico às alças intestinais. Uma intrigante “trama” timologicamente macrofágica: do timo à medula óssea. Sem olvidar os gânglios linfáticos e a linfa. Da vida nas grandes metrópoles à vida nas pequenas cidades. Da vida nas belas praias à vida nos verdes campos. Sem olvidar o azul celeste. Do “contágio intransmissível” à “contaminação hereditária”.

Invisivelmente, as “substâncias terapêuticas” das multinacionais, continuam invisivelmente autofágicas. Sem esquecermos a auto-hemoterapia humana e a auto-hemoterapia veterinária. (ou viceversa). Todos os seres humanos têm um sistema imunológico, o que não deixa de ser muito interessante.

Curiosidades: 1ª – Em 1908, o alemão Paul Ehrlich (1854-1915) e o russo Élie Metchnikoff (1845-1916), foram premiados com o Prêmio Nobel de Medicina. Realização: trabalhos em imunologia, incluindo a introdução de métodos quantitativos. 2ª – Em 1919, o belga Jules J. P. V. Bordet (1870-1961) foi
agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina. Realização: descobertas no campo da imunologia.

Observações do escriba:

1ª – As expressões sistema imunológico, sistema imunitário, sistema de defesa
do organismo e mecanismo de defesa do organismo são sinônimas.

2ª – No atual “período políticoeleitoral”, é ficha limpa pra lá e ficha suja pra cá. E daí? Daí que, o que os “fichas sujas” estão querendo mesmo, é uma protetora “imunidade parlamentar”!…

Nova York (EUA) – Maio de 1936 – O médico cirurgião Michael W. Mettenletter publica no jornal “The American Journal of Surgery”, o artigo “Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications”. (1).

Rio de Janeiro (Brasil) – final de 1937 – O médico e professor Sylvio D. Ávila sugere ao seu aluno, o médico cirurgião Jésse Teixeira, a leitura do artigo escrito pelo Dr. Mettenletter. (2).

Rio de Janeiro (Brasil) – março de 1940 – O médico cirurgião Jésse Teixeira, publica na “Revista Brasil Cirúrgico” o trabalho científico “Auto-hemotransfusão: Complicações Pulmonares Pós-Operatório”, no qual ele descreve o uso da auto-hemoterapia em cento e cinqüenta (150) pacientes cirúrgicos. (3).

Rio de Janeiro (Brasil) – 1943 – O médico cirurgião Pedro Moura, após ler e estudar o trabalho do Dr. Jésse Teixeira, adota a prática da auto-hemoterapia. Ainda neste ano, quando operava na Casa de Saúde São José, ensina ao seu filho, o então acadêmico Luiz Moura, a técnica da auto-hemoterapia. (4).

Buenos Aires (Argentina) – 1951 – O médico veterinário Osvaldo A. Eckell lança em Buenos Aires, a 2ª edição do livro “Veterinária Prática”, baseado em 550 artigos publicados por ele no jornal LA PRENSA, de 1932 até 1947. Entre os diversos temas abordados, ele descreve e recomenda o uso da autohemoterapia em cavalos e vacas. (5). Observação: em artigo a ser publicado posteriormente, o escriba irá reproduzir na íntegra, o texto escrito sobre auto-hemoterapia, pelo Dr. Osvaldo A. Eckell.

São Paulo (Brasil) – março de 1976 – O médico e professor Ricardo Veronesi, publica na revista “Medicina de Hoje”, o trabalho “Imunoterapia: O impacto médico do século”. No trabalho do professor Veronesi, entre outras coisas, consta o seguinte:

“Os modernos conceitos imunológicos e suas implicações na patologia humana irão acarretar, seguramente, um impacto maior que o causado com o surgimento dos antibióticos nas décadas de 40 e 50”. …
“Quase não encontramos especialidade médica que possa, hoje, dispensar os conhecimentos da moderna imunologia”. …
“Infectologia, Cardiologia, Nefrologia, Hepatologia, Gastrenterologia, Cirurgia, Oncologia, Dermatologia, Oftalmologia, Hematologia, Fisiologia, Hansenologia, Nutrição e Geriatria, são, entre outras, as especialidades intimamente envolvidas nesses modernos conceitos imunológicos”. …
“O sistema retículo-endotelial ou sistema retículo-histiocitário, é constituído por células macrofágicas, dotadas de intensa capacidade de fagocitar, lisar e eliminar substâncias estranhas, quer vivas quer inertes”. …
“As principais funções do sistema retículo-endotelial são: …7) Metabolismo de proteínas e remoção de proteínas desnaturadas”. (6).

