HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Arquivo de dezembro, 2015

Auto-Hemoterapia e os antibióticos (XIC)

fleming111
O embasamento teórico da auto-hemoterapia começou há mais de duzentos anos
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

por Walter Medeiros

Segunda versão sobre a gênese da auto-hemoterapia. A auto-hemoterapia é uma técnica terapêutica com certeza bastante antiga. Trata-se, segundo o Dr. Luiz Moura, de um recurso terapêutico de baixo custo, simples, que se resume em retirar um determinada quantidade sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo Endotelial (S.R.E.), quadruplicando os macrófagos em todo o organismo.
Entretanto a auto-hemoterapia (em serviços de saúde) foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em abril de 2007, apenas porque ficou em evidência a partir de um vídeo contendo uma entrevista com o Dr. Luiz Moura, praticando e defendendo a auto-hemoterapia, veiculada através da Internet a partir de 2004.
Com a matéria do Fantástico da rede Globo, também de abril de 2007, mostrando o interesse da população na utilização da “novidade”, na verdade, uma prática que existe há mais de 100 anos, as autoridades da área médica se mobilizaram para proibir uma prática que poderia gerar muitos prejuízos para as grandes empresas e laboratórios que não se interessam por práticas terapêuticas passíveis de se tornarem populares e de baixo custo operacional.
O próprio médico Dr. Luiz Moura foi julgado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro em função da entrevista difundindo a técnica e por receitar a auto-hemoterapia e posteriormente absolvido por unanimidade de votos, em 11 de janeiro de 2006 por não constatar ilícito ético-profissional em sua conduta. Por outro lado, a partir da portaria da ANVISA, nem mesmo o Dr. Luiz Moura poderá mais receitar ou praticar a auto-hemoterapia que tantos benefícios trouxe aos seus pacientes.
Apenas para termos uma idéia do alcance da técnica, vamos relacionar algumas doenças que, segundo o testemunho idôneo do Dr. Luiz Moura obtiveram bons resultados: esclerodermia, asma brônquica, psoríase, doença de Crohn, lúpus, artrite reumatóide, miastenia grave, miomas e cistos de ovário, púrpura trombocitopênica, acne, ictiose, amigdalites, gota, dermatomiosite, etc. Doenças tratadas complementarmente com a autohemoterapia,
com resultados surpreendentes, e que vem convencendo as pessoas que assistem ao vídeo pela fidedignidade do relato e a sinceridade manifestada durante a entrevista.
Por outro lado a mais alta e única missão do médico é restabelecer a saúde dos doentes, que é o que se chama curar. Quando um paciente, em estado de atroz sofrimento, procura ajuda médica, seu objetivo é obter a cura para seus males. Desde que sare, não lhe interessa saber como nem porque sarou. Apenas o médico necessita pesquisar, com a ajuda do paciente, a melhor maneira de ajudá-lo. Portanto, basta que o médico obtenha a confiança legítima do paciente para que o processo de cura se inicie.
Se a sociedade o reconhece como médico, e, no caso, foi cumprida a principal exigência, a realização do curso superior de medicina, acrescido de mais de 50 anos de clínica. Quanto à escolha do método de tratamento de cada paciente, somente o médico pode decidir ao examinar cada paciente. Em casos extremos, para salvar um paciente em estado grave, todos os recursos são possíveis, ainda que não totalmente conhecidos pela ciência.
Hipócrates dizia que para as doenças extremas os tratamentos extremos são os mais eficazes.
Com a proibição, os maiores prejudicados foram os pacientes, especialmente, aqueles que padecem com graves enfermidades e que não podem mais contar com o apoio do sistema de saúde, já que todos os profissionais estão agora impossibilitados de aplicar a técnica, correndo o risco de perder o direito de exercer a medicina ou as técnicas de enfermagem.
Na história da medicina, ambas as correntes, homeopática ou alopática, utilizaram a auto-hemoterapia no tratamento de seres humanos e também de animais. Os médicos homeopatas extraindo o sangue venoso e processando o sangue extraído do próprio paciente como qualquer substância, diluindo e dinamizando para posterior uso interno.
