HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

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Hidradenitis Suppurativa on Discovery Health, Mystery Diagnosis [HQ]


Hidradenitis Suppurativa on Discovery Health, Mystery Diagnosis [HQ]
Vídeo publicado por Katherine Maphis
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ouTRa FoRMa De vEr O mUndO

O homem, que apenas vê um canto do quadro da natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto. – Allan Kardec

 Qualquer que seja a enfermidade, quando atinge o indivíduo em suas genitálias reflete conseqüências, ou deveria dizer que deixa seqüelas em sua vida social, profissional, pessoal e seguramente transtornos de ordem psicológica.

Apesar de crer que a verdade é um fator bastante relativo, é irrefutável o fato de que num censo comum a humanidade, o sexo ou os meios naturais do instinto básico animal da procriação é fator altamente relevante para a sanidade mental e a saúde psicológica de qualquer ser humano independente de credo ou etnia.

Exceto meu nome, as experiências que aqui citarei terão os nomes dos seus autores resguardados por uma questão de respeito a sua idoneidade, privacidade e confiança por me revelar e só estão sendo relatados porque preciso expor a outros, quantos de nós desfrutam dos mesmos problemas e aflições.

Óbvio que o meu objetivo com mais este relato não é o de desanimá-los; mas sendo extremamente realista, mostrar a cada um que existe um meio “particular” de se adaptar às conseqüências a fim de trazer de volta a sensação de que apesar das adversidades que nos atinge “somos seres bem especiais” e podemos tomar as rédeas da nossa vida novamente e ter uma condição social, profissional e pessoal restabelecida, só que pautada em outros valores.

Bem, para começar esse relatório é necessário que eu esclareça o que tenho vivenciado nos últimos dois meses. Após o término da experiência “Cobaia de Mim Mesma”; relato este que não publiquei na íntegra devido ao choque causado na maioria dos meus leitores, o que me fez crer que eu estava dispondo e disseminando informações demais para um público ainda não preparado para absorvê-las com olhos científicos; muito embora eu tenha levado os procedimentos até a conclusão a que eu havia almejado; resolvi também por conta própria parar os procedimentos da Auto-Hemoterapia por um período (que se estendeu por exatos 23 dias) a fim de averiguar as reações e conseqüências de toda a experiência.

Por 23 dias exatamente controlei e administrei os sintomas da HS e da Ictiose única e exclusivamente através da “alimentação” e “mudanças de hábitos” no meu cotidiano. Passado este período, sendo bastante rigorosa na minha crítica, creio que somente foi possível porque a experiência me deixou com uma elevada taxa de imunidade. Meu físico estava se restabelecendo de qualquer enfermidade de forma fantástica!

Convêm relatar que após este período a minha vida sofreu com adversidades não previstas, mas que abalaram profundamente meu emocional. Foi então que os sintomas até então administráveis se rebelaram e voltaram a se apresentar sem qualquer cerimônia.

Primeira Conclusão:
A auto-hemoterapia não vai curar a sua HS, mas vai ajudá-lo a administrar, juntamente aliada a um conjunto de medidas, os sintomas que lhe aflige tornando possível o seu convívio social e a restabelecer uma vida “quase que normal.”

Segunda Conclusão:
O fator emocional, psicológico, como você se sente, como você administra a sua consciência, sua auto-estima e induções comportamentais interagem fatidicamente ou não com a sua enfermidade, quer você creia ou não: a mente comanda o corpo irrefutavelmente, seja no oriente ou no ocidente. Não se trata de milagres! Simplesmente vivemos aquilo que acreditamos. Se sua mente manda, o corpo obedece!

Não precisam blasfemar! Ninguém melhor do que eu sei o quanto é difícil tornar essa teoria uma prática plausível nos contextos de vida que cada um de nós nos expõe… Entretanto, cabe ao bom conhecedor entender que não saber “ainda” gerir o método não invalida a sua eficácia. É como tomar antibióticos nos horários errados… O erro é nosso e não da prescrição do diagnóstico.

Voltei com minhas aplicações e auto-hemoterapia aliada a dieta vegetariana e já estou aos poucos restabelecendo  meu físico. A mim, faz muito bem o contato com a natureza e a atividade física constante; além de muita atividade intelectual a fim de gerir minha mente para promover benefícios de qualquer ordem que me acalentem! É muito importante encontrar e estabelecer sua serenidade, sua segurança e sua paz!

Com tudo que tenho experimentado, foram mudanças radicais em minha vida ao longo do último ano efetivo: aboli toda e qualquer medicação prescrita; restabeleci o bom funcionamento dos meus rins e do meu fígado; minha pressão voltou ao normal (12 por 8 ) constantemente e sem variações, não houve reincidências de abscessos nem a necessidade de novas cirurgias, perdi cerca de 35Kg, saí do calabouço e restaurei algumas atividades sociais que me dão prazer… Entendam! Não tenho reconstruído minha vida… Tenho gerido uma vida NOVA.