Observação: para que o texto seja bem compreendido, é preciso que os leitores fiquem bem atentos a uma das funções do chamado sistema retículo-endotelial, que é a capacidade que ele tem de metabolizar e remover as proteínas desnaturadas, ou seja, as proteínas anormais.

Rio de Janeiro (Brasil) – maio de 1976 – O médico ginecologista Floramante Garófalo, que trabalhava no Hospital Cardoso Fontes (em Jacarepaguá), durante o tratamento de um entupimento em uma das artérias da sua coxa direita, (com a auto-hemoterapia), presenteia o médico carioca Luiz Moura com dois trabalhos científicos: o trabalho do médico Jésse Teixeira (de 1940) e o trabalho do médico Ricardo Veronesi (de 1976).

Durante aproximadamente 4 (quatro) meses, de maio a agosto de 1976, Dr. Luiz Moura faz as aplicações da auto-hemoterapia em Dr. Floramante Garófalo. A partir de então, Dr. Luiz Moura amplia os seus conhecimentos teóricos e práticos sobre a auto-hemoterapia. (7).

Inglaterra – abril de 1996 – Revista Veja – Pecados da carne – O mundo não quer mais comer carne inglesa. Assustados com a possibilidade de que uma terrível doença que ataca o gado inglês há uma década, a síndrome da vaca louca ou encefalopatia espongiforme bovina (BSE é a sigla em inglês), possa
ser transmitida para seres humanos, causando uma doença mortal, chamada de Creutzfeldt-Jakob, CJD, mais de quarenta países resolveram proibir a importação de carne, leite e derivados vindos da Grã-Bretanha. A União Européia foi o primeiro a abandonar o parceiro na lama.

No dia 20 de março, o ministro britânico da Saúde, Stephen Dorrel, fez um discurso no parlamento contando que um grupo de cientistas independentes desconfiava que entre a BSE (encefalopatia espongiforme bovina) e o surto recente de casos de Creutzfeldt-Jakob no país podia haver uma relação direta. A fala de Stephen Dorrel era cheia de ressalvas e reticências, mas foi o que bastou. A partir daí, desencadeou-se a corrida da vaca louca. As possibilidades de que a doença, ainda pouco conhecida pela ciência, seja transmitida através do consumo de carne passaram a receber as versões mais desencontradas. O microbiologista Richard Lacey chegou a mencionar a estarrecedora estimativa de 500.000 casos que surgiriam nos próximos anos. Outros estudiosos, como a neurologista Rosalind Ridley, pesquisadora de uma instituição oficial, reforçaram a versão do governo de que as chances de contaminação são
“extremamente pequenas”. Qual mãe daria um hambúrguer a seu filho contando com essa possibilidade?

…”Chegou-se a falar em sacrificar todo o gado inglês, 11,8 milhões de cabeças, uma medida que parece praga do Egito e custaria cerca de 24 bilhões de dólares. No final, as piores previsões pareciam afastadas, mas isso não tranqüilizou muito os consumidores, escaldados com outras tentativas do governo de encobrir os fatos, nem acalmou os criadores ingleses, que estão perdendo rios de dinheiro. A indústria britânica da carne e seus derivados, que movimenta 6,5 bilhões de dólares ao ano, e emprega 400.000 pessoas, já não ia bem das pernas desde que explodiu a primeira crise, em 1989, mas desta vez sofreu mais.

Naquela época (em 1989), o governo conservador resolveu salvar o que podia ser salvo: vetou rações feitas com restos de animais doentes, proibiu a venda dos tecidos mais contaminados, mandou queimar carcaças de animais mortos e fez uma campanha para sacrificar os doentes. Mas jurou e rejurou que a doença não podia afetar seres humanos. Um ministro chegou a dividir um
hambúrguer com a filha de quatro anos, para mostrar que a carne não fazia mal. O discurso de Dorrell mudou tudo. Depois disso, começou a paranóia. Os soldados americanos baseados na Europa, precavidos, mandaram buscar carne em casa, nos Estados Unidos, para preparar seus hambúrgueres. A vigilância sanitária em alguns países aumentou tanto que entrar em um aeroporto levando corned beef inglês na mala pode ser mais perigoso do que carregar maconha.