Pelo menos, desde finais do século XIX, a corrente alopática vem estudando e aplicando a denominada proteinoterapia, que procura combater as mais diversas enfermidades por meio de injeções de certos tipos de albuminas, leite, sangue e outras substâncias albuminóides, denominada então, terapêutica estimulante não específica, baseada sobre a noção de que o essencial no processo de proteção do organismo na luta contra a enfermidade é uma modificação do metabolismo, uma ativação do protoplasma da célula.
Entretanto o embasamento teórico da auto-hemoterapia tem origem em Broussais (1772-1838) (a*), segundo o primitivo conceito de irritação e o da teoria da excitação de Virchow (1821-1902) (b*), talvez um dos maiores patologistas de todos os tempos. Quando ficou solidamente fundamentada a ação patogênica das bactérias, a partir das pesquisas de Pasteur (1822-1895) (c*), a figura mais importante e representativa da bacteriologia, começou-se a aprofundar os estudos a respeito das substâncias tóxicas produzidas pelos microrganismos em
geral.
Bem depressa se reconheceu que as PROTEÍNAS de que são formadas as bactérias, podem provocar fenômenos análogos aos desencadeados pelas toxinas. A verificação desse fato foi o ponto de partida para os primeiros ensaios realizados com o fim de provocar uma reação geral do organismo, mediante a introdução parenteral de substâncias não bacterianas.
Os primeiros estudos clínicos desta natureza foram seguramente os de Winternitz (1859-?) (d*) em Praga (e*) e von Krehl (1861-1937) (f*) em Jena (g*), no ano de 1895. Uma das primeiras PROTEÍNAS utilizadas foi o leite de vaca, já esterilizado pelo processo pasteuriano. Graças às necessárias medidas de precaução e de técnica, a injeção parenteral de leite era asséptica.
Como consequência de tal procedimento em animais, na dose de 20 ml., a temperatura do corpo se eleva de 0,9 a 1,60. Nas reinjeções, a reação febril era maior. Observou-se também
que nos animais tuberculosos o aumento de temperatura era maior do que no são. Além disso, era possível observar nitidamente uma reação local do tecido tuberculoso. Dos ensaios promovidos por von Krehl em animais bovinos, surgiu mais tarde a excitoterapia ou PROTEINOTERAPIA. Esta consiste em produzir uma ação inespecífica com injeção de albumina, dando como resultado uma reação aguda de todo organismo.
Segundo August Bier (1861-1949) (h*) a injeção de leite, sangue ou outras PROTEÍNAS, desde que perfeitamente esterilizado, por via intramuscular, produz uma irritação local, que definia como inflamação curativa. A reação geral consiste em febre, com seus fenômenos concomitantes, e numa leucocitose às vezes considerável, traduzindo uma reação da medula óssea. Opera-se assim um aumento das forças defensivas do organismo. (1).
Considerações:
1ª – Atente-se para o fato de que, no texto, aparece o vocábulo PROTEINOTERAPIA, ou seja,
terapia protéica, ou melhor ainda, terapia com proteínas.
2ª – Também no texto surgem as palavras ALBUMINAS, LEITE, SANGUE E ALBUMINÓIDES, denominada então de terapêutica estimulante não específica, ou, em outras palavras, terapêutica estimulante inespecífica.
3ª – Segundo o autor, os primeiros estudos clínicos desta natureza (excitoterapia ou PROTEINOTERAPIA), foram seguramente os de WINTERNITZ em Praga e VON KREHL em
Jena, no ano de 1895.
4ª – Na 1ª parte da 2ª versão, aparecem os nomes de: LUIZ MOURA, CROHN, BROUSSAIS, VIRCHOW, PASTEUR, WINTERNITZ, VON KREHL e AUGUST BIER, totalizando 8 distintas
personalidades. (continua).
(a*) – Broussais – François Joseph Victor Broussais – Médico, cirurgião, patologista e fisiologista francês.
(b*) – Virchow – Rudolf Ludwig Karl Virchow – Médico, anatomista e patologista, antropólogo e político alemão. Foi ele quem, em 1867, descreveu o Sistema Retículo Endotelial (S. R. E.).
(c*) – Pasteur – Louis Pasteur – Cientista e químico francês.
(d*) – Winternitz – (1859-?) –
(e*) – Praga – Capital da Checoslováquia.
(f*) – von Krehl – Albrecht von Ludolf Krehl – Médico, patologista e fisiologista alemão..
(g*) – Jena – É uma cidade da Alemanha, localizada no estado de Turíngia.
(h*) – August Bier – Agosto Karl Gustav Bier – Médico, cirurgião e anestesista alemão.(2).
Aracaju, 12 de janeiro de 2012.
Jorge Martins Cardoso – Médico.
Fontes: (1) – A prática da auto-hemoterapia no Brasil – Saúde & Lazer – Prof. Douglas Carrara – Antropólogo – 27 de janeiro de 2009. (2) – Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.


