HSSuffer: Hidradenitis Suppurativa, Ictiose, Auto-Hemoterapia, Disordens Cutâneas, Doenças Raras e Auto-Imunes

Hidosadenite Supurativa, Ictiose, Doenças Raras, Auto-Hemoterapia e tratamentos na Medicina Alternativa abordando aspectos Psicológicos e sequelas que envolvem seus portadores

Arquivo para remédios

Babosa e hortelã entram na lista de remédios do SUS

Babosa, hortelã e salgueiro são os novos fitoterápicos a entrar na lista oficial de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), publicada pelo Ministério da Saúde. Atualizada a cada dois anos, a lista tem agora 810 itens, como medicamentos, vacinas e insumos.

A babosa é indicada para o tratamento de queimaduras e psoríase (doença inflamatória da pele); a hortelã, síndrome do cólon irritado; e o salgueiro, para dor lombar. Desde 2007, o SUS usa remédios fitoterápicos, que agora chegam a 11. Para entrar no rol, o fitoterápico precisa ser industrializado, ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e eficácia comprovada.

A nova relação traz também os remédios finasterida e doxasozina (convencionais) usados contra o crescimento anormal da próstata.

A lista praticamente dobrou, passando de 470 itens, em 2010, para 810, por causa da inclusão dos medicamentos para doenças raras, vacinas e insumos. Antes, eram listados somente os remédios considerados essenciais, utilizados no tratamento das doenças mais recorrentes. Estão de fora da lista os remédios para câncer, oftalmológicos e aqueles usados no atendimento de urgência e emergência, pois constam em outra relação nacional.

O rol é formulado por uma comissão técnica formada por representantes do ministério, da Anvisa, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de associações médicas.

Para ter acesso a um medicamento da lista do SUS, o paciente deve apresentar receita médica na rede pública. Com base na lista nacional, cada município tem autonomia para fazer sua própria relação de remédios.

Fonte:
http://estadao.br.msn.com/ciencia/babosa-e-hortel%C3%A3-entram-na-lista-de-rem%C3%A9dios-do-sus

 

Médicos vendem nome e reputação para estudos de laboratórios farmacêuticos

LIGAÇÕES PERIGOSAS
Publicada em 19/08/2009 às 23h40m
Globo

RIO – Surgem novas evidências de que integrantes de algumas das principais faculdades de medicina dos Estados Unidos estão emprestando o nome e a reputação para trabalhos científicos escritos por ghostwriters (escritores fantasmas) a serviço da indústria farmacêutica. Artigos que são cuidadosamente preparados para ajudar na aprovação e na venda de remédios, como mostra reportagem do New York Times publicada no GLOBO.

Especialistas em ética da medicina condenam essa prática, classificada como um desrespeito ao público. Mesmo assim, diversas universidades têm sido lentas na averiguação das denúncias e na adoção de medidas para deter a prática. Mas ao que tudo indica, elas deverão solucionar o problema o mais depressa possível caso não queiram problemas com o governo.

Semana passada, o senador republicano Charles E. Grassley, que faz parte da comissão que analisa a concessão de fundos públicos para pesquisas médicas, prometeu iniciar uma investigação de conflito de interesses na área médica, começando por pressionar o Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) para por um fim a essa prática.

A escolha é significativa porque o NIH, que é um órgão federal, avalia e aprova a maior parte das pesquisas médicas nos EUA. E boa parte dos maiores especialistas do país depende de verbas públicas para suas pesquisas.
Adotar ali novas regras para esses procedimentos pode ser uma boa forma de impor limites éticos para os centros de pesquisa.

Só que, como a maior parte das entidades de ensino, o NIH tem se mostrado relutante em abraçar a idéia. Um porta-voz do órgão disse que a responsabilidade por impor limites éticos é das universidades e demais instituições que empregam tais pesquisadores.

 – Uma forma de deter essa prática seria punir os verdadeiros autores desses trabalhos – afirma Carl Elliott, professor do Centro de Bioética da Universidade de Minnesota. – Mas os acadêmicos que são cúmplices desses procedimentos nunca são punidos. Até quando isso vai continuar acontecendo?
Recentes descobertas indicam que a prática está disseminada. Dezenas de entidades de ensino médico selecionam trabalhos científicos em acordo com laboratórios farmacêuticos. E a publicação de tais estudos em revistas especializadas tem se mostrado uma importante estratégia de marketing para a indústria dos remédios.

Alegações desse tipo de prática existem há pelo menos uma década, desde o surgimento de artigos científicos sobre a combinação de drogas para emagrecimento conhecida como fen-phen, que foi tirada de circulação em 1997 depois que foi descoberto que ela poderia causar problemas cardíacos. Mas maiores evidências da extensão desse problema começaram a vir à tona só recentemente, graças à revelação de documentos em torno de remédios para aliviar os sintomas da menopausa, feitos pelo laboratório Wyeth.

Fonte: http://oglobo.globo.com

( a matéria na íntegra só é permitida para assinantes do jornal O GLOBO)

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