Venho recebendo inúmeras reportagens de outros portadores que sofrem suas angústias, dúvidas e medos; como os que eu já tive por tanto tempo. O medo do desconhecido ainda é algo que nos atormenta constantemente e “eu” entendo! Mas também é a “graça” e o “milagre” dessa instabilidade que nos assegura que amanhã jamais será igual a hoje. O tempo trata de cicatrizar qualquer ferida; só temos o trabalho de suportá-la, enquanto ela estiver ativa; mas creia que passa… Tudo passa! E como você vai atravessar esse período incauto; é você quem escolhe.

A Bebeu me escreveu desesperada porque estava com sua genitália tomada e ela só tem 20 e poucos anos; o Cleiton também teve seus órgãos genitais atingidos… O que tem me assustado é que apesar dos relatos científicos que possuo me estabelecerem uma faixa etária por volta dos 30 anos de idade até que a HS se manifeste, a realidade tem me apresentado portadores cada vez mais jovens! Não sou cientista; fato que intriga pela observação e faz-me questionar sobre o estresse que a juventude atravessa nos atuais ciclos de sua vida… Talvez, essa seja um “gatilho” para o que poderia ser pelo menos retardado…

Quanto a questão do que chamamos “CURA”… Bem, há 6 anos vivo, como, durmo, me alimento e estudo exaustivamente a HS. Faz parte de mim, então melhor entendê-la! Não se aborreçam por não detectá-la em exames laboratoriais. Há 6 anos faço exames completos de 6 em 6 meses e até hoje um médico que nunca me viu lhe dirá que eu nasci ontem. Não há vírus, não há bactéria, não há fungos, não há nada vivo com quem eu possa declarar uma batalha. Inclusive biópsias das secreções são totalmente estéreis. Até ver isso comprovado em inúmeros exames laboratoriais diversos, eu própria duvidava dessa possibilidade. Perdoem-me os especialistas na área de saúde, mas também não sou médica. De fato, os paradoxos dessa enfermidade são de confundir qualquer criatura bem estruturada. Mas onde quero chegar é o que importa…

Meu pai costuma me dizer sempre que para bom entendedor, meia palavra basta. Ora, sendo assim, vamos analisar os fatos: se nos Estados Unidos, país de primeiro mundo, o portador de HS é considerado inválido e recebe aposentadoria vitalícia… Isso significa que o custo para o governo americano sustentar cada indivíduo inválido dessa categoria é ínfimo comparado ao que eles deveriam ou poderiam investir nas pesquisas científicas… Enquanto que aqui no Brasil ainda somos um grupo quase que ou totalmente marginalizado pela ignorância, inclusive do próprio governo.

A cura está dentro de você. Em não deixar que qualquer adversidade que essa enfermidade traga, lhe derrote. Não aguarde a cura em um comprimido. Se ela existir; não surgirá agora! Há muitos obstáculos burocráticos e interesses financeiros que atravancam o progresso dessa ordem.

A sociedade está tão neurótica que as crises financeiras e as pressões profissionais podem adoecer tanto ou mais do que os traumas de um inválido. É preciso a gente se educar! A cura começa assim.

E como diria A. Cury:
“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar o que somos.”

Sábado, 05 de Junho de 2010
Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
Por Roberta Achy Santos

“Cobaia de Mim Mesma”

Uma razão para continuar a viver
(A DOENÇA INVISÍVEL)

Nos últimos meses de 2004, meu mundo se transformou para sempre.
Foi o início de uma série consecutivas de lesões corporais e dores crônicas, todas aparentemente sem lógica alguma. Inclusive para as equipes médicas às quais me submeti. Nesta época eu residia nos Estados Unidos e procurei por auxílio especializado em Mesquite, Richardson, Parkland Hospital a até Baylor… Sem falar nos consultórios de especialistas particulares como a Hamptom Clinic. Exames e mais exames e os resultados nunca apresentavam qualquer diagnóstico conclusivo.

Com muita boa vontade Divina e com o auxílio de meu marido, na época do ocorrido, fui diagnosticada portadora de HS (Hidrosadenite Supurativa) e Ictiose. Duas doenças raras, auto-imunes e avaliadas mundialmente pela área de saúde como incuráveis.
Foi então que me ocorreu que eu seria um grande peso para todos, que por qualquer razão do destino, eu arruinara a minha vida e a das pessoas a minha volta.

 Por que não morrer, pensei angustiada, e poupar a todos um monte de problemas? Tinha vergonha de mim mesma e da imagem que via no espelho. Não me reconhecia mais. Ao mesmo tempo em que aguardava ansiosa por uma visita amiga com quem pudesse desabafar; fugia do mundo e ficava ali deitada, vegetando, olhando para as paredes, imaginando o futuro incrédulo.

Quando por fim, já dopada de muita medicação, eu adormecia. Eu me via limpa de novo, fazendo amor, correndo, representando a minha arte, trabalhando, próxima a família e aos amigos. Ao acordar percebia que nunca mais faria nada daquilo novamente. Estava apenas ocupando espaço neste mundo.

Um dia então meu marido entrou no quarto, fitou-me os olhos e disse: – Essa enfermidade veio parar na pessoa errada. Não importa o que aconteça você continua sendo você e eu a amo e estarei contigo até o fim, seja ele qual for! Mas tenho certeza de que ela jamais lhe derrotará.
Foi quando percebi que no fundo eu não queria desistir, que eu queria voltar a ter uma vida normal e que a crença dele de que eu poderia ser a “mulher maravilha” era mais forte do que a que eu tinha de mim mesma.