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Auto-Hemoterapia e os antibióticos (LXXXIX)

fleming89
por Walter Medeiros

“Efeito placebo não influencia animais”
Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

A luta contra a debilitante poliomielite (paralisia infantil) continua. Ainda sobre a pólio: parece que governantes, governos e organizações não governamentais (ONGs), não estão muito interessados em erradicar a poliomielite da face da terra. A luta a favor da simples, barata e inofensiva AHT (auto-hemoterapia) também continua.

Ainda sobre a AHT: a auto-hemoterapia era e ainda é usada corriqueiramente em medicina veterinária. Uma prova disso é que recentemente, mais precisamente no dia 25 de dezembro de 2011, – um belo dia de domingo, – a Rede Globo de Televisão, através do programa “Globo Rural”, apresentou ao público brasileiro um professor e médico veterinário realizando a auto-hemoterapia em uma vaca, no município de Coronel Pacheco, estado de Minas Gerais.

Ainda sobre a “placebenta” AHT: os leitores poderão assistir ao referido vídeo em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1742920-7823-
COMO+CUIDAR+DE+VERRUGAS+QUE+APARECE …. (1).

Assim sendo, podemos continuar afirmando que não existe o chamado efeito placebo na auto-hemoterapia, o que vai totalmente de encontro ao parecer nº 12/2007 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que afirma que existe efeito placebo na auto-hemoterapia. (2).

Parece que governantes, governos e organizações não governamentais (ONGs), estão muito interessados em legalizar a prática de tal terapia complementar (AHT) no planeta terra.

1ª versão sobre a gênese da auto-hemoterapia – Há 180 anos – Em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática, o médico italiano M. MANSIZIO, recomendava como panacéia uma operação que constituiu assunto duma nota apresentada à Academia de Medicina. Consistia em apertar um membro superior como para uma sangria vulgar, abrir em seguida uma veia, colocar aí a cânula duma seringa, de tal maneira que se pudesse fazer correr o sangue, para depois o introduzir de novo na torrente circulatória, continuando durante alguns minutos a operação. M. MANSIZIO utilizou a prática durante dois anos, em duas mil operações semelhantes, e aplicava-as em todos os casos onde as sangrias, as sanguessugas e mais tarde as disenterias tivessem as suas indicações. (3).

DAVID refere-se a JOLIEU, informando que para ele aquela operação não era verdadeiramente a autohemoterapia, mas sim uma auto-transfusão, contudo ela constituiu uma maneira rudimentar de praticar a autohemoterapia. DAVID acrescenta em 1924, que alguns autores têem querido explicar pelo mecanismo da autohemoterapia a ação terapêutica das ventosas secas e neste caso a auto-hemoterapia teria uma origem muito mais remota.

Observa que com efeito o hematoma sub-cutáneo produzido pela aplicação das ventosas é para MOUTIER e RACHET uma auto-hemoterapia sub-cutánea. Assim, estes autores, em apoio de suas afirmações, fizeram análises comparativas do sangue de 7 (sete) doentes tratados por auto-hemoterapia e ventosas secas, encontrando modificações hematológicas perfeitamente paralelas nos dois métodos terapêuticos, consistindo num sindroma hemoclásico e num sindroma leuco-excitante, explicando até a acção terapêutica do processo por esta
hiperleucocitose manifesta. (3).

1ª observação – O autor da 1ª versão sobre a origem da auto-hemoterapia é o advogado e jornalista investigativo WALTER MEDEIROS, (a*) do Rio Grande do Norte. A data mais antiga em que há referência sobre a auto-hemoterapia, segundo o autor, é 1831, – século XIX – e, os estudos sobre a auto-hemoterapia como recurso terapêutico, teriam sido iniciados pelo médico italiano M. MANSIZI. O trabalho do jornalista investigativo encontrase disponível na Rede Mundial de Computadores (internet) com o título “BREVE HISTÓRIA DA AUTOHEMOTERAPIA” (3).

A seguir damos continuidade à sua interessantíssima versão. A auto-hemoterapia foi definida como método terapêutico em 1912, pelo médico francês PAUL RAVAUT, consistindo em injectar debaixo da pele dum doente alguns centímetros cúbicos do seu próprio sangue. RAVAUT descreveu a auto-hemoterapia, sua técnica e indicações pela primeira vez num importante artigo publicado em 1913.