A BSE já matou mais de 160.000 vacas inglesas em dez anos, e menos de 500 em mais dez países (entre os quais a Suíça e Portugal). Sessenta por cento do gado leiteiro e 15% do gado de corte do país estão contaminados. A enfermidade só foi descoberta em 1986, e não se sabe exatamente o que a causa. Aparentemente, o gado ficou doente comendo ração preparada com carcaças de ovelhas doentes de scrapie, uma enfermidade parecida.

Proteína maluca – Nenhuma dessas doenças, nem a de gado, nem a das ovelhas, nem a humana, parece ser causada por um vírus ou bactéria, como as outras enfermidades contagiosas. A teoria mais aceita hoje em dia foi formulada em 1980, por um cientista americano, Stanley Prusiner. Segundo ele, o vilão da história, que ele chamou de prion, seria uma simples molécula, uma proteína maluca que, não se sabe por que nem como, pára de fazer o que deve dentro da célula e começa a enlouquecer as proteínas vizinhas. Os prions
concentram-se nos tecidos nervosos da vítima, que em algum tempo desenvolve os sintomas. As vacas perdem o controle dos movimentos – daí a vaca louca – e morrem em poucos meses.

Nos homens, a doença, que ataca quase sempre pessoas de mais de 60 anos, leva invariavelmente à demência e à morte, em uma pavorosa agonia que pode durar anos ao longo do qual o cérebro vai apodrecendo. Sua vítima mais conhecida foi o grande coreógrafo russo George Balanchine. O drama inglês foi ter descoberto que há um surto de doentes jovens, com menos de 42 anos, o que é absolutamente anormal. Nove pessoas já morreram, e mais duas estão em estado grave. É muito, e deixou os cientistas assustados. Como a doença das vacas e a dos humanos são similares, a conclusão óbvia pareceu ser a de associar os casos de CJD (Creutzfeldt-Jakob) entre jovens, com os casos de BSE (encefalopatia espongiforme bovina). (8).

Nota: nossos agradecimentos à dedicada bibliotecária Maria Salete Barbosa e seus colaboradores, que trabalham na Biblioteca Eglantina Antônia Menezes Portugal – mais conhecida como Professora Eglantina Portugal – localizada no Instituto Parreiras Horta (Rua Campo do Brito nº 551 – Aracaju – Sergipe).

Bem amigas e amigos da rede AH. Continuaremos a nossa pequena e “romântica história” no próximo artigo, quando iremos discorrer um pouco mais sobre imunologia, imunoterapia, proteínas, etc. Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. A todos boa saúde, boa visão, boa leitura e bom dia.

Fontes: (1) e (2) – Trabalho científico do Dr. Jésse Teixeira, páginas 9 e 10 – de um total de 16 páginas. (3) – DVD 2004 – entrevista com Dr. Luiz Moura; Jornal da Imprensa – Goiânia – “A Revolução pelo Sangue” – Edição nº 654. (4) – DVD, 2004 – entrevista com Dr. Luiz Moura. (5) – Livro – Veterinaria Practica – Autor: Dr. Osvaldo A. Eckell – Tenente Coronel Veterinário; Professor titular de Patologia Médica e Conselheiro Diretor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Nacional de La Plata; Acadêmico da Academia Nacional de Agronomia e Veterinária – Librería “El Ateneo” Editorial – Buenos Aires – Argentina – 2ª edição – 1951 – páginas 26, 27 e 648 – de um total de 668 páginas. (6) – DVD, 2004 – entrevista com Dr. Luiz Moura; trabalho científico do Dr. Ricardo Veronesi, páginas 1 e 3 – de um total de 9 páginas. (7) – DVD, 2004 – entrevista com Dr. Luiz Moura. (8) – Revista Veja – 3 de abril de 1996, páginas 30 e 31.


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Auto-Hemoterapia e os antibióticos – I – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/844686498983603/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – II – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845057435613176/
Auto-Hemoterapia e os antibióticos – III – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845474032238183/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – IV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/845873625531557/
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Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/854736871311899/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXI – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/855116571273929/

por Walter Medeiros

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