Uma enfermidade como a minha muda bruscamente um casamento. Adéquam-se as formas de se relacionar, mas também intensifica o sentimento que já existia. Disse a ele uma vez: – Isso está muito além dos votos do casamento: “na saúde e na doença”. Ele disse: – Eu sei! Mas continuo te amando apaixonadamente exatamente da mesma forma quando te vi pela primeira vez descendo saltitante, afobada por aquelas escadas, naquele posto de gasolina tarde da noite… Você continua tão linda e fascinante quanto naquele dia e desde então eu quis me consagrar teu cavalheiro e assim será até que Deus nos permita, porque a amo.

Mas a sensação de impotência era difícil de suportar.

Por inúmeros motivos decidi, a contra gosto do meu marido, retornar ao Brasil. Minha filha era a única fonte de vida que mantinha a minha esperança acesa nessa altura dos acontecimentos. Já havia me submetido a inúmeros tratamentos e aproximadamente 8 cirurgias. Um dia estava acamada e ela se aproximou de mim e disse: – Mamy, eu não tenho vergonha de você. Ás vezes você não pode andar, ás vezes nem pode me levar à escola, mas você ainda pode sorrir e você é minha mãe. Você vai ficar boa, não vai?

Creio que foi a primeira vez depois de muito tempo que dei boas risadas; e prometi a ela que eu iria ficar boa novamente sim e que passearíamos juntas, lindas e orgulhosas!

Dos Estados Unidos ao Brasil, nenhum tratamento surtia efeito positivo. Por “n” frações de segundos já desejei que um gênio da lâmpada mágica me fizesse desaparecer.

Mais ou menos nessa época tive conhecimento de um procedimento médico altamente criticado e condenado pela Sociedade Brasileira de Medicina, cujo Doutor responsável pela divulgação de uma técnica conhecida por Auto-Hemoterapia estava sendo excluso da profissão por ter seu CREMEB anulado.
Preparei-me então para o desconhecido, que é a fonte de todas as possibilidades. Fiz pesquisas profundas, passei a dominar ao máximo em termos de conhecimento tudo que pudesse me atingir e decidi que as vantagens psicológicas das tentativas superariam qualquer risco físico. Iniciei os procedimentos conforme instruções do Dr. Luis Moura e os resultados positivos me deixaram tão entusiasmada que a palavra “incômodo” deixou de existir no meu dicionário.

Consegui fazer breve contato com a equipe do Dr. Luis Moura e muito embora o que me foi reportado não tenha sido muito animador, eu estava decidida que queria voltar a viver, em letras garrafais, maiúsculas, douradas, cravejadas de diamantes com todo o seu esplendor, como diria Arnaldo Jabor.
Eu já tivera algum êxito, mas pelos relatos do Dr. Luis Moura não havia em seu histórico um único caso de cura para a minha enfermidade. Ele disse sim que eu poderia controlar os sintomas enquanto fizesse uso das aplicações, mas cura… Ele sentia muito, mas não poderia ser categórico nesse prognóstico.
Certo dia, absorta em uma das minhas muitas leituras deparei-me com um texto que dizia assim: “o melhor professor seria aquele que não detém o poder nem o saber, mas que está disposto a perder o poder, para fazer emergir o saber múltiplo. Nesse caso, perder é uma forma de ganhar e o saber é recomeçar.” (Affonso Romano de Sant’Anna)

6 longos anos acalentando o inimigo é tempo suficiente para conhecer algumas de suas particularidades; e depois de ter sido cobaia de quase todos os tratamentos imagináveis prescritos por doutores e cientistas, sem sucesso, decidi tornar-me cobaia de mim mesma.

A princípio assusta porque meu conhecimento adquirido na área de saúde advém da minha curiosidade e particularmente sou autodidata. Sou designer por formação.

Mesmo assim, descobri que a fé ás vezes é mais forte que muitas certezas. É a força invisível capaz de destruir grandes dogmas já estabelecidos na história da humanidade. A receita que decidi executar trata-se de algo inédito por nunca ter sido tentado em qualquer ser vivo. Pelo menos não há qualquer registro histórico deste fato que eu tenha encontrado.

Creio que é fácil imaginar o receio, o temor, o medo dos que próximos estiveram a mim e as dificuldades que tive que transpor para executar os meus propósitos…

Fui tachada de louca, insana, irresponsável, inconseqüente, charlatã, entre outros adjetivos mais agradáveis. Mas a minha crença baseada nos meus conhecimentos e na metodologia que descrevo foi mais forte que os poucos aplausos que guardei. A experiência que titulo “Cobaia de Mim Mesma” ainda não chegou ao fim; mas com as graças e as bênçãos de Deus tenho mais certeza a cada dia que passa que agora comecei a escrever a história do meu sucesso, porque já me sinto livre dessa prisão!

download do arquivo em pdf contendo relato da experiência:
Relato-Experiencia

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