Segundo Dr. LUIZ MOURA (Auto-hemoterapia – http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf), em 1911, RAVAUT registrou o modo de tratamento empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. RAVAUT usou a auto-hemoterapia em casos de asma, urticária e estados anafiláticos, conforme Dicionário Enciclopédico de Medicina, T. 1, de L. BRAIER, também citado por Dr. LUIZ MOURA. (3, 4 e 5).

Foi lendo os trabalhos de MAYER e LINSER, na Alemanha, que RAVAUT pensou, modificando-os, lançar a idéia da auto-hemoterapia. Com efeito estes autores tiveram pela primeira vez, em 1911, a idéia de tratar uma doente atingida por herpes gestationis, por injecções de soro de sangue duma mulher grávida sã, porque eles pensavam que a evolução normal da gravidez se fazia à custa na neutralização das toxinas, por formação de antitoxinas
correspondentes. Injetando na doente soro sanguíneo duma mulher grávida sã, MAYER e LINSER esperavam suprir a insuficiência de anti-toxinas e curar assim a herpes gestationis. (3).

SIMPLICIDADE – Mais tarde estes autores substituíram esta hetero-seroterapia pela auto-seroterapia e estenderam as suas indicações aos prurigos, urticárias e eczemas, sendo então que RAVAUT se lembrou de fazer a auto-hemoterapia obtendo os mesmos resultados que os autores alemães, e assim êle preferia injectar o sangue global, porque na fibrina e nos glóbulos poderiam encontrar-se substâncias ou corpos microbianos especiais cuja reabsorção pelo organismo provocasse reações úteis.

Neste artigo se vê quanto a técnica é simples, os seus raros incidentes, as vantagens sobre a auto-seroterapia e como ela é empregada em numerosas afecções da pele, constituindo um processo a escolher nestas dermatoses tão rebeldes a qualquer outro tratamento. (3).

Anteriormente a RAVAUT, já SICARD e OULTMAN tinham realizado em larga escala a auto-hemoterapia, julgando-se até os inventores, motivo porque perante a Sociedade Médica dos Hospitais, em 1912, fizeram uma comunicação contra RAMOND, reclamando para si a prioridade de invenção do método. (3).

Apesar dos trabalhos de RAVAUT e de tão brilhantemente ter posto as suas indicações e a sua técnica, documentando com numerosas observações, o método não é aceito por todos os clínicos, dada a ignorância do seu mecanismo, e ele assim permaneceu num estado latente, até que WIDAL e os seus discípulos ABRAMI e BRISSAUD com choque hemoclásico tentam lançar luz sobre o processo, ao mesmo tempo que estendem as suas indicações, ingressando-o como terapêutica nos capítulos das febres tifóides e da asma. (3).

Com esta nova fase e enquanto as teorias se sucedem, para explicar a ação dos métodos hemoterápicos, o processo entra definitivamente na prática dermatológica e na clínica geral, chegando até ao médico português ALBERTO CARLOS DAVID (b*) (A auto-hemoterapia nas dermatoses – http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf), sendo utilizado sistematicamente na Clínica de Dermatologia do Exmo. Prof. LUÍS VIEGAS e por muitos Exmos Clínicos, como o atestam as observações do seu trabalho e tantas outras que conheceu, que sempre recorrem à auto-hemoterapia, todas as vezes que lhe aparecem doentes em que possa ser aplicada. (3 e 6). (continua).

(a*) – Walter Medeiros – advogado, escritor, jornalista e poeta.
(b*) – Dr. Alberto Carlos David – Médico – Em sua tese de doutoramento de 1924, “A AUTO-HEMOTERAPIA NAS DERMATOSES” ele fala em PROTEINOTERAPIA e em PROTEÍNAS NÃO ESPECÍFICAS, o que veremos mais adiante.

Aracaju, 08 de janeiro de 2012.

Jorge Martins Cardoso – Médico – CRM 573.

Fontes: (1) – Programa “Globo Rural” – Rede Globo de Televisão – 25 de dezembro de 2011 – Duração: 2 minutos e 33 segundos. (2) – Parecer CFM nº 12/2007 na íntegra – Interessado: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – Assunto: Auto-hemoterapia – Relator: Dr. Munir Massud – (35 páginas). (3) – Rede Mundial de Computadores (Internet) – Google – BREVE HISTÓRIA DA AUTO-HEMOTERAPIA – Walter Medeiros. (4) -http://www.rnsites.com.br/aht_luiz_moura.pdf – Dr. Luiz Moura. (5) – DVD/2004 – Entrevistado: Dr. Luiz Moura – Duração: 2 horas e 37 minutos. (6) -http://www.rnsites.com.br/210_2_FMP_TD_I_01_P.pdf – 1924 – Imprensa Nacional – Dr. Alberto Carlos David – Faculdade de Medicina do Pôrto – (93 páginas).


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https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/850687268383526/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XVII –
https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/851141688338084/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XVIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/851546541630932/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XIX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/851932764925643/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/852301721555414/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXI – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/852695198182733/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/853087788143474/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/853500581435528/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXIV –
https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/853889421396644/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/854308581354728/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/854736871311899/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXI – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/855116571273929/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/855519154567004/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/855957601189826/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXIV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/856264471159139/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/856662171119369/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXVI – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/857159344402985/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXVII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/857538944365025/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXVIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/857923240993262/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXIX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/858363227615930/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/858854980900088/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXXI – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/859256600859926/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXXII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/859710167481236/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXXIII – – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/860066204112299/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/860449984073921/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – XXXXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/860844117367841/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LIV – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/861267853992134/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/862197480565838/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LXII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/862599337192319/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/863105133808406/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LXXVIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/863951947057058/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LXXXIII – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/864399400345646/
Auto-hemoterapia e os antibióticos – LXXXIX – https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/864896353629284/

 

Eficácia da Auto-Hemoterapia em Rinite Alérgica

por Walter Medeiros

Parecer do CFM tem quase oito anos, mas o tempo não parou; novas pesquisas reforçam comprovação de que a técnica funciona

Pesquisa comprova efeito de auto-hemoterapia em rinite alérgica

A auto-hemoterapia com acupuntura alivia significativamente os sintomas clínicos da rinite alérgica. Este é o resultado de trabalho realizado por pesquisadores chineses em 2012 e veiculado na base de dados PubMed. A pesquisa comprovou também que o efeito terapêutico da auto-hemoterapia é melhor do que com a administração oral de comprimidos de loratadina. A autoria do trabalho é do College of Acupuncture-Moxibustion and Orthopaedics, Hubei University of CM, Wuhan 430065, China. ivy_star@sina.com

O objetivo da pesquisa foi explorar a eficácia clínica e o mecanismo de auto-hemoterapia ponto de acupunctura no tratamento de rinite alérgica. Pelo método utilizado, 45 casos foram randomizados em um grupo auto-hemoterapia (24 casos) e um grupo de medicação ocidental (21 casos). No grupo de auto-hemoterapia, a auto-hemoterapia com pontos de acupuntura foi aplicada , enquanto no chamado grupo medicação ocidental comprimidos de loratadina foram prescritos.

Os pacientes foram tratados continuamente durante 3 meses em ambos os grupos. O escore clínico de sintoma foi levado para a avaliação da eficácia. A taxa de eficácia total foi de 83,3% (20/24) no grupo de auto-hemoterapia, consideravelmente superior a 66,7% (14/21) no grupo de medicação ocidental. Após o tratamento, os escores de sintomas clínicos dos pacientes nos dois grupos estavam reduzidos.

As melhorias nos escores de espirros e corrimento nasal claro no grupo de auto-hemoterapia foram muito mais significativas do que aquelas do grupo de medicação ocidental. Após o tratamento, o soro de IL-12 dos pacientes nos dois grupos foi aumentada. No grupo de auto-hemoterapia, o soro de IFN-gama foi aumentada após o tratamento. No grupo de medicação ocidental, o soro de IFN-gama não foi aumentado.

O aumento do conteúdo de índice no grupo de auto-hemoterapia foram mais evidente do que aqueles no grupo de medicação ocidental. Com isto foi mostrado que a auto-hemoterapia com acupuntura alivia significativamente os sintomas clínicos da rinite alérgica.

Trata-se de mais um trabalho que vem se somar a inúmeras evidências da eficácia da auto-hemoterapia no tratamento e cura de doenças. Mesmo que o parecer do Conselho Federal de Medicina tivesse sido feito depois de 2007, talvez esse trabalho não fosse considerado, pois muitas pesquisas deixaram de ser levadas em conta pelo simples fato de “estarem escritos em outros idiomas”. Link para a pesquisa:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23301470 .

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